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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Erro de Cálculo

Sexta eu doei sangue pela manhã e à noite fui beber. Eu tinha uma hipótese de que doar sangue era economicamente vantajoso. E olha, não podia estar mais certo. O problema é que o cálculo tem que ser muito bem feito, se não...

Bebi vodka, bebi 3 long necks. Após um pouco mais de 1 hora de mistura...PT. Para os que não sabem o que PT significa no mundo dos bêbados (todos já ouviram essa expressão para carros que sofreram acidentes, né?) é, basicamente, o semi-coma alcóolico. Vomitar algumas vezes não é PT, porque, geralmente, depois que você vomita e bebe água, fica tudo bem. 
Segundo relatos - não lembro nem de ter entrado na festa - aproveitei durante 5 minutos. Sentei e a maratona de vômitos começou. Ainda segundo relatos, foram mais de 2 horas vomitando direto, até o ponto de vomitar o vazio - quem já passou por isso sabe o quanto é ruim. Lembro de alguns flashes:

- Alguém levantando a minha cabeça para eu olhar um amigo que veio ver como eu estava, porque eu mesmo não conseguia fazer isso;

- Eu esboçando algumas coisas para o Júlio sobre o fato dessa merda estar acontecendo logo na primeira vez que eu saí com o Lobo e ele me tranquilizando*;

- Eu tentando dizer para um amigo que eu não conseguia segurar a garrafa de água para beber enquanto ele pedia para eu beber água pelo amor de Deus;

- O gosto maravilhoso da água gelada na minha boca.

Antes que comecem os julgamentos (que provavelmente já começaram) eu NÃO me orgulho de ter ficado assim. Não acho nem um pouco legal passar mal por causa de bebida, estraga a noite dos outros (pobre Júlio que me acudiu a noite inteira depois que eu passei do momento em que eu não conseguia ficar SENTADO sozinho) e você não curte nada. Por isso, é importante planejar que essas coisas NÃO são planejadas. Elas acontecem e são uma merda.

Óbvio que fui irresponsável de ter bebido o que eu beberia normalmente com 0,5 L de sangue a mais. Acho que já falei sobre isso aqui. Acho que nesses momentos é eu realmente vejo aqueles que se encaixam na minha definição de amigo. Amigo não é aquele que passa a mão na sua cabeça quando você faz merda, mas é o que dá esporro na hora certa. Imagina, eu lá, quase em coma alcóolico e nego me esculachando? Sorte que eu tenho desses (embora lembre dos olhares julgadores malditos do Lobo).

No dia seguinte ainda saí de novo, bebi de novo, dessa vez na medida certa, tão certa que nem fiquei bêbado, mas aproveitei lindamente a noite. E olhe que a festa foi just ok. Cheguei à conclusão de que house e derivados são músicas que servem para tocar no máximo 5 minutos. Depois disso, sem drogas ou muita bebida, não dá para aproveitar.

Ainda lembro da menina que estava em um estado um pouco melhor do que eu na festa de sábado (ela conseguia chorar e tentava falar seu nome para mim) que eu assim que vi, acudi. Perguntaram se eu estava fazendo enfermagem agora, mas não é isso. É questão de solidariedade mesmo. Não tenho a menor vocação para ficar cuidando das pessoas, mas eu sempre penso: podia ser eu, como fui eu ontem. Ajudar um bêbado, mesmo que conseguindo um copo d'água apenas, não custa nada. Campanha Ajude um Bêbado.

*Vocês lembram de quando começaram a estudar os números inteiros (+ e -)? Que nos cálculos de multiplicação e divisão você errava o sinal, mas no final acabava errando o sinal de novo e, o resultado, acabava saindo certo? Foi tipo isso. Eu lá jogado na sargeta e Lobo se atracando com um cara que conheceu porque eu estava daquele jeito e ele veio me ajudar. Júlio pegando outro que sentou perto dele para ver como eu tava.

Gui, fazendo casais mesmo com um pé na cova.

Apenas uma coisa: ESCREVO CERTO POR LINHAS TORTAS.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bloodless

Hoje rolou aqui na UFF, no Instituto Biomédico, a campanha Universitário Sangue Bom. É um projeto do Hemorio que está passando por várias faculdades com o objetivo de abastecer os bancos de sangue. Além do pessoal ser super prestativo, mega atencioso, sente a propaganda: juro que fui la só para conhecê-lo!

A entrevista é aquela coisa, né, ainda usam o conceito completamente ultrapassado de grupos de risco (como se ainda houvesse isso), então, para um gay doar, ele teria que, necessariamente, mentir. Se você teve pelo menos uma relação sexual com homens nos últimos 6 meses você já é considerado inapto. Se tiver mais que 1 parceiro, idem. Fora todas as restrições de medicamentos etc.

Se por um lado isso 'melhora' a qualidade do sangue, uma vez que acaba que muita gente que, de fato, está em situação de risco (camisinha já elimina boa parte, não usar drogas injetáveis, quase todo o resto), por outro, acaba por impedir que muita gente saudável doe sangue. Depois fica complicado colocar propaganda na televisão para doar, né?

De qualquer forma, cheguei à conclusão de que doar sangue é uma ação economicamente favorável. Por que? Simples, porque com 420 ml de sangue a menos, você gasta menos dinheiro bebendo até ficar bem. Portanto, pensem dessa maneira para superarem seu medo de agulhas: doar sangue é um investimento no seu bolso!

OFF TOPIC: Sobre a nuvem negra que tem pairado sobre mim nas últimas 3 semanas: tô vivendo. Não acho que 'a vida é assim', 'todos passam por dificuldades', 'a vida é injusta', 'a vida....'. Mas, se cheguei até aqui, não vejo nem meu horizonte. Ele está tão distante que vou passar a vida inteira procurando-o e não vou encontrá-lo nunca. Não nasci para aceitar as coisas de cabeça baixa.

Vocês viram que maravilha dois posts numa mesma semana? Há quanto tempo isso não acontecia? O nome disso é Internet, meuamô! Vou levar o Lobo para buatchy hoje, suas lindas. MORRÃO de inveja :X.

Mais Informações sobre o Programa: http://www.universitariosanguebom.com.br

quarta-feira, 30 de março de 2011

Não Peço Muito

Nunca pedi muito na vida. Sempre fui um cara bem ciente da minha realidade, talvez por ter nascido já na época das vacas magras na minha família, talvez pelo simples alinhamento do cosmos. Acho que é exatamente por ter os pés tão fixos no chão que minha cabeça fica tão perto da Lua, como numa fuga constante de uma realidade que eu não quero, mas aceito, como minha.

Lembro que houve uma época em que eu era louco por Pokémon, adorava todos os jogos e tal, e queria muito, muito um gameboy daqueles preto e branco ainda. Tinha ouvido falar de um garoto que estava vendendo por 20 reais e a fita de um dos jogos. Cheguei todo feliz pra contar pra minha mãe e ela disse que não tinha dinheiro. Mais tarde desceu pra comprar cigarro. Tinha uma revista quinzenal por R$3,90 que eu também pedi, se ela comprou 2 ao longo de um ano, foi muito. Meu irmão queria um boneco original de 50 reais e ganhava um eventualmente. Eu ganhava o falsificado e, ainda sim, ficava feliz.

Daí eu entendo porque sempre tive problema com dinheiro, com comprar as coisas mesmo quando eu podia gastar. É por isso que eu fico à seco em boates que não são open bar, mesmo tendo dinheiro pra comprar algumas bebidas. É por isso que às vezes dói comprar um salgado na rua, mesmo quando a fome é tanta que posso desmaiar antes de chegar em casa.

Houve uma outra época em que eu queria muito aprender inglês. Acho que tinha 10 ou 11 anos. Nem preciso dizer que não havia a menor possibilidade de isso ocorrer, né? Pois, então, meu pai comprava o Extra toda semana e ganhou um dicionário inglês-português (Michaelis ainda por cima...) e o pegava todos os dias pra ler. Procurava palavras aleatórias, usava o diálogo dos jogos de videogame (sim, meu irmão tinha um videogame e eu 'podia' assistir a ele jogando) pra aprender algumas coisas também. Mas aí, depois de alguns anos, veio a defasagem: eu não sabia falar.

Eu sempre quis estudar em uma boa escola. Já disse que dinheiro sempre foi um problema? Pois é, escola municipal até a 8ª série (fiz os concursos na 5ª, but...). Depois veio a redenção (?), ingressei na Fiocruz. Eu precisaria de um novo post, em um tom muito diferente, pra narrar os problemas de lá. Só queria entrar na faculdade, não tinha como pagar o pré-vestibular, estudava em período integral, com a monografia e o estágio nas costas ainda por cima. Consegui uma pública, federal. Entretanto, não era a que eu mais queria, que, porventura, nem prestei vestibular porque não poderia arcar com os custos de outro estado.

Eu sempre pedi pouco e mesmo esse pouco me foi negado. Ainda sim, eu tinha forças pra seguir em frente do jeito que dava. Agora não mais. Eu continuo pedindo pouco, fazendo tudo que está ao meu alcance e...nada. Não consigo estágio, mesmo recebendo email 'eles adoraram seu perfil! Vão te chamar pros próximos processos seletivos'. Nem preciso dizer dos vetos, porque quando uma coisa não vai bem na sua vida, você tende a sobrecarregar outras coisas.

E eu, que quase me apaixonei pela pessoa completamente errada, fico com um vazio e carência inexplicáveis. Ânimo pra faculdade? Nenhum.

Não peço muito. Peço só que alguma coisa dê realmente certo para eu ter forças suficientes para consertar as outras que estão dando errado.

PS: Ainda estou sem Internet, copiei esse texto que eu tinha escrito à mão agora rapidinho no Lab de Informática. Desculpe pela ausência no blog de vocês, viu? Espero até semana que vem já ter GVT-maravilhosa-de-10-mega-rycah-veloz-isperta aqui em Nikity. EDIT: GVT chegou. GENTE, GVT CHEGOU, CORRE GENTE, CORRE GENTE!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Desconectado

Olha, juro que não é descompromisso com o blog. Mas o fato é que estou sem Internet em casa, e tenho acessado na faculdade em períodos muito curtos, difícil fazer um post legal com 30, 40 minutos que também tem que ser usados pra checar email, facebook etc. Nenhuma empresa quer me contratar como estagiário por algum motivo que eu ainda desconheço, mas continuo na luta, contatos são bem-vindos, grato.

Ainda tem o fato de eu estar sem PC aqui em Niterói e minha mãe continuar me enrolando ad eternum para comprar um. Outra coisa é o stalker que eu peguei no sábado que não lembro nome ou rosto, que me liga todos os dias e diz que tá com saudade da minha 'boquinha gostosa'. Sério, vocês podem pensar que eu deveria beber menos, mas acho que só devo dar o número de telefone errado pra algumas pessoas, simples. De qualquer forma, pedi pra ele me adicionar no Facebook e no MSN. A vida não tá fácil pra ninguém.

Só quero que o que essa criatura dos infernos está cantando aconteça. FRIDAY!


sábado, 5 de março de 2011

Back to Black

Nunca fui do tipo desacreditado. Nunca me julguei azarado ou pensei que existia algo que não era pra mim.

Em especial, o amor. Olha, se eu não me julgo assim, não posso dizer o mesmo dos meus amigos. Tenho muitos amigos que se consideram azarados, dizem que o amor pode existir mas não para eles e tal. Sempre fui conselheiro amoroso, eu era o que ouvia os casos falhos. Eu era o que dizia para as pessoas não ficarem com @ ex, que era o ombro amigo quando voltavam para logo depois saberem que só estavam sendo usados. Ou não, eu só ouvia um lado da história.

Essa semana eu fiquei pensando em como a gente pode mudar nossas concepções em tão pouco tempo, de modo tão brusco. Passei um ótimo fds com Eah, fiquei feliz. Fiz planos, de vê-lo o resto da semana e até de  passar o carnaval com ele. E olha, nem pensei em namoro. As pessoas riem quando eu digo isso, porque todos acham que eu estou loucamente apaixonado por ele e tal. E não. Simplesmente não. Eu estava adorando ficar com ele, foi uma pessoa especial para mim.

Por que estou usando o pretérito? Porque Eah agora é, praticamente, passado. O problema não foram as saídas desmarcadas, a aparente frieza e mesmo o chá de sumiço. Pessoas que trabalham não estão livres como pessoas de férias, eu entendo isso. Quando eu falo que sou um cara muito tranquilo, eu sei exatamente o que quero dizer. Só não posso ficar no escuro, odeio ficar no escuro. Odeio pisar em ovos. 

Quando eu não quero mais ficar com alguém (o que aconteceu todas as outras vezes), eu falo. Sou sincero, uso as palavras certas. Porque para mim, essa sensação é horrível: de não saber o que está acontecendo. Só preciso de um sinal claro, caso as palavras não estejam saindo por vontade própria.

Às vezes rola um erro de comunicação, as pessoas tem medo de envolvimento, então algumas atitudes dão ao entender que você quer namorar ontem. Que você já está amando. As pessoas realmente não sabem o que significa amar. Muitas vezes, você só quer estar perto. E isso basta.

Mas eu sou racional. Sei que 99% do que está aqui pode ser coincidência ou fantasia minha, mas o ditado popular já dizia: mente vazia, oficina do diabo. Vai ver é o carnaval. Vai ver não é. Na dúvida, vou continuar procurando minha vibe para sair porque perdi e não encontrei mais desde Eah.

Só sei que não quero me jogar de lugar nenhum. Não tão cedo.

Isso traduz tudo.

"A pior coisa do mundo é quando alguém faz você se sentir especial e, de repente, te deixa de lado. E aí você tem que agir como se não se importasse" Caio Fernando Abreu

EDIT: Eu estava certo. No fundo, a gente sempre sabe, né?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Se Joga, Bee

Gente, hoje a vibe é meu diário.

Olha, estou bêbado, mas quem são vocês para me julgarem? (brinks, não estou na defensiva não). As pessoas me oferecem vodka às 21h de um domingo num ônibus lotado e quem sou eu para recusar, né? Já bebi o mundo antes, agora sou bêbado.

Estou me esforçando para digitar tudo certo, porque né, não tô nessa vibe de não ser entendido. Esse fds rolou uma maratona frenética de festa e bloco com Eah. E, olha, não sei se poderei usar minhas pernas novamente porque eu não as sinto.
Fato foi que eu nunca fui à uma festa acompanhado antes e vou te dizer, foi muito estranho. Realmente quando você está acompanhado parece que todo mundo te olha, uma loucura. But, como eu estava muito bem acompanhado, olhares lançados não eram retribuídos, porque né, sou fiel. Vou dizer também que é uma sensação muito boa, saber que você sempre terá 'a quem voltar' na festa. Muito diferente de ficar com uma pessoa na festa inteira. 

Eu nem sei explicar porque eu não sei lidar com relacionamentos. Nunca namorei, nunca fiquei sério (aliás, nem sei a diferença dessas coisas), então para mim é tudo novo. É tudo uma experiência nova, que eu resolvi que quero experimentar. 

Sendo sincero, ainda tenho muitos medos em relação à Eah. Tenho medo de estar indo rápido demais, de não estar sendo agradável, exatamente porque eu não sei como agir. 

Aliás, sendo mais sincero ainda: confesso, estou apaixonado. E eu nem sei o que isso significa. Só sei que tudo é diferente. Tudo é...bom. O beijo é bom (tão bom que eu sempre fico 'constrangido', se é que me entendem), o papo é bom, tudo é bom. Sei nem explicar isso, sabem, achei que não existia. Mas olha, pelo que me disseram (juro que perguntei isso para várias pessoas), é isso estar apaixonado. É o querer bem, o querer estar perto, é tudo.

Só queria que as coisas ficassem claras e Eah mandasse um sinal bem claro para mim de que também está nessa vibe, porque né, super não quero ser chato com ele. Eu? Se eu me enganar e estiver me envolvendo (há! parece até que não estou envolvido ainda), vou superar. Total não sou do tipo que vai chorar pelos cantos. Talvez bêbado, mas passa. Se não puder ter Eah como algo a mais, que seja pelo menos como amigo. Ou não, depende dele também.

Porém, quem quer começar uma história já pensando no seu término? Eu simplesmente decidi que vou me jogar do abismo, como disse o Autor. Mesmo que seja para me estabacar e saber o gosto da dor. Que seja, a vida é muito curta para a gente ficar ponderando tanta coisa. Só quero viver, só quero sentir as borboletas no estômago (isso para mim ainda é mito, beijos), mesmo que o impacto me deixe no chão durante um tempo. Do chão eu não passo, não é?

Eu estou em um momento em que minha concepção de vida é simples: just be. Apenas seja. Apenas seja você mesmo ou seja o que quiser. Se quiser dar pinta horrores na rua, dê. Qual o problema nisso? Qual o problema em 'parecer' gay? Qual o problema em ser bichinha? Se quiser ser machão, seja. Se quiser amar, se apaixonar, porque não?

E é isso aí. Vou me jogar. Só espero que seja de mão dadas com Eah, porque aí, vai ser muito mais gostoso.

[Não me critiquem porque meu texto não tem nada a ver com nada porque não sou obrigado. Grato.]

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Breaking News

O próximo episódio trataria do segundo dia do meu réveillon e seria postado hoje. Mas, ocorreram duas coisas que me fizeram optar por um post intercalado.

A primeira delas foi uma ligação que recebi ontem de um número desconhecido. Como a única pessoa que me liga de número desconhecido é o Visão, já peguei o telefone desanimado, pois sabia que depois de 30s de conversa ou a ligação cairia, ou ficaria muda, ou meu celular ficaria fora de área, enfim. Dias e dias sem ter uma conversa normal graças ao incêndio da Oi.

Pois bem, atendi o telefone e ouvi algo do tipo "A Glaxo mi mi mi...". PARA TUDO, BRASIL. Eu tinha feito um teste online pra um estágio na glaxo na metade de dezembro, mas nem estava realmente esperando que eles me chamassem, pelo menos não agora. Sei que respondi sim pra todas as perguntas - além da ligação estar péssima eu fiquei tão nervoso que só falava 'sim, tudo bem', 'você pode comer meu cu sem vaselina se quiser' 'está ótimo'. Fato foi que só lembrava o horário da entrevista. Foi hoje às 9h. Me preparei, ajeitei currículo, pesquisei horrores sobre a Glaxo, separei uma das duas únicas roupas sociais que eu tenho e fui.

A oportunidade de um estágio em qualquer indústria farmacêutica de grande porte, se conseguida, é suficiente pra eu, literalmente, sair de casa. Pra sempre, não depender mais financeiramente da minha mãe em nada. É a minha chave pra independência. Pra poder sair pra beber no bar com os amigos sem se preocupar quando dará a conta, porque eu poderei pagá-la.

Cheguei lá 1:30h (morar longe é foda, ou você chega cedo ou tarde demais) e fiquei fazendo hora no McDonalds até dar um horário mais próximo ao da entrevista. Chegando lá, fui encaminhado uma sala (medo do que essas empresasa de RH fazem, você espera testes malucos, já tava pensando em que animal iria imitar e que super-herói seria etc). Ganhei um teste que diria meu perfil profissional e etc, sem respostas certas ou erradas, apenas pra traçar determinadas características. E duas redações pra fazer: uma em português e outra em inglês. Pensei logo "fudeu", sempre me enrolo um pouco pra escrever em inglês porque não lembro daquelas regrinhas de 'in, on, at, meu cu, etc'.

Agora pasmem: o tema da redação em português era "Descascando o Abacaxi" e só. Fiquei chocado, porque né, como assim sem nenhum texto de apoio. O texto em inglês era de tema livre. Ambos sem rascunho e direto à caneta, vê se pode? Agora saquem meu texto de merda: "Conversas de Bastidor" era o título, o tema era sobre relações diplomáticas e comparei a resolução de conflitos com descascar uma abacaxi. Ok, Brasil, riam, mas na hora foi a única coisa que eu consegui pensar.

Fui pra entrevista e, embora eu ache que a mulher gostou de mim, ela disse que a vaga que tinha não se encaixava muito no meu perfil, pois tratava de assuntos regulatórios, revisão de bula de medicamentos, aprovação de importação de matérias-prima etc. Mas, disse que se eu quisesse, poderia concorrer a esta vaga, porque tinha passado dessa etapa. Ela ainda sugeriu que eu esperasse aparecer uma outra vaga, na área de P&D, Farmacovigilância, Marketing ou Produção para poder me candidatar. E me deu até semana que vem pra eu decidir. E aí, Brasil, como joga? De forma geral, fiquei satisfeito e feliz. 

Medo vai ser quando eles lerem a redação.

O segundo assunto é...chato. Pouco agora acabei de ler isso e isso, e fiquei de cara. Porque eu nunca fui desses de sonhar com amor impossível, sabem? Aliás, até pouco tempo eu nem sonhava com amor at all. Nessas situações acho que eu tenho o pior comportamento possível: simplesmente me fecho e isolo as lembranças da minha cabeça.  Porque dói pra caralho quando você tá curtindo alguém e essa pessoa também tá te curtindo, mas vocês não podem se ver, não podem se tocar, não podem sem se falar (te amo, Oi).

Semana que vem ele tá pegando o avião pra Rússia e eu ficarei por aqui. Nem sei quantos quilômetros nos separarão. Acho que se tem uma música que pode traduzir o que eu estou sentindo agora, é essa:

Remember all the things we wanted
Now all our memories, they’re haunted
We were always meant to say goodbye
Even without fists held high, yeah
Never would have worked out right, yeah
We were never meant for do or die
I didn’t want us to burn out
I didn’t come here to hurt you now
I can’t stop


I want you to know
That it doesn’t matter
Where we take this road
Someone’s gotta go
And I want you to know
You couldn’t have loved me better
But I want you to move on
So I’m already gone


Looking at you makes it harder
But I know that you’ll find another
That doesn’t always make you wanna cry
Started with a perfect kiss
Then we could feel the poison set in
Perfect couldn’t keep this love alive

You know that I love you so
I love you enough to let you go

I want you to know
That it doesn’t matter
Where we take this road
Someone’s gotta go
And I want you to know
You couldn’t have loved me better
But I want you to move on
So I’m already gone

I’m already gone
I’m already gone


You can’t make it feel right
When you know that it’s wrong
I’m already gone
Already gone
There’s no moving on
So I’m already gone
Already gone
Already gone
Already gone
Oooo, oh
Already gone
Already gone
Already gone
Yeah

Remember all the things we wanted
Now all our memories, they’re haunted
We were always meant to say goodbye


I want you to know
That it doesn’t matter
Where we take this road
Someone’s gotta go
And I want you to know
You couldn’t have loved me better
But I want you to move on
So I’m already gone

I’m already gone
I’m already gone
You can’t make it feel right
When you know that it’s wrong

I’m already gone
Already gone
There’s no moving on
So I’m already gone

Beijo enorme, Visão. E você ainda me deve sua foto.

sábado, 25 de dezembro de 2010

ESTO8 BEBADBDO - Editado -

GENTE, estou b~ebado. Descobri a menaiera ideal de passar Natal em fam[oloa! É s[ério, minha mãe comprou tnta cerverja que pensei "porque não passar o Natal bêbado e sem sofrer, como tenho feito nos últimos 6 anos?". A[i bebi, e deuy nbisso.!


OIlha, vou te contar umas coiasas, o visão não me mandou a foto dele. mandou uma foto , de mascara, mas n~çao nç~conta não. Porque né, não deu pra ver nada. Eu to apaxionadoa ngente, o ue veu faço?

Olha,a passar, o natal beoado é p qiue j[á, pq eu não em esytresei. Meu irmão? Meu irmão quei s me abraçar depois de ter me chaamdo de viadnbho? EU NÃO ACEITO ABRAÇO DE QUEM ME CHAMA DE VIADINHO, DE BOIOLA. Isso tudo pq eu tava vendo dois caras fudendo. quW MATAL TAME?

nENHUM NÉ? O que eu quis dizr, é que mal tem. Olha, ate difitei cewrto. o antonio dizqu eu não sei digitar vebado. Eu duicsoro. VFc s tabm?


Olha, ese vai ser o ultimo post do abn, será que vou lembrar amanhça? Me pergunto, Meu ano novo vai sr o cm o biluy do blog 'oque aconterceria comgio'? Vamos apavorarrr, pq foda-se! nego quer me fuder, ma nem quer me beijar. O piro qe´que eu nem quero ser passivo, porra!

Olha, se eu lembrar de sse posto amanahã, vou deletar vcs sabem npé!

Bwijos, amos vocês!

O ANTIONIO, O LOBO, O ARSENICO,OP JULIO, O DAMLK, O CANDY, O CARA COMUM, O AUTOR, O RICARDO AGUIREIROS )GETEN, ELE DELETOU O BLOG POR CAUSA DE MIM, AMS ABEU EU GOSDTO DEELE., SABIA?! alÉM DELES, COGOSTO DO DAN DO MUNOD EM MEU LHSOLHOS, DO DIEGO DO BLOGODONDDUEGO E DO CARMARTEA DE VIGILAMNCIA;

Gosto de mutiso poutros, que não ceba citar. É isso que as pessoas fala m conqtu  não lembra os utros outran ´pe?

AManhã vou deletar isso. pera í que vou meijar. olha, o visãomee ligou, eu adoro ele cara. ele é mut ´pescialc..

Porra, vou editar isso não, cheio de berro.

AMO VOCÊS TODOS! DE VERA\DDE!

EDIT: Olha, vergonha define. Mas, eu tinha que passar aqui só pra confirmar que esse será o último post do ano, porque né, preciso de tempo pra recuperar a dignidade. Bom réveillon a todos! Ah, claro, atualização sobre my so called life, via twitter: @tadisacanagem.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Um Dia de Fiscal #2

Então, eu esqueci de dizer que, como o post já estava muito grande, eu tive que dividí-lo em dois. A segunda parte é sobre o irônico fato de eu ter sido fiscal no mesmo colégio e na mesma sala em que eu fiz prova exatamente pra UFF.

Enquanto eu subia as escadas estava com tanto sono e preocupado como seria ter que tomar conta de 30 pessoas, distribuir e receber as provas, fazer a desidentificação, apreender os celulares, relógios, lápis etc, que eu nem reparei pra onde estava indo. Quando eu abri a porta na sala e me sentei em um momento rápido de descanso, imediatamente percebi.

Foi uma sensação mega estranha. Lembrei de como eu estava mega tranquilo e completamente consciente de que eu não iria passar pra segunda fase da UFF, embora quisesse, só pra compensar o dinheiro da minha mãe. Foi o ano mais agitado da minha vida, eu estava no 3º ano, com estágio, monografia, terminando o ensino médio e ainda inventei de fazer curso de alemão na UFRJ. Eu não tinha a menor possibilidade de estudar e a base que eu tinha era ridícula comparada aos monstros do pH, Elite e afins.

Fui fazer a prova desmotivado, mas com esperança de pelo menos me divertir fazendo. Sentei lá calmamente, e fui resolvendo as questões que eu sabia, assinalando as possíveis respostas que eu não sabia e em 2 horas de prova eu já tinha feito e refeito 75 questões, incluindo língua estrangeira. Fora o ar-condiconado que estava me dando calafrios e fazendo eu tremer como uma batedeira.Cheguei em casa 12:30 tranquilo, pensando até que talvez fosse possível passar pra 2º fase.

Quando saiu o resultado eu fiquei chocado. Eu tinha feito apenas 2 questões a menos do que o corte de Medicina, o que me dava um resultado absurdamente bom. No listão que fizeram, eu estava em 25º de 800 e poucos que fizeram a 1ª fase. Foi uma surpresa que me deu algum gás para estudar pra 2ª fase, mas cadê tempo? Quando entrei de férias, tive uma semana pra estudar. Estudei todos os dias, o dia inteiro, mas, mesmo assim, não consegui cobrir a matéria toda. Fui dormir tarde, acordei cedo, cansado, nervoso.

Lembro que entrei na sala e comecei a ficar mais nervoso ainda, suando como um corno no mesmo ar-condicionado que na 1ª fase me fez tremer de frio. Era minha única chance de passar pra alguma faculdade federal, eu não podia perdê-la. Eu nem lembro dos fiscais, não lembro se riram da prova dos outros como eu ri, ou se leram. Eu só sei como é ter aquela sensação de "quem poderá me ajudar agora?".

Eu senti uma extrema compaixão quando soube que eles não poderiam usar lápis, porque isso atrapalha muito. Principalmente quem faz matemática, física e química como específicas, uma vez que envolvem cálculos e, no caso da UFF, cálculos com números nem um pouco proporcionais,  como 2,5034 dividino por 103,25. Foi, mais uma vez, uma sensação estranha.

Há dois anos, era eu que estava sentado naquela cadeira, suando e tentando conseguir uma vaga em uma universidade.

Lembrei muito de mim quando eu vi dois deles nervosos conversando e minha companheira fiscal disse: "Calma, gente, é só uma prova". Mentalmente, disse: "Não é só uma prova. É A prova que vai mudar a vida deles, independente do resultado".

Afinal, foi a prova do vestibular que mudou, completamente, a minha vida.

sábado, 18 de dezembro de 2010

I Refuse To Be A Victim

Meu irmão usou o PC três dias direto - manhã, tarde e noite; comendo, mijando e cagando sentado, muito parecido com o episódio de South Park relacionado a WoW - e parece que amanhã ele tem curso de inglês, então, precisa dormir cedo.

Engraçado, que nego na minha família é ótimo, minha mãe fala que eu sou 'nada' pra ela, meu irmão diz que me odeia e tal. Assim, hoje em dia eu acho engraçado, mas já fiquei muito triste por isso, mas, passou. As coisas sempre foram assim comigo: nego me destrói, caga pra mim e, depois de um tempo, eu simplesmente ignoro. Solenemente. Comigo, não há segunda chance.

Não faço questão nem de fingir. Segue diálogo:

[Depois de eu dormir fora no dia após a discussão]

Mãe: Lembrou que tem casa?
Eu: Sim.
Mãe: Já jantou?
Eu: Não.
Mãe: Porque não?
Eu: Porque eu não quis.
Mãe: E pao alimenta?
Eu: Não sei, pergunta pra ele. [Sim, quando eu estou puto eu mando uma dessas]
Mãe: Você é muito grosso, que absurdo e zzzzzzzzz...
Eu: Ok. Terminou?
Mãe: Chama seu irmão que zzzzzzzzzzz...

Fiquei quase 3 dias sem acesso à minha vida social virtual e eles acham que eu vou ficar em casa chorando e dormindo. NUNCA! Se tem uma coisa que eu não sou é acomodado com esse tipo de coisa. Ninguém me viu entrando em blog, FB, twitter nesses dias. Mas ó, fui à praia (gente, como não tinha ido em Ipanema antes? Aquele point da Farme de Amoedo é...O point!), revi amigos e fiquei bêbado com eles. Me diverti PRA CARALHO.

Além disso, fiquei mais de 50 minutos conversando com uma pessoa que tem rondado meus pensamentos. Mas é aquela coisa, né, mora longe e tal. Gastei 5 reais dos meus míseros 9 reais de crédito até Fevereiro, beijos, só em SMS. Detalhe que foram 50 minutos de conversa enquanto eu estava bêbado e às 3 da manhã. E eu to nessa vibe meio envolvida e tal, daí eu conto: nem conheço, nem vi foto, comofas? O fato é que estou pensando em como seria se essa pessoa estivesse na minha vida neste momento. Como seria poder simplesmente abraçá-la e dizer: "Minha vida é uma merda", só pra ouvir "Vai ficar tudo bem".

Como disse DPNN, nós temos que recusar assumir o papel de vítima da estória. Eu até tento - embora quem tente não consiga pra continuar tentando - mas não tenho vocação pra vítima. Pra ficar num canto lamentando 'Porque eu?', não faz o meu tipo. Todo mundo tem esses momentos, a diferença é o tempo que a gente leva pra sair deles.

Sou do tipo que se o cara que eu to pegando pega outro na minha frente, eu olho, fico puto, vou lá e dou um beijo triplo. Depois viro e pego 3 na frente dele. Se nego vem falar mal de mim, eu sorrio, odeio por alguns segundos, vou e falo 3x pior. Na frente dela. Constragimento? Sabemos como fazer. Minha fase de chorar pelos cantos já passou, na época em que eu não tinha  força física - ainda não tenho - nem intelectual pra suportar alguns problemas.

Estou de férias e quero aproveitá-las. Quero ainda pensar muito nessa pessoa. Tenho que aproveitar muito esse momento. E, ó, meta pública: perder a virgindade até o carnaval.

Farei um financiamento e logo meu Notebook chegará. Claro, que vou fazer meu irmão pesquisar os preços, escolher o melhor custo-benefício pra mim e depois voltar a ignorá-lo solenemente. Falso? Não. Depois de apanhar algumas vezes, a gente aprende a dançar conforme a música.

E vou contar a vocês, estou dançando bem pra caralho.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Toco

Tudo gira em torno de uma confissão. A coisa em si seria boa se não fosse ruim.

Eu nunca tomei um toco. É claro que eu não to falando de pedir pra amigo ir lá falar, porque né, se você não pegar não dói, o cara não falou na sua cara mesmo. Nem considero toco. Estou falando de ouvir aquele 'não'.

Aí vocês acham que é porque eu sou irrestível, bonitão, sexy e gostoso, mas não. Também não é porque eu não chego em ninguém. É pelo fato de que eu não chego em ninguém que não esteja me olhando diretamente, naquele flerte que conhecemos bem.

Até aí não seria problema, mas isso me incomoda profundamente. Porque não é do tipo 'se não me olhou não me interessa', é do tipo 'eu quero ir lá e falar com o cara' e isso eu não faço mesmo. Sempre peço pra um amigo ir lá e falar. O que é ruim porque deixo de ficar - ou não - com vários caras que eu tenho vontade.

Porém, esse é o menor dos problemas. Essa questão é mais profunda, É o medo de ser rejeitado, de ouvir que você não 'faz o tipo' ou 'já to pegando alguém, a pessoa foi no banheiro'. Desculpas que eu mesmo já dei.

Isso também demonstra uma imensa falta de autoestima. Aliás, só demonstra. Amigos já me disseram que eu preciso levar um toco pra perder o medo. Mas, imagina, eu chegando em alguém, sem saber o que falar? Que assunto eu puxo? Pergunto o nome e depois o que? Ou só me faço de mongol, levo o toco e saio rindo? Não, uma coisa dessas me destruiria a noite inteira! Acho que eu realmente não sei lidar com a rejeição?

Concordo que eu, definitivamente, preciso levar um toco. Acho que assim, finalmente, perderei o medo completo de chegar em alguém.

Alguém se habilita?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Pior Período da Minha Vida

Sim, eu vivo. Embora a faculdade tenha exterminado completamente minha vida social (nem lembro mais como é beijar na boca, #fikdik) e virtual (se eu estivesse em casa, teria um teclado e poderia digitar, beijos), eu ainda estou vivo.

O segundo semestre de 2010 foi, pra mim, o maior dos sacríficos, um martírio interminável (que ainda não acabou, por sinal, amanhã tenho duas provas, uma às 7h e outra às 14h), que acabará amanhã. Foi o período da faculdade com os últimos dragões: Orgânica VII e Físico-Química VII. Entenda-se por dragões matérias que tem mais de 50% de reprovação e são consideradas "gargalos" no curso de Farmácia.

Passei, nas duas. Consegui, ao contrário de muita gente, matar os últimos dragões do ciclo básico. Mas com isso também veio minha primeira VS, ou seja, a primeira vez que eu não passei direto. A primeira vez que minha competência foi, de fato, posta à prova. Passei, mas essa prova deixou marcas. Gravou em mim a marca do "Você não é inatingível. Você é tão suscetível ao fracasso como qualquer outra pessoa". Ah, o fracasso.

Esse período foi o primeiro período, depois de um ano, em que não ganhava dinheiro nenhum a não ser o da minha mãe. Foi o período em que eu mais sofri, financeiramente, por querer ostentar uma vida que não cabia mais a mim. Não neste período, não nesta situação.

Mas, de tão calejado de negativismo no olhar, eu também aprendi a ver as coisas boas. Foi nesse período que eu criei o blog, fiz uma penca de pessoas pelas quais eu tenho um apreço enorme, fora algumas que já foram promovidos a amigos, como ____ e _____. (Se eu citar nomes vai ter gente se mordendo de ciúmes, né?).

Foi nesse período que eu percebi que embora eu tenha, de algum modo, um dom para a faculdade, eu tenho que estudar, tenho que ter compromisso e, acima de tudo, ânimo, mesmo quando a faculdade age como um dementador, sugando toda sua energia e felicidade.

Foi nesse período, que embora eu tenha descaralhado completamente pra faculdade, eu percebi que eu tenho que ser responsável.

Foi nesse período, enfim, que, ao chegar ao final, eu estou agradecendo.

Porque se até o Pior período da minha vida tem o que me ensinar, imagina o melhor?

PS: Amanhã, meu período, finalmente, termina. Amanhã, volto a ter vida social. E, assim, vida virtual, lendo e comentando o blog de vocês, que fazem minha vida um pouco menos difícil.

sábado, 27 de novembro de 2010

Rio, Bonito

Estou mega sumido por motivos muito simples: provas. Tenho que recuperar aulas e aulas que eu matei porque estava de ressaca ou porque não tava afim de ir. Sobre a prova em que eu fiquei de VS (Prova Final, Avaliação Final, enfim, a última chance que você tem pra passar em uma matéria), afinal, consegui passar. O cara foi mega escroto na correção e me deu 6,5. Mas, como disse o Lobo:

Vitória é vitória. 6 ou 10, são vitórias.

O Rio tá nesse estado de caos, que está bem concentrado até. A mídia, como sempre aumentando muito. Me arracaram da sala de aula na quarta dizendo que estava até rolando arrastão em Niteroi, no Centro e não tinha nada acontecendo. Mas o fato é que essa 'guerra' me impediria de voltar pra casa na sexta, de qualquer forma. Sem chances de passar pela Tijuca (Jacaré, oi?), pela Av. Brasil (Preciso comentar?) ou pela Zona Sul (colocaram fogo num carro na Farme de Amoeado, achei um ultraje).

Eu só penso nas pessoas que moram ao redor do epicentro dessa 'guerra'. Queria poder tecer mais comentários sobre o que tenho ouvido de "bandido bom é bandido morto", entre outros mas estou escapando do estudo durante alguns minutos.

O teclado de Niteroi ainda está ruim. Estou na casa de uma amiga, em Rio Bonito (o trocadilho foi por causa disso), estudando como um louco pra essas provas que vem. E nem quero passar por outra VS. Então, nem lendo o blog de vocês eu estou. Espero que em meados de dezembro consiga voltar a vistá-los e comentar, ok?

Mas sempre que possível, dou uma fodidinha fugidinha com vocês, ok?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Don't Let Me Get Me

[Detalhe que escrevi o texto inteiro e o blogger comeu, sem salvar rascunho. Borboleta, querida, publicarei o selo em breve, ok?]

Eu tava vendo os arquivos do blog esses dias e  percebi que só fiz 6 postagens em novembro. Minha meta era ficar em torno de 20. Claro que, em parte, isso se deve ao fato do meu colega de quarto pouco se importar em conversar no msn, escrever email e etc com o teclado virtual, mas que é impossível pra mim, ainda mais com o blog. Mas o blog é apenas a exposição do que eu sinto e penso. Ironicamente, eu tenho sentido e pensado tantas coisas, mas não consigo simplesmente escrever sobre elas.

Essa semana vou deixar de lado um pouco a polêmica (que embora seja ótima e eu adore, cansa) e falar um pouco de mim (como se eu não fosse polêmico). Ultimamente tem algo que está difícil de compartilhar até com meus amigos.

Minha vida anda desandando. Entendem? Pela primeira vez na vida eu não passei direto na faculdade (não só na faculdade, eu nunca fiquei em matéria nenhuma) em uma máteria, a prova é amanhã e nem estou mais desesperado. Estou conformado. O que é um problema já que eu possuo, efetivamente, chances concretas de passar. Mas eu não sinto ânimo pelo estudo. A faculdade, em si, tem sido um grande fardo pra mim. Não é só questão do fim de período e de professores sem noção (esse período bateu o recorde) é a própria faculdade me fazendo repensar todos os dias porque eu não sou atleta.

Minha bolsa não dá nem sinal de vida (já disse que odeio os funcionários do setor administrativo?) e talvez só caia ano que vem. Minha mãe continua pertubando me perguntando eventualmente quando irei arranjar uma namorada e eu já desisti de falar que "is just not going to happen". Meu irmão, com idade mental de 7 anos e idade física de 23, ainda pensa que minha mãe gosta mais dele e fica fazendo musiquinhas com meu nome (oi?).

Vejam bem, eu não estou reclamando como aqui, estou só me perguntando porque, apesar de tudo, eu não consigo sentir a motivação pra continuar. Eu olho pra trás e, mesmo sabendo tudo que já conquistei, não consigo sentir aquele impulso de "se eu já consegui superar isso tudo, conseguirei superar o que tá me acontecendo agora".

É o gosto amargo e azedo do fracasso. Como se eu estivesse sendo incompetente em tudo na minha vida. Com minha família, com minha faculdade que não dou mais conta, na vida amorosa eu nem quero pensar, porque né, não quero gente soluçando na frente do PC.

É o mesmo gosto de quando todo dia na escola me chamavam de viadinho, de quando meu casaco sumiu e eu o encontrei todo rasgado no refeitório, de quando minha mãe negou comprar uma revista quinzenal de 3,90 que era tudo que eu queria, mas comprava seu maço de cigarro todo dia. É quando eu mostrava os roxos no meu corpo pro meu pai, pintados pelos punhos do meu irmão, e ficava igualmente de castigo. É como quando vi meu pai numa cama e sabia que dali em diante nada mais eu podia fazer.

É uma sensação de impotência com a própria vida.

Eu já consegui muita coisa nessa vida. Consegui passar no concurso pra todas as escolas técnicas do Rio, saindo de uma escola municipal; consegui me formar na Fiocruz, defendendo minha monografia com 100% de aproveitamento, sendo que eu fazia estágio e alemão na UFRJ naquela época; passei em todas as faculdades públicas do Rio que eu prestei e consegui 100% de bolsa na PUC pelo ENEM, mesmo não tendo feito pré-vestibular; consegui não ser odiado na faculdade como eu era no ensino médio; tomei coragem e saí do armário pra um bocado de gente...

Mas ainda é como se eu não fosse capaz de lidar com a pressão, principalmente na faculdade, de conseguir passar em tudo, de conseguir passar bem nas matérias, de, de fato, aprender alguma coisa. É como se eu sempre tivesse sendo arrastado pra um poço em que nas paredes sempre está escrito 'fracasso'. Eu só quero encontrar motivos pra não desistir de tudo.

Eu sou o meu pior inimigo. E isso dói. Dói muito.

O que mais dói é que eu não consigo responder a uma pergunta. Porque sempre que o fracasso bate a minha porta eu não consigo, simplismente, girar o trinco e deixá-lo trancado, lá fora, pra sempre?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Espelho

Eu sou o tipo de pessoa que fala - e escreve - muito. Pessoas assim costumam falar mais bobagens e se revelar mais, em geral, do que as pessoas que falam e escrevem menos. Não tem necessariamente menos instrução ou mais preconceitos ou defeitos, oferecem, apenas, mais oportunidades dos outros perceberem estes detalhes que, para os que escrevem menos, fica muito mais difícil perceber. 

Sendo ainda mais direto, não fiquei nada satisfeito com o comentário do Ricardo e de outras pessoas a respeito do meu último texto. Por muito motivos. O primeiro dele é, obviamente, o fato de que, eu sei reconhecer quando falo ou penso algo inadequado ou errado. E, neste caso, quando sou preconceituoso. Não tenho problemas em assumir que estou errado.

Eu estou errado. Aliás, o post passado passou uma imagem que, certamente, não condiz com o que eu sou e penso, de fato. Quem me conhece e lê e esse blog pode, e deve, inclusive, se manisfestar. Além disso, eu me incomodo com a imagem que eu passo no blog. A maior parte das pessoas que leem esse blog não me conhecem, então, no momento em que, segundo o Ricardo, eu passo a imagem de nazista, isso me incomoda. Não devo satisfação a ninguém, senão a mim mesmo. E é por esse motivo que estou escrevendo esse texto.

Por que sou um ser em eterna mudança, com capacidade crítica o suficiente pra saber quando eu tenho que me criticar e avaliar não só o que eu disse - ou escrevi - mais também meu modo de agir e, principalmente, de pensar.

Já reli o texto algumas vezes e ainda é difícil pra mim identificar um nazista em potencial. Provavelmente porque eu tenho dados empíricos suficientes pra julgar que eu não sou nem de longe algo parecido com o Mike citado no belíssimo, porém radical, texto que o Ricardo postou. Faço bem mais o tipo Arthur, daqueles que vê uma travesti passando e elogia, sim. Daqueles senta na mesa de um bar só com travesti e conversa em plena praça pública, falando desde amenidades à política. Daqueles que não escolhe com quem vai conversar, sendo gay, afeminado, hetero ou mãe.

Entretanto, como reconheci no próprio texto, fui, sim preconceituoso. Preconceituoso exatamente porque não faço parte do público 'bicha xoxota' que, embora seja um termo extremamente escroto, define bem o que eu estou querendo dizer. Mas jamais alguém me veria fazendo brincadeiras homofóbicas pra travesti ou pra bicha afeminada ou pra barbie, que seja. A percepção não foi só minha, leiam, não que justifique, pelo contrário, é só uma constatação. Me pergunto se eu tivesse ido na TW Rio e dito que só havia barbies se haveria tamanha manifestação.

Eu comento, sim, o que eu penso. E eu não entendo porque um homem - gay ou hetero - quer passar sombra no olho. Não entendo, mas eu não tenho que entender nada mesmo,  só tenho que aceitar. E eu aceito. As pessoas tem o direito de vestir e usar o que quiserem, assim como eu tenho direito de gostar ou não. O que eu não tenho direito, e não o faço, é de ridicularizar ou, de algum modo, constranger essas pessoas. É como se uma mulher fosse de shortinho para um casamento, ou um cara de bermuda. Acho inadequado. E todos comentariam.

O preconceito se constitui em criticar alguém por ser gay. Eu não critiquei ninguém por ser gay, mas pelo modo como se vestia. Eu não levantei do lado de nenhuma "bicha xoxota" que sentou ao meu lado. Eu não deixei de conversar com nenhum deles.

No metrô, enquanto eu ia para Copacabana e pessoas ao meu lado começaram a falar desses "viados e bichas barulhentos e mal educados" - de fato, existiam alguns gays fazendo baderna desnecessária, como aquela que as torcidas de futebol fazem - eu virei e falei que ser gay não tem nada a ver com isso. Que se elas tivesse apenas alguns dias do ano, os dias de parada gay, para se expressar sem apanhar (o que já vimos, não é verdade), elas talvez seriam tão 'espalhafatosas' quanto.

Sobre gay (ou qualquer pessoa dando em cima de qualquer outra COMPROMETIDA, que, claramente, não está correspondendo as expectativas) que dá em cima de hetero com família eu acho, sim, um absurdo. O Foxx disse que mulher hetero faz, então porque gay não pode fazer. Não pode fazer porque é desrespeito. E não pode porque não vivemos em um mundo gay friendly, porque se você der em cima de um hetero você pode apanhar muito ou até morrer. Se mulher hetero faz, foda-se, isso não dá o direito de um gay fazer.

O que eu percebo é que pessoas militantes tendem a colocar os gays - especialmente os excluídos do próprio universo gay, 'as pintosas' e travestis - num pedestal, como se fossem pessoas que não podem ser criticadas. Podem sim, ser criticadas. Por gays, por heteros. O fato de ser gay não isenta a pessoa de ter defeitos que devem ser criticados quando conveniente.

Se alguém está lutando pela igualdade de direito, tem de reconhecer que gays não são perfeitos por serem gays. Mas não podem ser criticados por serem gays. Eles tem tanto direito de se expressar - sem ofender alguém e o modo de se vestir não é uma ofensa, ou eu poderia fazer um escândalo no carnaval com tanta mulher pelada, praticamente - quanto os heteros.

Uma vez vi um tweet da Nany People falando que era do tempo que 'beesha era sinônimo de ser inteligente", me diz uma coisa, porque gay tem que ser inteligente? Ninguém exige de HT inteligência, mas de gay exige? Não faz sentido. Alguém pode falar que todo mundo tem que ser inteligente e tal, mas olha, como nós queremos ser reconhecidos como iguais aos heteros, com mesmo direitos e etc, se não nos tratamos igual? Se não queremos ter os mesmo direitos e deveres?

Quero, enfim, agradecer ao Ricardo e a todos os outros por terem me dado a oportunidade de pensar e refletir sobre minhas ações. Sou uma pessoa crítica não só em relação aos outros, mas também a mim. Errei, fui preconceituoso, mas acho que por um post - isso porque a maior parte daqui nem me conhece pessoalmente, não sabe absolutamente nada de mim -  não se pode simplesmente tachar alguém de fútil ou nazista.

O extremistas radicais são sempre nocivos à qualquer tipo de discussão. E eu estarei sempre aberto ao diálogo.
Ao contrário do que vocês podem pensar, eu olho no espelho e vejo um cara que já passou por muita coisa, mas que sempre continuará lutando não só pelos meus direitos enquanto cidadão, mas também pelos direitos do meu próximo, gay, hetero ou bi.

Obrigado.

PS: Meu teclado ainda está ruim, impossível comentar no blog de vocês, mas continuo lendo. Sempre.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Luto Obrigatório

Hoje, por incrível que pareça, minha mãe e meu irmão não foram ao cemitério. Acho engraçado a devoção de ambos, até hoje, ao meu pai. É um rito ir lá no aniversário dele, dia de finados e no dia da morte.

Um rito que eu nunca participo.

Meu pai foi um bom pai. Não brigava muito com a minha mãe, nunca deixou faltar nada em casa, embora fosse de uma avareza peculiar. Me deu a educação e ajudou na formação do caráter que tenho hoje. Mas o Dia dos Pais nunca teve a mesma euforia do Dia das Mães. Sempre faltou afeto. Sempre faltou carinho.

Meu pai, embora presente, era ausente.

E isso nem tem nada a ver com a preferência, clara, dele pelo meu irmão. Eles eram parecidos em muitos aspectos, já eu, sempre fui mais apegado a minha mãe. Lembro de poucas vezes que meu pai demonstrou carinho por mim ou mesmo pelo meu irmão.

Apesar dos apesares, ele era um bom pai. Não mereceu a morte que teve, definhando em 3 meses, por um câncer que corrompeu primeiros os pulmões, depois o cérebro. Lembro como se fosse hoje, domingo, eu chegando do shopping com meu irmão e meu pai no sofá, como se nada tivesse acontecendo, enquanto minha mãe estava no quarto, falando ao telefone bastante nervosa. Meu pai simplesmente tinha esquecido o caminho de casa voltando de uma festa que eles foram.

Nessa época ele era kombista, ficou 2 anos desempregado (e vivemos mantendo o mesmo padrão de vida só com a poupança que ele tinha feito, a avareza teve um porque, afinal), o estresse era imenso. De repente ele só estava muito cansado, talvez tomasse algum remédio e ficaria tudo bem. Tolinho, eu. Tinha apenas 13 anos, não sabia nada da vida.

Dia a dia, minha mãe o viu definhar. Ele foi internado no dia seguinte. Eu o visitava com pouca frequência,  minha mãe demorou um tempo pra me contar que, provavelmente ele nunca se recuperaria e não gostava que eu o visse daquela maneira. Eram sempre visitas emblemáticas. A primeira foi depois de uma semana, ele levantou, me abraçou, disse que estava com saudades. Na segunda, ele já não se levantou com a mesma desenvoltura, já não estava tão parrudo, visivelmente mais magro. Na terceira, ele já não conseguia me abraçar e suas faculdades mentais já pareciam abaladas, a fala era difícil, sofrida. As frases não terminavam, as palavras eram trocadas.

Na quarta, as memórias já tinham sido afetadas. Ele lembrava vagamente de mim. A única memória que nunca foi apagada foi a de minha mãe. Fiquei um mês e meio sem vê-la, enquanto ela ficava 24/7 do lado meu pai.

Veio a cirurgia, e ele começou a se recuperar. Voltou pra casa,  já andava, a fala não era mais comprometida. Ficou uma ou duas semanas e teve uma convulsão. Eu não estava em casa. Como sempre, fui poupado até o último segundo. Ficou algum tempo no hospital e voltou para casa muito mais abalado. Até esse momento, ele não sabia que tinha câncer. Quando descobriu, desistiu. Desistiu de tentar viver. Lembro de uma conversa que tive com ele, implorando-o para não desistir.

A última já foi no CTI. Minha mãe achava que talvez já estivesse na hora de se despedir. Ele tentou conversar com meu irmão, houveram algumas trocas de carinho. Quando eu fui, ele não conseguiu falar. Chorou. E eu, claro, idem.

A última imagem que tenho do meu pai vivoé ele na cadeira de rodas, entubado, olhando pra mim, como que por pena e chorando.

31 de agosto foi o primeiro dia de internação. 15 de dezembro, o último.

A notícia veio e me derrubou. Nesse meio tempo, eu não sentia, realmente, falta do meu pai. Talvez porque ele estivesse perto, mas longe. Chorei muito no enterro. Depois, nunca mais. É como se eu tivesse me anestesiado, nunca senti saudade, falta ou tristeza por ele.

Enquanto minha mãe e meu irmão tiveram seu luto, eu tive o meu. Queria sair, queria ir ao shopping, à praia. Fazer qualquer coisa, menos ficar em casa. O engraçado é que sempre me julgaram muito por isso. Me julgam até hoje, aliás, porque eu nunca chorei pelo meu pai, porque eu não sinto saudade, porque eu não quis ir na missa de sétimo dia, porque eu nunca fui ao cemitério depois do enterro.

O luto é uma coisa individual, o meu foi simplesmente extraído. Acho que não sou capaz de me acabar de chorar pela morte de mais ninguém. É como se o meu luto já tivesse passado pra sempre. Eu mesmo me sinto um pouco mal por isso. Não quer dizer nem de longe que eu não amava meu pai. Sim, muito. Mas, é uma questão lógica, eu entendo que não há razão justificável para minha aparente frieza.

Mas, aqui em casa, o luto não é opcional, é obrigatório. E eu me vejo sempre disfarçando emoções pra não ter que dizer que o papel do meu pai na minha vida acabou dia 31 de agosto de 2004. Que as lembranças foram mortas no dia 15 de dezembro do mesmo ano. Que, pra mim, o meu pai morreu, de fato, e não voltará nunca mais.

Nem em pensamento.

EDIT: Reparei agora que esse é o post número 45. Essa foi a idade que meu pai morreu. Curioso, não?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sobre esses homossexuais...

Eu sei vai parecer que eu estou falando sobre coisas incoerentes, mas tudo é parte de um mesmo assunto. De uma mesma pessoa. De um mesmo lugar.

Eu, certamente, não tenho paciência pra gente ignorante. Pra gente sem informação. Pra gente burra.

Burra, não porque tem inteligência inferior, mas porque não tem vontade de entender e, muito menos, de questionar o próprio mundo em que vive e, principalmente, os conceitos e regras que regem sua vida. Eu sei que o povo é alienado, que existe todo um movimento supracultural pra que isso aconteça e se reproduza por várias gerações. É por isso que aqui não estou discutindo sobre o povo, sobre a sociedade.

É sobre mim. É sobre eu ser um eterno inconformado. E não conseguir ficar com a porra da boca calada.

É sobre o fato de eu não conseguir ficar quieto e fazer cara de paisagem quando vejo algum retardado discutindo política, religião e até mesmo futebol. Eu não sou do tipo intolerante - nem poderia -, sou aquele que vai ouvir, discordar, discutir, mas sempre com argumentos. Até quando vejo que os argumentos dos outros são melhores e, mesmo assim, eu não concordo, eu pesquiso (sim, sou paranóico, beijos) sobre o assunto mesmo que nunca mais vá discutir com essa pessoa.

É sobre como eu não consigo ver nego que estuda e trabalha na universidade pública votando no Serra, mesmo sabendo que o PSDB sucateou não só a universidade em si, mas todo o aparelho estatal. E sim, a Dilma é uma merda? É. O governo Lula deixou muito a desejar? Deixou. Foi um governo escroto? Foi. Merece meu voto? Não. Mas acho que é complicado jogarmos a universidade de volta ao estado de antes, não? Qualquer um que viveu a transição FHC - Lula reconhece a melhora.

É sobre como eu não consigo ficar calado quando escuto gente marginalizada - no sentido literal da palavra - dizer que não vota em siclano ou fulano porque pretende legalizar o aborto e aquilo sobre esses homossexuais - união homoafetiva. Porque, segundo ele, que não tem nada contra boiola - muito menos à favor - ninguém gostaria de ver gente assim cuidando do seu filho. Dentro da sua casa. Se lambendo na rua, andando de mãos dadas, porque seria ofensivo à família dele.

O amor é ofensivo? E, quero saber, óbvio, porque ele pensa que eu preciso ficar lambendo alguém - homem ou mulher - no meio da rua? Se é ruim pra hetero, "imagina" pra bicha? IMAGINA O QUÊ? É a mesma bosta, porra! Odeio ver gente transando do meu lado no meio da rua, não importa a combinação de sexos.

Esses homossexuais amam, sentem dor, precisam de carinho e também são capazes de dá-lo. Esses homosseuxais são pessoas como as outras. Esses homossexuais tem tanto caráter quanto qualquer heterossexual.

Aí eu pego, jogo argumentos coerentes na mesa - detalhe que estou há 1 dia nesse lugar - e ficam todos me olhando com cara de queporrafoiessa. Difícil mesmo, é conversar que nem pessoas civilizadas.

O meu ponto é: alguém me diz como conviver com uma pessoa  com esses pensamentos em um ambiente estritamente profissional 2 vezes por semana? Eu, sinceramente, não sei se consigo sendo um desses homossexuais...

PS: Estou em casa, comentarei no blog de vocês (nada como um bom computador).

PS2: Desculpe minha ausência em relação aos comentários de vocês, prometo respondê-los!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O dia em que eu me prostituí

Achei sexy o título do post. E não, não é mentira. Mas calma, que também não nem deve ter sido como vocês já estão imaginando.

Primeiro, foi com uma mulher. Pasmem, foi com uma gaúchA.

Foi no ENEF, em Porto Alegre, nas férias desse ano. No primeiro dia, eu já cheio de novas amizades (sou uma pessoa amável, não? Tá no meu horóscopo!) e aí uma amiga minha queria porque queria fumar. E não era qualquer cigarro, era Gudan Garang. Daí eu pedi pra ela me apontar - eu já tava meio alto - alguém com um cigarro pra eu pedir. Ela - até hoje não sei se foi na maldade já - apontou uma garota gordinha (adoro gordinhas, mas não gordinhos), sozinha. Ela não era muito bonita era feia pra caralho, mas parecia muito simpática.

Daí conversa vai, conversa vem, eu bêbado cheio de lábia, pedi o cigarro e descobri que o cigarro dela era mentolado pelo menos, fumei um - sim, às vezes eu fumo e isso me deprime muito. um dia conto a história  - levei outro pra minha amiga. Nisso, a menina do cigarro - vou chamar de 5 de copas - disse que estava sozinha e pediu para ficar na nossa rodinha. Eu, simpático que sou, convidei-a, né?

Então, minha amiga - dama de paus - sugeriu de eu ficar com ela, já que ela estava bem próxima de mim, dançando perto e tal. Eu recusei - óbvio, além de ser mulher, era feia, e eu tinha conversado pouco, não estava bêbado seguro a respeito dela. 

Dama de Paus: 10 reais pra tu ficar com ela.
5 segundos de silêncio.
Às de Espadas: Muito pouco. Quero mais.
Dama de Paus: 20 reais.
Às de Espadas: Mais. Valho mais que isso.
Dama de Paus: Ah, porra, não tenho mais do que isso não.
Ás de Espadas: Então você vai ficar sem ver seu fetiche *sorriso maroto*

Ficamos nessa enrolação e a menina cheia das indiretas pra minha pessoa - isso porque ninguém sabia que eu era gay lá, né? - daí vem a Dama de Paus:

Dama de Paus: Te dou 50 reais se você transar com ela.
Às de Espadas: Eu não sei se consigo - pra vocês verem a tensão da coisa. Façamos o seguinte, eu pego, você me dá 20 reais e vejo se consigo.
Dama de Paus: Ok, vai lá, gatão!

Eu fui, dei um papinho de 5 minutos e pá. 20 minutos depois.

Ás de Espadas: Não dá. Vou ficar com 20 reais só.
Dama de Paus: Vai perder 30 reais?
Ás de Espadas: Não, vou ganhar dignidade. Ela é ótima. Mas não dá pra mim.

Dia seguinte recebi meu pagamento. Da outra vez que encontrei a 5 de copas, pedi 'refil' pra minha amiga. Mas ela não quis pagar e acabei pegando de novo.

De graça.


Que belo garoto de programa eu sou, hein? - fraco.

Depois disso, nunca mais consegui ganhar dinheiro no ramo do 'sexo'. Alguém quer ser meu cafetão?

PS: Liguei pra minha mãe, ela brigou comigo - de novo - , mas vai depositar dinheiro pra eu sobreviver. Achei digno pra mim, né? Vou até voltar de barca e comer um salgado amanhã às 6 da tarde qdo sair da aula...

PS2: O teclado voltou a funcionar, mas até quando? Continuo no movimento #queromeunotebookêêê.

EDIT: Acho linda a capacidade da Borboleta de ser profética. O teclado parou de funcionar de vez. Estou no pc da faculdade que mais parece um piano. Mais uma vez, continuarei acompanhando vocês, mas, infelizmente sem comentar. #queromeunotebookêêê.

domingo, 24 de outubro de 2010

Vida Passada

Gente, vocês já viram eu reclamando de algo aqui no blog? Não, né? Pois é, vai ser a primeira vez na história desse blog que vou fazer um post só de reclamação. Se ninguém tiver paciência pra ler, super vou entender. Até porque eu tenho tanta coisa pra postar, tenho tanta coisa pra dizer, mas eu to com tanta outra coisa que tá entalada na garganta. Está tenso.

Primera coisa é o teclado que está me irritando profundamente. Estou digitando isso no PC de uma amiga, dado meu desespero. O notebook não é meu, é do meu colega de quarto (se fosse meu eu já teria dado um jeito). E ele não tem usado muito o PC, então o teclado virtual pra ele tá de boa, mas sem condições de eu fazer um relatório inteiro num teclado que digita apenas metade das consoantes e apenas "u" e "e" de vogais. ME DIZ O QUE EU CONSIGO ESCREVER COM U E E? Eu respondo: jesus e cu. São as únicas palavras que as pessoas conseguem entender ultimamente.

Além disso, eu vou passar o resto da semana sem dinheiro NENHUM. Assim, eu tinha que estudar pra uma prova - fisiologia, que o livro pesa pra caralho e não é meu - e ia pra uma festa na Lapa também,, na sexta então ia juntar o útil ao agradável porque não levaria peso, nem ouviria minha mãe dizer que me odeia porque eu to indo pra "putaria"(porque será que ela pensa isso?) de novo. Então resolvi ficar em casa - Niteroi - pro desespero da minha mãe. Isso porque ela só tinha me dado fintchy reais pra passar a semana (xerox, quem precisa?)

Daí na quinta ela me liga, dando um esporro homérico - porque ela achou que eu fosse mudar de ideia no meio da semana e voltar pro Rio - e eu brigando - porque infelizmente não consigo ouvir desaforo e ficar calado, nem com a minha mãe - no telefone e soltei a pérola: "Se for pra me ligar amanhã pra me dar esporro não liga porque eu não preciso ouvir isso, beijos". Daí ela, de fato, não me ligou na sexta, só ligou no sábado à noite, mas pra quê, meu povo? Pra perguntar que horas eu cheguei, que 7h não era hora de voltar pra casa, bla bla bla whiskas sachê. Sem contar nas insinuações de que eu to me prostituindo, que tem alguém me bancando nessas saídas, etc.

E quem disse que ela tocou no assunto #medardinheiroprapassarasemana ? NA-DA. Que eu morra de fome, porque né, quem precisa comer?

Detalhe que eu não tenho dinheiro pra voltar pra casa. Acho digno atravessar a ponte rio-niteroi a pé.

Ainda tem as minhas notas que estão cada vez piores porque eu me senti no direito de fazer várias provas sem estudar nada, nem cola eu tinha como usar, porque eu não tinha noção da matéria. Daí eu tenho que estudar pra recuperar essas notas podres que venho tirando.

Porque eu tenho aquela vibe de Murphy total, quando tudo tá bem, tudo tá muito bem. Quando tudo tá mal, tudo tá tudo mal e todas as merdas acontecem juntas. Porque uma por semana não pode, problemas não podem vir em doses homeopáticas.

Acho que deve ser culpa do meu signo, nenhu signo que já é corno por natureza pode ser feliz por muito tempo. Todo castigo pra corno é pouco. Imagina alguém corno ao quadrado, como eu.

Sério, agora vocês devem estar se perguntando sobre o título do post. É porque eu devo, na vida passada, ter jogado merda na cruz, porque né...

PS: Esse post não tem figura porque NENHUMA FIGURA no mundo traduz a mescla de raiva, tristeza e desilusão que eu estou sentindo nesse momento.

PS2: Eu continuo acompanhando o blog de todos vocês pelo meu próprio blog (obrigado "favoritos") só não tenho como comentar. Mas continuo lendo todos. #nãodeixemdemeamarplz

PS3: Pelamor, não peçam pra eu usar o teclado virtual. Só consigo digitar minha senha com ele porque meu dedo dói se eu digitar mais que isso.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conteúdo preenche?

Ultimamente o blog tem estado bastante movimentado. Morry quando vi que em um dia (que não lembro qual, tamanha a felicidade) o blog teve 92 visitas. Gente, eu fiquei do tipo linha de telefone ocupada? Sabe, é bom saber que alguém no mundo com trilhões de coisas pra fazer na internet escolhem utilizar seu tempo e dar uma passada aqui, alguns se dão ao trabalho até de comentar! Fico muito feliz por isso, obrigado a todos.

(Detalhe que não consigo por figuras devido a uma manutenção do blogger, mas aceito, porque né...)

Voltando às minhas divagações antes que o teclado pare de funcionar, meu blog tem estado muito sério, muito chato eu tenho achado. Sei que os pensadores de plantão vão dizer "seu blog não é fútil, isso é uma coisa positiva", mas, gente, eu não aguento mais.

Sério, do tipo eu venho aqui e posto sobre homofobia, minhaexpulsãoinjustaqueroqueocoordenadormorra, mas cadê os posts sobre mim, de fato? Sabe, eu não me sinto à vontade de chegar aqui e contar do meu dia usando aquelas gírias super cômicas - convenhamos que elas são engraçadas - sobre fatos que não tem cunho de "fazer pensar". Mas aí eu fico com a nóia do blog-de-bobagens-desinteressante-que-ninguém-lê. 

Eu tenho uma face muito crítica, irônica, mas não é só sobre coisas sérias, propriamente ditas. Também é sobre nego querendo arrumar bapho (pronto, usei!) comigo e eu fazendo o superior até que ele fala mal da minha amiga (oi? ninguém fala mal dos meus amigos além de mim). Enfim, eu descobri um blog MUITO foda que super vou mandar um email pra Paty agradecendo a ela POR EXISTIR, é o Te amo, porra. Gente, que blog F-O-D-A. Eu simplesmente li todas as postagens até 5 de fevereiro. E vou terminar de ler o que falta - sim, li tudo de trás pra frente (sim, porque eu sou desses viciados em coisas boas). 

E do que se trata o blog? Tirando os momentos tragicômicos - seriam cômicos se não fossem trágicos - ela só fala da vida dela. Mas aí, de repente, ela surge com um assunto polêmico com uma espotaneidade e coerência de escrita que me pega despreparado e de repente todo mundo na república aqui tá me olhando com cara de "oi? porque você tá discutindo com o computador?". Enfim, uma das descobertas do ano, sem dúvidas.

E aí, enfim, não quero ser mais um blog vazio. Mas também não to aqui pra ser o Mr. Politician. Meu objetivo não é sucesso, é estar bem comigo, escrevendo o que eu quero. Mas que, de alguma maneira, atinja os outros. É por isso que eu tenho um blog e não um diário. Porque, quando você muda, o mundo muda com você. E penso que o blog é uma ferramenta sensacional de mudança. Pelo menos é uma que me atinge em cheio.

Depois desse momento #desabafo, quero que vocês saibam que eu já deletei o que eu ia escrever 3 vezes eu desisti de escrever. Um dia faço um post sobre.

Edit: Sem condições de comentar no blog de vocês, meu teclado tá um lixo (na verdade nem é meu, por isso está essa merda). Mas eu continuo acompanhando. Cansei de digitar pelo teclado virtual. #queromorrerbeijos. (Detalhe que de repente voltou a funcionar, mereço?)