sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sobre esses homossexuais...

Eu sei vai parecer que eu estou falando sobre coisas incoerentes, mas tudo é parte de um mesmo assunto. De uma mesma pessoa. De um mesmo lugar.

Eu, certamente, não tenho paciência pra gente ignorante. Pra gente sem informação. Pra gente burra.

Burra, não porque tem inteligência inferior, mas porque não tem vontade de entender e, muito menos, de questionar o próprio mundo em que vive e, principalmente, os conceitos e regras que regem sua vida. Eu sei que o povo é alienado, que existe todo um movimento supracultural pra que isso aconteça e se reproduza por várias gerações. É por isso que aqui não estou discutindo sobre o povo, sobre a sociedade.

É sobre mim. É sobre eu ser um eterno inconformado. E não conseguir ficar com a porra da boca calada.

É sobre o fato de eu não conseguir ficar quieto e fazer cara de paisagem quando vejo algum retardado discutindo política, religião e até mesmo futebol. Eu não sou do tipo intolerante - nem poderia -, sou aquele que vai ouvir, discordar, discutir, mas sempre com argumentos. Até quando vejo que os argumentos dos outros são melhores e, mesmo assim, eu não concordo, eu pesquiso (sim, sou paranóico, beijos) sobre o assunto mesmo que nunca mais vá discutir com essa pessoa.

É sobre como eu não consigo ver nego que estuda e trabalha na universidade pública votando no Serra, mesmo sabendo que o PSDB sucateou não só a universidade em si, mas todo o aparelho estatal. E sim, a Dilma é uma merda? É. O governo Lula deixou muito a desejar? Deixou. Foi um governo escroto? Foi. Merece meu voto? Não. Mas acho que é complicado jogarmos a universidade de volta ao estado de antes, não? Qualquer um que viveu a transição FHC - Lula reconhece a melhora.

É sobre como eu não consigo ficar calado quando escuto gente marginalizada - no sentido literal da palavra - dizer que não vota em siclano ou fulano porque pretende legalizar o aborto e aquilo sobre esses homossexuais - união homoafetiva. Porque, segundo ele, que não tem nada contra boiola - muito menos à favor - ninguém gostaria de ver gente assim cuidando do seu filho. Dentro da sua casa. Se lambendo na rua, andando de mãos dadas, porque seria ofensivo à família dele.

O amor é ofensivo? E, quero saber, óbvio, porque ele pensa que eu preciso ficar lambendo alguém - homem ou mulher - no meio da rua? Se é ruim pra hetero, "imagina" pra bicha? IMAGINA O QUÊ? É a mesma bosta, porra! Odeio ver gente transando do meu lado no meio da rua, não importa a combinação de sexos.

Esses homossexuais amam, sentem dor, precisam de carinho e também são capazes de dá-lo. Esses homosseuxais são pessoas como as outras. Esses homossexuais tem tanto caráter quanto qualquer heterossexual.

Aí eu pego, jogo argumentos coerentes na mesa - detalhe que estou há 1 dia nesse lugar - e ficam todos me olhando com cara de queporrafoiessa. Difícil mesmo, é conversar que nem pessoas civilizadas.

O meu ponto é: alguém me diz como conviver com uma pessoa  com esses pensamentos em um ambiente estritamente profissional 2 vezes por semana? Eu, sinceramente, não sei se consigo sendo um desses homossexuais...

PS: Estou em casa, comentarei no blog de vocês (nada como um bom computador).

PS2: Desculpe minha ausência em relação aos comentários de vocês, prometo respondê-los!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O dia em que eu me prostituí

Achei sexy o título do post. E não, não é mentira. Mas calma, que também não nem deve ter sido como vocês já estão imaginando.

Primeiro, foi com uma mulher. Pasmem, foi com uma gaúchA.

Foi no ENEF, em Porto Alegre, nas férias desse ano. No primeiro dia, eu já cheio de novas amizades (sou uma pessoa amável, não? Tá no meu horóscopo!) e aí uma amiga minha queria porque queria fumar. E não era qualquer cigarro, era Gudan Garang. Daí eu pedi pra ela me apontar - eu já tava meio alto - alguém com um cigarro pra eu pedir. Ela - até hoje não sei se foi na maldade já - apontou uma garota gordinha (adoro gordinhas, mas não gordinhos), sozinha. Ela não era muito bonita era feia pra caralho, mas parecia muito simpática.

Daí conversa vai, conversa vem, eu bêbado cheio de lábia, pedi o cigarro e descobri que o cigarro dela era mentolado pelo menos, fumei um - sim, às vezes eu fumo e isso me deprime muito. um dia conto a história  - levei outro pra minha amiga. Nisso, a menina do cigarro - vou chamar de 5 de copas - disse que estava sozinha e pediu para ficar na nossa rodinha. Eu, simpático que sou, convidei-a, né?

Então, minha amiga - dama de paus - sugeriu de eu ficar com ela, já que ela estava bem próxima de mim, dançando perto e tal. Eu recusei - óbvio, além de ser mulher, era feia, e eu tinha conversado pouco, não estava bêbado seguro a respeito dela. 

Dama de Paus: 10 reais pra tu ficar com ela.
5 segundos de silêncio.
Às de Espadas: Muito pouco. Quero mais.
Dama de Paus: 20 reais.
Às de Espadas: Mais. Valho mais que isso.
Dama de Paus: Ah, porra, não tenho mais do que isso não.
Ás de Espadas: Então você vai ficar sem ver seu fetiche *sorriso maroto*

Ficamos nessa enrolação e a menina cheia das indiretas pra minha pessoa - isso porque ninguém sabia que eu era gay lá, né? - daí vem a Dama de Paus:

Dama de Paus: Te dou 50 reais se você transar com ela.
Às de Espadas: Eu não sei se consigo - pra vocês verem a tensão da coisa. Façamos o seguinte, eu pego, você me dá 20 reais e vejo se consigo.
Dama de Paus: Ok, vai lá, gatão!

Eu fui, dei um papinho de 5 minutos e pá. 20 minutos depois.

Ás de Espadas: Não dá. Vou ficar com 20 reais só.
Dama de Paus: Vai perder 30 reais?
Ás de Espadas: Não, vou ganhar dignidade. Ela é ótima. Mas não dá pra mim.

Dia seguinte recebi meu pagamento. Da outra vez que encontrei a 5 de copas, pedi 'refil' pra minha amiga. Mas ela não quis pagar e acabei pegando de novo.

De graça.


Que belo garoto de programa eu sou, hein? - fraco.

Depois disso, nunca mais consegui ganhar dinheiro no ramo do 'sexo'. Alguém quer ser meu cafetão?

PS: Liguei pra minha mãe, ela brigou comigo - de novo - , mas vai depositar dinheiro pra eu sobreviver. Achei digno pra mim, né? Vou até voltar de barca e comer um salgado amanhã às 6 da tarde qdo sair da aula...

PS2: O teclado voltou a funcionar, mas até quando? Continuo no movimento #queromeunotebookêêê.

EDIT: Acho linda a capacidade da Borboleta de ser profética. O teclado parou de funcionar de vez. Estou no pc da faculdade que mais parece um piano. Mais uma vez, continuarei acompanhando vocês, mas, infelizmente sem comentar. #queromeunotebookêêê.

domingo, 24 de outubro de 2010

Vida Passada

Gente, vocês já viram eu reclamando de algo aqui no blog? Não, né? Pois é, vai ser a primeira vez na história desse blog que vou fazer um post só de reclamação. Se ninguém tiver paciência pra ler, super vou entender. Até porque eu tenho tanta coisa pra postar, tenho tanta coisa pra dizer, mas eu to com tanta outra coisa que tá entalada na garganta. Está tenso.

Primera coisa é o teclado que está me irritando profundamente. Estou digitando isso no PC de uma amiga, dado meu desespero. O notebook não é meu, é do meu colega de quarto (se fosse meu eu já teria dado um jeito). E ele não tem usado muito o PC, então o teclado virtual pra ele tá de boa, mas sem condições de eu fazer um relatório inteiro num teclado que digita apenas metade das consoantes e apenas "u" e "e" de vogais. ME DIZ O QUE EU CONSIGO ESCREVER COM U E E? Eu respondo: jesus e cu. São as únicas palavras que as pessoas conseguem entender ultimamente.

Além disso, eu vou passar o resto da semana sem dinheiro NENHUM. Assim, eu tinha que estudar pra uma prova - fisiologia, que o livro pesa pra caralho e não é meu - e ia pra uma festa na Lapa também,, na sexta então ia juntar o útil ao agradável porque não levaria peso, nem ouviria minha mãe dizer que me odeia porque eu to indo pra "putaria"(porque será que ela pensa isso?) de novo. Então resolvi ficar em casa - Niteroi - pro desespero da minha mãe. Isso porque ela só tinha me dado fintchy reais pra passar a semana (xerox, quem precisa?)

Daí na quinta ela me liga, dando um esporro homérico - porque ela achou que eu fosse mudar de ideia no meio da semana e voltar pro Rio - e eu brigando - porque infelizmente não consigo ouvir desaforo e ficar calado, nem com a minha mãe - no telefone e soltei a pérola: "Se for pra me ligar amanhã pra me dar esporro não liga porque eu não preciso ouvir isso, beijos". Daí ela, de fato, não me ligou na sexta, só ligou no sábado à noite, mas pra quê, meu povo? Pra perguntar que horas eu cheguei, que 7h não era hora de voltar pra casa, bla bla bla whiskas sachê. Sem contar nas insinuações de que eu to me prostituindo, que tem alguém me bancando nessas saídas, etc.

E quem disse que ela tocou no assunto #medardinheiroprapassarasemana ? NA-DA. Que eu morra de fome, porque né, quem precisa comer?

Detalhe que eu não tenho dinheiro pra voltar pra casa. Acho digno atravessar a ponte rio-niteroi a pé.

Ainda tem as minhas notas que estão cada vez piores porque eu me senti no direito de fazer várias provas sem estudar nada, nem cola eu tinha como usar, porque eu não tinha noção da matéria. Daí eu tenho que estudar pra recuperar essas notas podres que venho tirando.

Porque eu tenho aquela vibe de Murphy total, quando tudo tá bem, tudo tá muito bem. Quando tudo tá mal, tudo tá tudo mal e todas as merdas acontecem juntas. Porque uma por semana não pode, problemas não podem vir em doses homeopáticas.

Acho que deve ser culpa do meu signo, nenhu signo que já é corno por natureza pode ser feliz por muito tempo. Todo castigo pra corno é pouco. Imagina alguém corno ao quadrado, como eu.

Sério, agora vocês devem estar se perguntando sobre o título do post. É porque eu devo, na vida passada, ter jogado merda na cruz, porque né...

PS: Esse post não tem figura porque NENHUMA FIGURA no mundo traduz a mescla de raiva, tristeza e desilusão que eu estou sentindo nesse momento.

PS2: Eu continuo acompanhando o blog de todos vocês pelo meu próprio blog (obrigado "favoritos") só não tenho como comentar. Mas continuo lendo todos. #nãodeixemdemeamarplz

PS3: Pelamor, não peçam pra eu usar o teclado virtual. Só consigo digitar minha senha com ele porque meu dedo dói se eu digitar mais que isso.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conteúdo preenche?

Ultimamente o blog tem estado bastante movimentado. Morry quando vi que em um dia (que não lembro qual, tamanha a felicidade) o blog teve 92 visitas. Gente, eu fiquei do tipo linha de telefone ocupada? Sabe, é bom saber que alguém no mundo com trilhões de coisas pra fazer na internet escolhem utilizar seu tempo e dar uma passada aqui, alguns se dão ao trabalho até de comentar! Fico muito feliz por isso, obrigado a todos.

(Detalhe que não consigo por figuras devido a uma manutenção do blogger, mas aceito, porque né...)

Voltando às minhas divagações antes que o teclado pare de funcionar, meu blog tem estado muito sério, muito chato eu tenho achado. Sei que os pensadores de plantão vão dizer "seu blog não é fútil, isso é uma coisa positiva", mas, gente, eu não aguento mais.

Sério, do tipo eu venho aqui e posto sobre homofobia, minhaexpulsãoinjustaqueroqueocoordenadormorra, mas cadê os posts sobre mim, de fato? Sabe, eu não me sinto à vontade de chegar aqui e contar do meu dia usando aquelas gírias super cômicas - convenhamos que elas são engraçadas - sobre fatos que não tem cunho de "fazer pensar". Mas aí eu fico com a nóia do blog-de-bobagens-desinteressante-que-ninguém-lê. 

Eu tenho uma face muito crítica, irônica, mas não é só sobre coisas sérias, propriamente ditas. Também é sobre nego querendo arrumar bapho (pronto, usei!) comigo e eu fazendo o superior até que ele fala mal da minha amiga (oi? ninguém fala mal dos meus amigos além de mim). Enfim, eu descobri um blog MUITO foda que super vou mandar um email pra Paty agradecendo a ela POR EXISTIR, é o Te amo, porra. Gente, que blog F-O-D-A. Eu simplesmente li todas as postagens até 5 de fevereiro. E vou terminar de ler o que falta - sim, li tudo de trás pra frente (sim, porque eu sou desses viciados em coisas boas). 

E do que se trata o blog? Tirando os momentos tragicômicos - seriam cômicos se não fossem trágicos - ela só fala da vida dela. Mas aí, de repente, ela surge com um assunto polêmico com uma espotaneidade e coerência de escrita que me pega despreparado e de repente todo mundo na república aqui tá me olhando com cara de "oi? porque você tá discutindo com o computador?". Enfim, uma das descobertas do ano, sem dúvidas.

E aí, enfim, não quero ser mais um blog vazio. Mas também não to aqui pra ser o Mr. Politician. Meu objetivo não é sucesso, é estar bem comigo, escrevendo o que eu quero. Mas que, de alguma maneira, atinja os outros. É por isso que eu tenho um blog e não um diário. Porque, quando você muda, o mundo muda com você. E penso que o blog é uma ferramenta sensacional de mudança. Pelo menos é uma que me atinge em cheio.

Depois desse momento #desabafo, quero que vocês saibam que eu já deletei o que eu ia escrever 3 vezes eu desisti de escrever. Um dia faço um post sobre.

Edit: Sem condições de comentar no blog de vocês, meu teclado tá um lixo (na verdade nem é meu, por isso está essa merda). Mas eu continuo acompanhando. Cansei de digitar pelo teclado virtual. #queromorrerbeijos. (Detalhe que de repente voltou a funcionar, mereço?)

Meu tecl est´rum

N, este pst n est´em frnces, é  tecl  pc  menn que ve qurto cmigo que esta ruim, como vocês podem perceber;

Aliás, parece que ele voltou a funcionar do nada, medo.

Amanhã vou usar o PC da faculdade pra postar alguma coisa e comentar no blog de vocês, queridos. (Gente, que surto do teclado começar a funcionar foi esse, hein?)

Vou estudar agora porque 3,4 não é uma nota da qual eu possa me orgulhar.

Té.

ET: Vu f s´eu izer que tava funcnndo que parou de funcnr. EU nao mere ss.

sábado, 16 de outubro de 2010

Por um Brasil sem Homofobia (?)

Aviso que esse post é longo. Leia se tiver um mínimo de tempo.

Mais uma vez vou ter que adiar meu post sobre o filme Breakfast with Scot. Mas é por uma boa causa. Ontem eu saí pra um bar/boate na Lapa, Sinônimo, com um amigo blogayro. Começo de noite, ouvi umas abobrinhas de um colega de sala (alguém diz pra ele que não se fala mal de alguém pra um amigo dessa pessoa?), bebi uma latinha e entrei no tal Sinônimo.

O ambiente de música ao vivo estava mega lotado, por mulheres (alguém me explica porque racha gosta tanto de mpb?), e segui logo pro ambiente de night do local. Antes de entrar, tínhamos combinado que nada sairia de lá (nada constragedor, claro) e que hoje apavoraríamos no sentido mais safado da palavra. A festa foi rolando, eu bebi pouco, percebi, mais uma vez, que se eu fosse DJ ganharia muito dinheiro porque em geral esses DJs não conhecem músicas novas que estouram todos os dias, e meu amiguinho apavorando lá.

Cheguei a conclusão de que eu não consigo mais fazer pegação. Não sei se foi porque eu bebi pouco, ou porque to exigente demais - fazendo a última bolacha do pacote - ou, ainda, porque eu sempre dou (azar ou sorte?) de ficar com alguém que eu curto até o fim da noite. Ou até eu levar um S (quem diria que hoje em dai que leva o S, sou eu). Eu já sabia que não estava na vibe de pegação, mas eu não sabia que eu não conseguiria mais fazer pegação. É uma sensação estranha.


Se por um lado, antes eu ficava triste e deprimido porque pegava menos de 3, hoje eu me sinto sujo se pegar mais de 2. Estranha dicotomia, né? Está complicado de se adaptar. Daí ontem também percebi que eu sou muito preconceituoso. E antes fosse só um preconceito estético, mas também um preconceito na esfera social. O cara que eu fiquei - e adorei - não ter curso superior, mora em um local não muito favorecido e aparentemente curte um beck.

Não que eu tenha problema com aqueles que não tem curso superior, mas eu gosto de gente com perspectivas de futuro. De qualquer forma, quando minha cara fechou - e ele não percebeu, por sorte - eu fiquei encucado o quanto a gente se engana achando que somos os senhores da liberdade moral. Muito menos faço o Mr. Clean em relação às drogas. Só acho complicado se relacionar - no plano par - com alguém que tá nessa vibe.

Fato foi que casei. E isso tem se repetido ultimamente. E isso tem me preocupado. E eu queria muito compartilhar isso com vocês.

Mas, o ponto alto da noite foi na volta, enquanto eu andava um longo caminho, encontrei uma militante do PT, cheia de adesivos da Dilma e aí....




Não perdi tempo e já fui vomitando tudo que eu estava achando da campanha dela em relação aos gays (detalhe que ela me viu me despedindo do dito cujo de cima com um selinho). Ela ouviu, olhou bem pra mim e disse: "calma, vamos conversar. Pra onde você está indo? Vou até o ponto contigo". Eu respirei, organizei os argumentos na cabeça, e fui. Aí ela me deu uma coisa:




 E aí, eu fiquei speechless durante uns 2s, e continuei apontando dados de jornais e etc. Ela reconheceu que está uma festa, porém, é muito menos do que a mídia está colocando. Que a Dilma, de fato, não só respeita como tem um desejo enorme (?) de que a PL 122 seja aprovada, entre outros. Então eu simplesmente apresentei as contradições da campanha, principalmente, nessa questão gays x evangélicos. Ela ressalvou o fato dos evangélicos serem extremamente fanáticos e hipócritas, mas que também são fáceis (?) de contornar, entre outros.

Aí ela disse uma coisa que me ganhou.

"Sabe o que eu quero e acredito que a Dilma também queira?"
"O que? Votos?"
"Não, que você possa dar aquele selinho de despedida em qualquer hora do dia, em qualquer lugar".

E eu na fase emotiva que estou né? "Vou embora adorei conversar contigo, beijos" - abraço demorado e eu me segurando pra não desabar.

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite. Mas poucas pessoas, sortudas como eu, conseguem algo de uma sexta à noite.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Feeling the Emotion

Essa já é a terceira vez que um post que já estava em minha mente vai ficar pra depois em função de alguma coisa mais "urgente".

O fato é que eu tenho me sentido muito emotivo ultimamente. Sabe, eu não sou do tipo de pessoa ultra sensível que chora por qualquer coisa, mas também não banalizo as coisas tristes. Aliás, eu raramente choro de verdade, não que isso seja um problema, só não acontece com muita frequência (aliás, com nenhuma frequência pra dizer a verdade). Expressar tristeza ou dor com o choro é uma das formas mais puras de mostrar seu sentimento.

Mas quando você assiste um clipe da Kelly Clarkson que você nunca tinha visto (pasmem!), Because of You, e você sente vontade de chorar? E quando você assiste um filme, de fato, tocante (e que eu não deixarei escapar no próximo post), e na primeira demonstração de afeto entre o pai desajustado e o filho desajustado também, você sente seu olho ficar úmido?

E quando você descobre que finalmente 33 pessoas que ficaram a 700 metros debaixo da terra foram resgatadas com vida e praticamente sem ferimentos...Bate aquela emoção avassaladora. E você quase, mas quase cai em prantos no meio do jantar na sala.

Acho que estou desenvolvendo uma empatia muito grande, assim, DEMAIS. Sem condição de cada vez que acontecer alguma coisa assim eu ficar com os olhos cheios de lágrima. Se cada vez que eu falar da minha história de vida (bêbado faz isso, tá?) eu ter que ir no banheiro depois lavar o rosto.

Chorar me incomoda. Não porque pareço frágil. Não porque pareço menos. Não porque pareço emo. Muito menos gay (até porque é um grande equívoco achar que todo gay é emotivo e parecido com mulher hetero, que, geralmente, é mais sensível). Mas é porque não gosto de me desfazer na frente de qualquer um.

Não gosto de mostrar que por trás de um cara irônico, esperto, racional, também existe o sentimental. Acho que não combina com minha pessoa.

Bem, esse desabafo...afe, vou no banheiro pegar uns lenços.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Micro-Encontro

Estava eu, suado em cristo em uma quarta feira saindo de uma aula de uma professora louca francesa quando o Lobo me manda a mensagem lembrando do micro-encontro que faríamos com Foxx e Bily aka Gabriel aka Bruno (se não sabe o que significa aka joga no Google). Encontro o Lobo na cantareira e ficamos conversando amenidades até as criaturas chegarem.

Claro que as pessoas NÃO precisam chegar na hora que elas marcam, né? O combinado era tipo às 20h. As criaturas lindas chegaram umas 21:50h. Sorte que eu estava em companhia agradabilíssima, porque se não...teria largado eles lá!

De qualquer forma, super nos divertimos, conversamos sobre bobagens, coisas sérias, perda da dignidade, entre outras trivialidades. Aí, eu, como pessoa pertinente que sou, solto um comentário no meio de uma determinada conversa:

Valete de Paus: Então, se você puderem ajudar com qualquer dinheiro, eu agradeceria muito *entrega cartão relacionado à AIDS*
Ás de Espadas: "Eu só tenho 30 centavos, acho escroto dar só isso. Vou dizer que não tenho". Putz, hoje eu to duro!
2 de Paus: Estou só de cartão, hoje é complicado.
Dama de Ouros: Eu também estou nessa.
*Chega o Rei de Espadas que não sabe do que se trata a conversa*
Às de Espadas: Então, Rei de Espadas, esse moço que eu não sei exatamente no que trabalha além de pedir dinheiro...

Não preciso terminar o comentário, né? 

Porque o resto foi eu tentando me explicar de que não era bem aquilo que eu queria ter dito. Sério, se eu não fosse eu, acho que teria me dado um fora (entenderam?). Foi mal educado, irônico desnecessario,enfim, insensível. O cara tava lá honestamente pedindo ajuda pra sua instituição, com um cartão SUPER informativo sobre a AIDS e eu mando uma dessa? A falta de filtro me incomoda muitas vezes. Só não me senti pior porque foi tão espontâneo quanto ingênuo. E todos os outros adjetivos negativos que você puderem pensar. Mas o cara entendeu e ficou tudo certo.

Fato que depois fui eu e mais dois integrantes Foxx e Bruno que não vou dizer quem são comprovar uma Lenda Urbana de Niteroi.

PAS-MEM! Não é lenda urbana não, hein? Se eu não tivesse o que me sobrou de dignidade de uns últimos episódios impublicáveis aqui no blog, eu juro que teria entrado na brincadeira. Mentira, sou uma pessoa ungida que jamais faria esse tipo de coisa no meio da rua, ou melhor, da ponte (acho que já deu pra captar o nível das coisas que estavam rolando, né?).

Bem, acho que deveríamos fazer mais encontros, nem que fossem micro-encontros. Acho muito mais interessante dividir minha vida com vocês ao vivo do que no blog, embora eu não largaria isso daqui por mais de um milhão de reais nada.

PS: To puto porque o blog comeu meu post e tive que digitar quase tudo de novo. Adoro rascunho automático de 15 minutos atrás...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Feliz (?) Dia das Crianças

Bem, hoje é dia 12 de outubro. Feriado. Dia de Nossa Senhora Aparecida e, também, Dia das Crianças. Acho que o título é bem auto-explicativo, né? Tirando o fato de milhões de pessoas no mundo passando fome, sendo uma parcela significativa dessas pessoas, crianças. Isso sem citar as que sofrem maus tratos, de apanharem até desmaiarem, serem jogadas de janelas (...) ou espancadas até a morte (...). Mas o post de hoje não é sobre elas. É sobre as crianças que, podem ou não, ser gays.


É um conceito complicado, você, leitor, deve estar se perguntando "como assim podem ou ser? Ou é ou não é!", calma, eu explico. O fato de uma criança já apresentar trejeitos que, socialmente, são associados à homossexualidade, nada tem a ver a orientação sexual que aquela criança vai seguir, essa sim, não é uma escolha. E eu digo vai seguir porque, convenhamos, criança é um ser assexuado (pelo menos a maior parte delas), não é à toa que quando a gente é pequeno rola aquela rixa de Meninas x Meninos.

O fato é que ser gay, mesmo quando ainda não se sabe, é uma das coisas mais difíceis enquanto ainda estamos no ambiente escolar. Eu lembro até hoje como era a rotina de ir pra escola e ser chamado de viadinho, boiola, bicha e variações - isso porque nessa época eu era o pegador...de meninas! - e chegar em casa e ouvir a mesma coisa do meu irmão. Eventualmente, ouvir minha mãe dizendo que eu parecia um viadinho porque eu não gostava de salada (Oi?) e que eu deveria comer que nem homem. 


Teve uma vez que eu estava na 1ª série e um menino disse que a bunda dele estava doendo e eu me ofereci pra massagear (ingênuo da minha parte, né?). Aí o filho da puta menino, depois de aproveitar um pouco a massagem disse que iria falar com a "Tia" e foi lá, na frente de todo mundo. A professora parou a aula, me chamou na mesa dela - isso enquanto todos os alunos da sala me olhavam - e ficou gritando perguntando se eu era 'bicha'. Soluçando, eu repetia que não. Nem sabia o que era isso ainda. Depois ouvi meu pai dizendo que era pra eu nunca mais encostar na bunda nem no 'pinto' de um menino porque isso era feio.

Enfim, o fato é que a gente sofre com homofobia desde cedo. Hoje mesmo, embora sejam de praxe todos formarem uma família feliz, amanhã é dia de apanhar, ser xingado, violentado de n maneiras na escola, principalmente. Na rua, enquanto brinca com seus amiguinhos que herdaram os preceitos preconceituosos de seus pais, apontando para aqueles que eles julgam serem viadinhos e etc.

Nesse momento, eu me preocupo muito mais com as crianças que estão aí sofrendo preconceito - não importa pelo que - do que se elas vão receber presentes. Daquelas que não tem a menor condição de estudar porque tem que trabalhar pra ajudar em casa. Daquelas que estão sendo abusadas pelos padres pedófilos, daquelas que estão sendo arrebentadas pelos coleguinhas, daquelas que os pais não dão a mínima. Daquelas que muito provavelmente só lembradas como crianças no dia de hoje.

Então, sinceramente, alguém me diz como hoje pode ser um dia feliz?

sábado, 9 de outubro de 2010

Ex's

Existe ex-namorado, ex-marido, ex-chefe, ex-peguete, ex-presidente e até ex-puta (!).

Mas existe ex-amigo?

(Pronto, apelei para meu momento nerd-otaku (Oi?). Mas foi a única figura que eu encontrei. IGNOREM!)

Estava pensando nesses dias sobre a amizade. Sobre o que faz você se dizer amigo de alguém. Eu, particularmente, não banalizo, de modo algum, a palavra. Nem o sentimento. Amigo é muito mais que colega, conhecido, amigo de bar. É amigo, só, uma palavra. Não é composta, não começa com letra maiúscula. Mas é única e grandiosa para cada um a que se atribui seu sentido.

Não existe uma única amizade. Não existe uma única forma de se gostar como amigo. Então, eu penso cá com meus botões, é possível, simplesmente, deixar de pensar na pessoa? De considerar alguém que você considerava MUITO? Por um motivo que talvez não seja tão grave, não seja tão traiçoeiro. Talvez nem haja motivo.

Eu tenho chegado a conclusão de que, quando você realmente gosta de alguém, a menos que algo cataclismático tenha ocorrido, não dá pra deixar de gostar. Você fica magoado, ressentido. Mas passa. O sentimento passa e deixa saudade, e aí? Você se pega pensando em como poderia estar curtindo diversos momentos juntos com ele também.

Acho que não existe ex-amigo. Uma vez amigo, pra sempre amigo. Não existe ex-mãe, ex-pai, ex-irmão. Amizade é como um laço de sangue. Me recuso a acreditar que existem amigos passageiros - aqueles que tem o significado em si só pela sua existência naquele momento - e amigos permanentes. Que existem aqueles que fazem mudanças em você e vão embora e aqueles que te mudarão constantemente, numa infinita dialética do ser, ser amigo.

Eu não quero acreditar que eu perdi um amigo. Mas eu não vou procurá-lo. Nem ele. E aí? Já faz tanto tempo, mas parece que foi ontem.

Vou tentando engolir meu orgulho por aqui. Quem sabe até o fim do ano eu consigo. E aí, provo pra mim mesmo que amizade é, de fato, uma coisa eterna. Que amizade é, de fato, o sentimento mais puro que existe. Aquele capaz de superar tudo.

Eu suportaria, embora não sem dor, perder todos os meus amores.

Mas, certamente, morreria se perdesse todos os meu amigos.