terça-feira, 12 de outubro de 2010

Feliz (?) Dia das Crianças

Bem, hoje é dia 12 de outubro. Feriado. Dia de Nossa Senhora Aparecida e, também, Dia das Crianças. Acho que o título é bem auto-explicativo, né? Tirando o fato de milhões de pessoas no mundo passando fome, sendo uma parcela significativa dessas pessoas, crianças. Isso sem citar as que sofrem maus tratos, de apanharem até desmaiarem, serem jogadas de janelas (...) ou espancadas até a morte (...). Mas o post de hoje não é sobre elas. É sobre as crianças que, podem ou não, ser gays.


É um conceito complicado, você, leitor, deve estar se perguntando "como assim podem ou ser? Ou é ou não é!", calma, eu explico. O fato de uma criança já apresentar trejeitos que, socialmente, são associados à homossexualidade, nada tem a ver a orientação sexual que aquela criança vai seguir, essa sim, não é uma escolha. E eu digo vai seguir porque, convenhamos, criança é um ser assexuado (pelo menos a maior parte delas), não é à toa que quando a gente é pequeno rola aquela rixa de Meninas x Meninos.

O fato é que ser gay, mesmo quando ainda não se sabe, é uma das coisas mais difíceis enquanto ainda estamos no ambiente escolar. Eu lembro até hoje como era a rotina de ir pra escola e ser chamado de viadinho, boiola, bicha e variações - isso porque nessa época eu era o pegador...de meninas! - e chegar em casa e ouvir a mesma coisa do meu irmão. Eventualmente, ouvir minha mãe dizendo que eu parecia um viadinho porque eu não gostava de salada (Oi?) e que eu deveria comer que nem homem. 


Teve uma vez que eu estava na 1ª série e um menino disse que a bunda dele estava doendo e eu me ofereci pra massagear (ingênuo da minha parte, né?). Aí o filho da puta menino, depois de aproveitar um pouco a massagem disse que iria falar com a "Tia" e foi lá, na frente de todo mundo. A professora parou a aula, me chamou na mesa dela - isso enquanto todos os alunos da sala me olhavam - e ficou gritando perguntando se eu era 'bicha'. Soluçando, eu repetia que não. Nem sabia o que era isso ainda. Depois ouvi meu pai dizendo que era pra eu nunca mais encostar na bunda nem no 'pinto' de um menino porque isso era feio.

Enfim, o fato é que a gente sofre com homofobia desde cedo. Hoje mesmo, embora sejam de praxe todos formarem uma família feliz, amanhã é dia de apanhar, ser xingado, violentado de n maneiras na escola, principalmente. Na rua, enquanto brinca com seus amiguinhos que herdaram os preceitos preconceituosos de seus pais, apontando para aqueles que eles julgam serem viadinhos e etc.

Nesse momento, eu me preocupo muito mais com as crianças que estão aí sofrendo preconceito - não importa pelo que - do que se elas vão receber presentes. Daquelas que não tem a menor condição de estudar porque tem que trabalhar pra ajudar em casa. Daquelas que estão sendo abusadas pelos padres pedófilos, daquelas que estão sendo arrebentadas pelos coleguinhas, daquelas que os pais não dão a mínima. Daquelas que muito provavelmente só lembradas como crianças no dia de hoje.

Então, sinceramente, alguém me diz como hoje pode ser um dia feliz?

sábado, 9 de outubro de 2010

Ex's

Existe ex-namorado, ex-marido, ex-chefe, ex-peguete, ex-presidente e até ex-puta (!).

Mas existe ex-amigo?

(Pronto, apelei para meu momento nerd-otaku (Oi?). Mas foi a única figura que eu encontrei. IGNOREM!)

Estava pensando nesses dias sobre a amizade. Sobre o que faz você se dizer amigo de alguém. Eu, particularmente, não banalizo, de modo algum, a palavra. Nem o sentimento. Amigo é muito mais que colega, conhecido, amigo de bar. É amigo, só, uma palavra. Não é composta, não começa com letra maiúscula. Mas é única e grandiosa para cada um a que se atribui seu sentido.

Não existe uma única amizade. Não existe uma única forma de se gostar como amigo. Então, eu penso cá com meus botões, é possível, simplesmente, deixar de pensar na pessoa? De considerar alguém que você considerava MUITO? Por um motivo que talvez não seja tão grave, não seja tão traiçoeiro. Talvez nem haja motivo.

Eu tenho chegado a conclusão de que, quando você realmente gosta de alguém, a menos que algo cataclismático tenha ocorrido, não dá pra deixar de gostar. Você fica magoado, ressentido. Mas passa. O sentimento passa e deixa saudade, e aí? Você se pega pensando em como poderia estar curtindo diversos momentos juntos com ele também.

Acho que não existe ex-amigo. Uma vez amigo, pra sempre amigo. Não existe ex-mãe, ex-pai, ex-irmão. Amizade é como um laço de sangue. Me recuso a acreditar que existem amigos passageiros - aqueles que tem o significado em si só pela sua existência naquele momento - e amigos permanentes. Que existem aqueles que fazem mudanças em você e vão embora e aqueles que te mudarão constantemente, numa infinita dialética do ser, ser amigo.

Eu não quero acreditar que eu perdi um amigo. Mas eu não vou procurá-lo. Nem ele. E aí? Já faz tanto tempo, mas parece que foi ontem.

Vou tentando engolir meu orgulho por aqui. Quem sabe até o fim do ano eu consigo. E aí, provo pra mim mesmo que amizade é, de fato, uma coisa eterna. Que amizade é, de fato, o sentimento mais puro que existe. Aquele capaz de superar tudo.

Eu suportaria, embora não sem dor, perder todos os meus amores.

Mas, certamente, morreria se perdesse todos os meu amigos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pequenas Igrejas, Grandes Negócios

Ontem eu tive uma breve discussão com uma pessoa levemente cristã. Hoje eu li sobre toda a discussão que está rolando sobre o apoio da parcela religiosa dos votantes, principalmente na posição em relação ao aborto.

Senti raiva. Em ambas as situações, ficou claro o quanto esse povo perturbado da cabeça usa o nome de Deus para fazer apenas o bem pessoal. O quanto eles são capazes de manipular tanta gente que NÃO necessariamente é pouco esclarecido. Existem Igrejas de ricos e de pobres, queridos.

Eu fiz uma breve compilação de algumas coisas que em 2 minutos de Google você encontra:





Agora alguém me explica como qualquer pessoa com um mínimo de massa encefálica (não venha me falar de Fé, por favor, é um conceito que vai muito além de acreditar como massa de manobra em qualquer coisa que alguém que se auto intitulou representante de Deus fala) consegue CONTINUAR frequentando esse tipo de lugar?
A Igreja Evangélica é, hoje, apenas uma máquina de se fazer e de lavar dinheiro (haja vista o fato de que o casal Hernandes, que estão citados no link, fizeram o culto dos EUA porque estão em LIBERDADE CONDICIONAL DEVIDO À LAVAGEM DE DINHEIRO. Adivinhem, agora, da onde?). Sem comentar o Edir Macedo, né?

E isso também acontece na Igreja Católica sim, só não tem tanta divulgação. Acho que, bem ou mal, lá eles são mais comedidos e pelo menos não vendem BENÇÃO:


Simplesmente deprimente acreditar que nós vivemos numa sociedade que permite isso.


Deixei uma parte do post específica pra essa criaturazinha chamada Silas Malafaia. É fato que Silas é uma bichinha pão-com-ovo que sonha em serelepiar por aí. Mas, isso:



Acho interessante falar de preservação da espécie e em "macho e fêmea", conceitos que suscitam temas científicos e que, por sua vez, demonstram o quão equivocado é esse conceito. Certamente, ele nunca ouviu falar de um lugar chamado China. Então deixa eu te contar uma coisa, Silas, a espécie humana está longe de ser extinta por falta de reprodução, principalmente, porque nem todo mundo é gay. Mas não espalha não, tá?

Pra finalizar (ufa!) tem esse vídeo que, pra mim, é uma obra-prima. Masterpiece mesmo.


Sério, se vocês seguem a Bíblia tão fielmente, porque estão COBRANDO TRÊS vezes o valor do dízimo? Pedindo, inclusive, às pessoas as quais VOCÊS supostamente deviam ajudar? Até quem mora de favor porque e não ganha dinheiro tem que contribuir?

Trevas. Simplesmente trevas.

Às vezes me pergunto se ou eu nasci no mundo errado ou se são só pessoas querendo colocar o mundo de cabeça pra baixo.

Amarrado 3x.

Hana Macantarava Suya!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Prazer de Sorrir

Essa semana foi pesada. Estudei que nem um corno porque não estudei o período inteiro, tive que voltar pra casa em menos de dois dias, me fudi na prova hoje (ou Deus, de fato, existe e fico acima de 6). Aliás, estou confuso com umas pessoas que tão me rondando e outra que eu bem que queria que rondasse. Mas, isso é outro assunto. O importante é que acabou.

E não, hoje não é um post dissertativo. Hoje não será um post que fará vocês pensarem em política ou em sociedade. Hoje é, simplesmente, um problema pessoal. Hoje, eu não consigo não falar de mim.


O fato é que ontem, depois de 4 anos e 7 meses eu finalmente tirei o aparelho fixo. [pausa para respirar].

4 ANOS e 7 MESES pra tirar esta merda. Nem preciso dizer que odeio o dentista, né?

O que acontece é que eu sempre me achei feio. Tinha os dentes pra fora, usava óculos (desse ainda não me livrei), era magro e baixinho. Aí, coloquei o aparelho. Pronto, o estereótipo do nerd.

E nisso se passaram alguns anos. Na 7ª série eu tinha 1,57 m, (detalhe, meu irmão tinha "só" 1,80 na 7ª série), no terceiro ano eu tinha 1,76 m (como diz uma tia minha, já estava virando homem). Há 4 meses atrás, eu pesava 61 quilos, agora, estou com 68 Kg. No segundo período da faculdade, vieram as lentes de contato. 3 pontos pra mim. Ainda sou magro, mas me disseram que agora eu tenho bochechas.
Minha autoimagem sempre foi negativa. Eu sempre me senti excluído dos grupos sociais. Meu papel, quando estava nesses grupos, era muito claro: fazer os outros rirem. Sempre fui o tipo engraçadinho. Daquele que todo mundo se refere como "muito maneiro, muito legal". Às vezes, até fofo eu sou. Mas eu queria mesmo era ser o gatinho, sabe? Daquele que as meninas todas se perguntam porque Ele não olha pra elas. Eu queria ser Ele, pelo menos uma vez.

Eu odiava o aparelho, além de grudar 20 mil coisas cada vez que eu comia, eu não conseguia passar fio dental direito (nunca consegui usar aquelas coisas especiais pra passar em aparelho), minha língua sempre estava machucada, eventualmente até me dava afta. Era um sofrimento.

Além disso, as pessoas que eu matinha contato e usavam, iam tirando e eu continuava. Nesse árduo trabalho dos dentes de se moverem, eu não sorria. Não aquele sorriso gostoso, aquele chinfrim. Minha mãe tinha me ensinado que quem tem dente feio não deve sorrir. 

Nem preciso dizer o quanto eu invejava às pessoas com dentes perfeitos. O quanto eu queria sorrir nas fotos.

Quando o fdp dentista disse que, finalmente, eu tiraria o aparelho, fiquei naquela expectativa. Será que eu ficaria bonito? Será que eu ficaria estranho? Ficava tentando me imaginar sem aparelho. Morria de medo de ficar mais feio (!). Pensei que se isso acontecesse, ia pedir pra ele colocar de novo até. Divagações à final.

Depois me preocupei com os outros. Será que notariam? Será que elogiaram ou só reparariam?

Não posso dizer que todo mundo reparou, nem que todo mundo elogiou. Mas houve um concenso: eu mudei. Pra melhor. 

UFA!

Hoje tirei o que faltava, mesma apreensão. Mesmo resultado. Até mais positivo.


Mas acho que ainda tenho espírito de gente feia. Gente maomeno (leia-se mais ou menos bem mais ou menos). Não sei, quero me sentir bonito e etc. Quero sorrir nas fotos e ver meu dentes. Eles ainda não estão perfeitos, mas não demorará muito e ficarão, de fato. Mas o que me incomoda é agora. 

Por que eu não consigo achar que eu melhorei? Eu não uso mais óculos praticamente (só nos Laboratórios), tirei o aparelho, hoje eu até colo! Certamente não tenho mais o estereótipo do nerd. Mas eu ainda vivo esse estereótipo talvez. Não fui pra balada depois que tirei o aparelho, tenho até medo...

Esse rebuliço mental tá me incomodando demais. Essa tal da autoestima devia muito dar às caras por aqui.

Eu quero, finalmente, ter o prazer de sorrir. Depois de 19 anos de massacre, eu acho que mereço.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Provas, Provas e Provas

Alguém pede pra esses professores fazerem sexo, por favor?

Minha vida tem se resumido a estudo e a fazer nada. E, claro, a se sentir mal quando estou fazendo nada porque poderia estar estudando.

Um saco, sim, eu sei. Mas tá complicado levar a vida assim, contando as semanas pelas provas.

Mas quinta-feira irei usar o KY da sociedade...

O álcool. (Eu sei o que vocês pensaram, engraçadinhos).

Mas, há fase boa que seja eterna e fase ruim que não passe?

domingo, 3 de outubro de 2010

Sobre as Eleições [2] ou Porque o povo brasileiro não sabe votar

Bem, nos encaminhamos para o final das eleições e panz!

Várias surpresas, como 635 mil retardados que votaram no Garotinho (nem preciso comentar os escândalos, né?), 502 mil que votaram no Wagner Montes (Bandido tem que morrer, mesmo!) e 1,2 milhões (Oi?) que votaram no Tiririca.

Sério, votar em candidato corrupto, tudo bem. Mas em candidato analfabeto? Que não conseguirá ler os textos em que vai votar sem ajuda de um acessor? Pera lá, estado mais rico do Brasil. Acho que por ser mais populoso, talvez tenha mais gente idiota. Gente que, realmente, precisa que um candidato (?) conte o que faz um deputado federal.

Dilma e Serra no segundo turno, ok, era esperado. Mas o que foi a #ondaverde? Marina com ~20% dos votos (pra uma candidata que não passava dos 10 até algumas semanas atrás). Acho que os institutos de pesquisa vão ter que se explicar pra algumas pessoas.

Agora, infelizmente, 3 milhões de pessoas votaram no Crivella. existem, no rio de janeiro, 11 milhões de votantes. Mais do 25% deles acham que não deve haver direitos igualitários, que os gays devem, sim, ser marginalizados. E que se foda o ser humano, né?

Mas eu ainda acredito (!) nesse país, né?

Foi onde escolhi pra nascer.

Ops? well, guess i just did shit..

Sobre as Eleições

Então, hoje foi a primeira vez que fui votar (sic). 

Sim, tenho 19 anos, esqueceram? Tirei meu título com 18 só, com 16 não teve eleição e eu perdi o prazo pra fazer o título de eleitor com 17.

Então, eu não levei cola, né? Nem preciso dizer que mega me enrolei na hora de votar na urna, que achei super chique, porque foi tãaaao rápido, aparecia o candidato rapidinho, fato que meu voto demorou uns 20s? 

O problema é que tinha várias seções vazias e uma única seção com uma fila quilométrica. Eu super fui na seção vazia, que tinha só umas 30 pessoas na minha frente, então fiquei uns 40 minutos na fila. Puto, né?


Então, na porta da escola em que eu fui votar estava um lamaçal. Mas não era lamaçal de lama, mas sim uma mistura de papel de santinho triturado (sabe quando a gente vai aprender a fazer papel reciclado? Então, pensem nisso, mas um pouco pior). Ainda bem (?) que estava chuvendo e eu fui de tênis e calça comprida, porque quem tava passando de chinelo e sandália. Eca.

Sobre o voto em si, acabei votando na Marina, porque, apesar de tudo, ela é uma pessoa bem racional. Acho que mesmo sendo contra (!?) os direitos igualitários, aborto, entre outros ela já comentou que pode fazer plebiscito (nossa, que palavra complicada) e, enfim, acho que com pressão a gente consegue aprovar algumas coisas interessantes. Meu voto original era no Plínio, mas ele simplesmente surtou no último debate. Aí fiquei meio receoso.

Pra governador não teve muita opção, eu ia anular, acabei votando no Gabeira, porque ele vai melhorar muito a zona sul. Sim, só a zona sul. Sim, eu não moro na zona sul. Mas tenho que pensar no futuro, né? Como Sérgio Cabral não fez nada no buraco onde moro aqui em Jacarepaguá até hoje, não dá pra contar pra ele.

O resto foi Chico Alencar, Marcelo Freixo e Temer. Anulei o outro voto pra senador, porque eu já ia anular mesmo. Na hora até ia votar no Lindberg porque ele é bonitinho (mesmo sabendo que ele sucateou Nova Iguaçu), prontofalei. Mas errei o número dele duas vezes aí desisti. Não levar cola não dá.

Mudando parcialmente de assunto, vi várias crianças com os pais indo votar. Me lembrou muito quando eu ia votar 7:00h da manhã (Oi?) com a minha mãe e pedia pra apertar os números.

Quando eu pertubava ela pra ela votar no Garotinho(!), quando ele ainda era do PT, porque eu achava que como ele era Garotinho, ia fazer mais pelas crianças (Oi?).

Bons tempos os da infância. Eles retornam jamais.

Mas vou viver meu momento cidadão por aí.

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Gente, acabei de chegar do encontro (e nem preciso dizer que tô precisando editar esse post umas 40x porque as palavras tão saindo erradas, né?) e só tenho uma palavra a dizer: foda!

O encontro foi muito maneiro, conversamos pra caramba, sobre diversas coisas, desde sexo - vale deixar claro que foi na forma respeitosa (ou a ausência de) - até bobagens internéticas.

É muito bom saber que a pessoa que você comenta, conversa e etc, não é apenas um ser virtual, é um ser vivo, que concorda e discorda sem problema algum. Que discute, que ri, que te zoa, que fala besteira, que fala sério...enfim.

Aliás, nem preciso dizer que fui o mais zuado do encontro só porque...sou o mais novo? Nem lembro quantas vezes me chamaram de criança, de novinho, de bebê e etc.

Gente, eu nunca almadiçoei tanto meus 19 anos, ahahaha! Não aguentava maaaais dizerem que eu ainda tenho muito pra ver, pra aprender, pra fazer...

O pior de tudo é reconhecer que os outros tão certos, né?

Agora, morram de inveja porque eu conheci um ex-padre, tá? Não vou divulgar, mas só pra vocês se morderem. Soube de tudooo que rolava na Igreja (ele até que era santinho...) e vou levar isso pro túmulo. Glória 3x.

Aos que não foram, espero vocês no próximo.

Aos que foram, o que se falou na Lapa, fica na Lapa.

BEIJOS!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Let me teach you something

Estava lendo o blog Babado Certo e me deparei com uma postagem super interessante do artigo abaixo:


Nem preciso comentar muito, né?

Tudo o que a gente já sabia. Agora comprovado. Agora um argumento sólido e consistente, ao contrário da putaria que esses crentes filhos da puta acham que nós somos crença de do cristianismo e protestantismo, pelo menos determinadas religiões.

Ser gay não altera, de modo algum, o caráter da pessoa. Ser gay é como ser hetero, who cares? Eu sou tão capaz de criar bem meu filho quando minha mãe me criou e quanto você, hetero, é.

Pra quem não tem noção de estatística, esse estudo é válido, principalmente, porque o espaço amostral dele é bem significativo, uma vez que envolvem mais de 3000 casas de homossexuais - homens e mulheres - que tinham filhos em idade escolar - teoricamente, o momento no qual a criança é mais suscetível à influências externas - e durante mais de 5 - CINCO - anos. Não foi um estudo forjado pelo tão aclamado lobby gay, o destruidor da instituição familiar.

Mais um argumento à favor da adoção gay.

Mais um argumento à favor da causa gay.

Mais um argumento à favor da vida, afinal.

Quem não cola...não sai da escola!

*Prova - 6:55h, entro em sala de casaco e com cara de acabado*

J.: Nossa, Guilherme, que cara é essa?
Eu: Cara de ontem.
J.: Isso foi estudando?
Eu: Não, fui numa festinha voltei 2:30h pra casa. Nem preciso dizer que to mega cansado, né?
J.: *risos*
Eu: E. você tirou xerox da cola pra mim?
E.: Ih, nem tirei, mas tem uma sobrando, quer?
Eu: Ah, aceito, sim.
J.: Guilherme, você cola!? *cara de espanto*
Eu: Colo, claro. Você não sabia? *deboche*
J.: Ah, não acredito. Pra mim você tirava aquelas notas só com a cabeça.
Eu: Também, ué. Mas eu colo sim.
J.: *espanto, surpresa e deboche sucessivos*
Eu: *pega cola, põe no casaco e sai de sala*

O que rolou hoje é mais pra ilustrar, mas vocês já perceberam a moral - errada - que as pessoas fazem da cola?

Primeiro, qual é a importância da cola pra uma prova inteligente? Mesmo com todas as fórmulas num micropapel (viva a redução) se você não souber o MÍNIMO da matéria em uma prova inteligente você se fode. então porque diabos tem essa doutrina de que temos que decorar tudo pras provas? Que alguns conceitos e fórmulas tem que estar à nossa disposição mental durante uma prova, que já é tensa o suficiente, né?

Simples, rápido, direto e fácil: porque o sistema de avaliação NÃO é inteligente, ele não objetiva, ao contrário do que as linhas da LDB afirmam, formar um cidadão pensante que, por sinal, é pleonasmo. Não há como separar cidadania de reflexão crítica, de modo algum.


Não interessa qual o nível educacional você se encontra, fundamental, médio ou superior (e acredito que na pós-graduação também...) 90% das provas sempre tem uma decoreba escrota. E sempre tem aquele metido a nerd que vai te olhar de olho torto porque você cola e vai melhor e quando não cola, também porque não concorda com aquilo. Como se precisasse, né?

O problema é que todo professor acha que sua matéria é única e é a mais importante da faculdade. Ninguém quer, de fato, ter o trabalho de corrigir uma prova que, de fato, você tenha que ler o que o aluno escreveu para pontuar a questão. É muito mais simples checar o gabarito e dar certo ou errado. E isso nada tem a ver com questões discursivas ou objetivas (embora eu prefira as discursivas, acho que cad uma tem uma importância).  Em uma prova decoreba, as mais comuns, consultar um livro ou o material da aula é o mesmo que dar o gabarito simplesmente porque a prova não exige nenhum raciocínio real. Aí, você não tem como diferenciar o cara que tira 10 e sabe a matéria e o que tira 10 porque copiou da consulta.


Nesse ponto, é importante diferenciar, então, o que é avaliar o que o aluno aprendeu do que ele decorou. Uma prova inteligente permite essa diferenciação, uma prova decoreba, não. Aliás, em geral, quem decora melhor vai bem em provas desse tipo, enquanto quem se preocupa mais em entender do que decorar (ai, Ciclo de Krebs...) acaba não indo tão bem ou mal.

A questão da moral é ainda mais clara: você realmente acha que quando se formar, se estudou bonitinho pra prova há 2,3 anos atrás, ainda vai lembrar? Respondo: não. Nem colando. Então é melhor direcionar o esforço pra coisas mais produtivas, né? Ficar estudando que nem um louco não leva ninguém a nada. A competência profissional depende muito menos do desempenho acadêmico do que o lugar comum sugere.

Eu colo, sim, e vou vivendo. Tem gente que não cola e tá se fudendo.

PS: Dessa vez a cola não ajudou, era um decoreba meio louco que o viado professor não tinha comentado na lista. Ou seja, eu aprendi tudo ontem e anteontem, logo, me fudi. Mas vou superar, na próxima prova, uma cola mais completa!