domingo, 9 de janeiro de 2011

The 5 Day Réveillon: O Que Acontece Comigo Quando Eu Bebo?

O dia 30 reservava muitas expectativas. Eu iria conhecer todos os melhores amigos do Bruno, em uma festa regada a pouca comida MUITA bebida. Muita. Muita mesmo.

O dia foi tranquilo apesar de estarmos todos ansiosos pelo início da festa e eu ter me cansado de tanto zuar meu amigo e Bruno, com piadas tão escrotas que nem eu sabia que tinha capacidade pra uma falta de criatividade tão grande.

Um pouco antes deles chegarem eu já estava bebendo, pouco, mas bebendo e assim que eles chegaram a gente começou a beber vodka com energético, com algumas cervejas no meio e, de repente estava trêbado já. Em geral, eu não sou um bêbado sem noção no seguinte aspecto: sei quando estou mal, dificilmente passo do meu ponto, me controlo muito pra isso. Mas não nesse dia.

A conversa até começou bem, todos se divertindo, rindo, todo mundo feliz. E aí, eu comecei com meu pior defeito quando eu bebo: querer falar as verdades pras pessoas. 

Aquelas verdades despretensiosas do tipo: "Ah, eu fiz cirurgia pra tirar as orelhas de abano (uma garota LINDA fala isso)", o que eu respondo: "Ah, nem parece, dá pra ver que tem mais um pouco". (...)

Daí foi pra pior, eu tava muito mal, queria continuar bebendo (porque, meu Deus?), continuei sendo chato, brigando com as pessoas. Até tomei consciência da minha situação, saí da onde estava todo mundo e chorei. Chorei horrores. Minha vontade era de simplesmente ir embora pra minha casa e passar o Réveillon dormindo, porque eu estava com tanta vergonha. 

Pra vocês terem ideia do ódio que despertei: essa pessoa pequena vomitou em mim quando foi dormir. Aí ele foi lá fora contar pras pessoas, trêbado, e o que todo mundo fez? APLAUDIU! Gente, olha, eu super entendo, na situação deles, eu acho que também aplaudiria. Eu contei muito com uma amiga do Bruno, ela conversou comigo enquanto eu estava chorando cachoeiras, ela me limpou do vômito (aff...), enfim. E nem lembro de tê-la agradecido.

Acho que isso nunca tinha acontecido comigo antes. Já até fui bêbado chato algumas vezes, mas em geral porque eu fico carente, então quero abraços, beijos etc. No final, é apenas uma forma de sabotar minha aceitação. Eu não sou hipócrita, eu odeio ser excluído. Tem gente que não se importa de ser excluído em determinados grupos, mas eu me importo. Muito. Em todos. A minha vida inteira foi pautada em exclusão. No ensino fundamental, eu ficava com todos os estranhos e excluídos da sala. No ensino médio, eu ficava com quem conseguia me aturar.

Como posso pensar diferente hoje? Na faculdade eu consegui um feito incrível: tirando uma inimizade, eu posso me considerar até 'pop'. Nesse dia, eu estava tão preocupado em causar uma boa impressão que a primeira coisa que eu fiz foi ficar bêbado e me sabotar. E isso é uma merda. Eu nem consegui pedir desculpas pra eles. Eu fui mega grosso com a namorada da amiga do Bruno que me limpou e tal, ao ponto dela falar "Pô, Gui, tá tudo bem, vai lá dormir, você está estragando o clima..." e eu respondo o que? "Sou desses".

VOCÊ É DESSES É O CARALHO, FILHO DA PUTA. VOCÊ JÁ FOI EXCLUÍDO A VIDA INTEIRA, AGORA QUE VOCÊ TEM CONSCIÊNCIA DE MUDAR VAI FICAR AGINDO ASSIM? VOCÊ GOSTA DO ÓDIO ALHEIO, É?

Próximo Episódio: Fireworks

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Breaking News

O próximo episódio trataria do segundo dia do meu réveillon e seria postado hoje. Mas, ocorreram duas coisas que me fizeram optar por um post intercalado.

A primeira delas foi uma ligação que recebi ontem de um número desconhecido. Como a única pessoa que me liga de número desconhecido é o Visão, já peguei o telefone desanimado, pois sabia que depois de 30s de conversa ou a ligação cairia, ou ficaria muda, ou meu celular ficaria fora de área, enfim. Dias e dias sem ter uma conversa normal graças ao incêndio da Oi.

Pois bem, atendi o telefone e ouvi algo do tipo "A Glaxo mi mi mi...". PARA TUDO, BRASIL. Eu tinha feito um teste online pra um estágio na glaxo na metade de dezembro, mas nem estava realmente esperando que eles me chamassem, pelo menos não agora. Sei que respondi sim pra todas as perguntas - além da ligação estar péssima eu fiquei tão nervoso que só falava 'sim, tudo bem', 'você pode comer meu cu sem vaselina se quiser' 'está ótimo'. Fato foi que só lembrava o horário da entrevista. Foi hoje às 9h. Me preparei, ajeitei currículo, pesquisei horrores sobre a Glaxo, separei uma das duas únicas roupas sociais que eu tenho e fui.

A oportunidade de um estágio em qualquer indústria farmacêutica de grande porte, se conseguida, é suficiente pra eu, literalmente, sair de casa. Pra sempre, não depender mais financeiramente da minha mãe em nada. É a minha chave pra independência. Pra poder sair pra beber no bar com os amigos sem se preocupar quando dará a conta, porque eu poderei pagá-la.

Cheguei lá 1:30h (morar longe é foda, ou você chega cedo ou tarde demais) e fiquei fazendo hora no McDonalds até dar um horário mais próximo ao da entrevista. Chegando lá, fui encaminhado uma sala (medo do que essas empresasa de RH fazem, você espera testes malucos, já tava pensando em que animal iria imitar e que super-herói seria etc). Ganhei um teste que diria meu perfil profissional e etc, sem respostas certas ou erradas, apenas pra traçar determinadas características. E duas redações pra fazer: uma em português e outra em inglês. Pensei logo "fudeu", sempre me enrolo um pouco pra escrever em inglês porque não lembro daquelas regrinhas de 'in, on, at, meu cu, etc'.

Agora pasmem: o tema da redação em português era "Descascando o Abacaxi" e só. Fiquei chocado, porque né, como assim sem nenhum texto de apoio. O texto em inglês era de tema livre. Ambos sem rascunho e direto à caneta, vê se pode? Agora saquem meu texto de merda: "Conversas de Bastidor" era o título, o tema era sobre relações diplomáticas e comparei a resolução de conflitos com descascar uma abacaxi. Ok, Brasil, riam, mas na hora foi a única coisa que eu consegui pensar.

Fui pra entrevista e, embora eu ache que a mulher gostou de mim, ela disse que a vaga que tinha não se encaixava muito no meu perfil, pois tratava de assuntos regulatórios, revisão de bula de medicamentos, aprovação de importação de matérias-prima etc. Mas, disse que se eu quisesse, poderia concorrer a esta vaga, porque tinha passado dessa etapa. Ela ainda sugeriu que eu esperasse aparecer uma outra vaga, na área de P&D, Farmacovigilância, Marketing ou Produção para poder me candidatar. E me deu até semana que vem pra eu decidir. E aí, Brasil, como joga? De forma geral, fiquei satisfeito e feliz. 

Medo vai ser quando eles lerem a redação.

O segundo assunto é...chato. Pouco agora acabei de ler isso e isso, e fiquei de cara. Porque eu nunca fui desses de sonhar com amor impossível, sabem? Aliás, até pouco tempo eu nem sonhava com amor at all. Nessas situações acho que eu tenho o pior comportamento possível: simplesmente me fecho e isolo as lembranças da minha cabeça.  Porque dói pra caralho quando você tá curtindo alguém e essa pessoa também tá te curtindo, mas vocês não podem se ver, não podem se tocar, não podem sem se falar (te amo, Oi).

Semana que vem ele tá pegando o avião pra Rússia e eu ficarei por aqui. Nem sei quantos quilômetros nos separarão. Acho que se tem uma música que pode traduzir o que eu estou sentindo agora, é essa:

Remember all the things we wanted
Now all our memories, they’re haunted
We were always meant to say goodbye
Even without fists held high, yeah
Never would have worked out right, yeah
We were never meant for do or die
I didn’t want us to burn out
I didn’t come here to hurt you now
I can’t stop


I want you to know
That it doesn’t matter
Where we take this road
Someone’s gotta go
And I want you to know
You couldn’t have loved me better
But I want you to move on
So I’m already gone


Looking at you makes it harder
But I know that you’ll find another
That doesn’t always make you wanna cry
Started with a perfect kiss
Then we could feel the poison set in
Perfect couldn’t keep this love alive

You know that I love you so
I love you enough to let you go

I want you to know
That it doesn’t matter
Where we take this road
Someone’s gotta go
And I want you to know
You couldn’t have loved me better
But I want you to move on
So I’m already gone

I’m already gone
I’m already gone


You can’t make it feel right
When you know that it’s wrong
I’m already gone
Already gone
There’s no moving on
So I’m already gone
Already gone
Already gone
Already gone
Oooo, oh
Already gone
Already gone
Already gone
Yeah

Remember all the things we wanted
Now all our memories, they’re haunted
We were always meant to say goodbye


I want you to know
That it doesn’t matter
Where we take this road
Someone’s gotta go
And I want you to know
You couldn’t have loved me better
But I want you to move on
So I’m already gone

I’m already gone
I’m already gone
You can’t make it feel right
When you know that it’s wrong

I’m already gone
Already gone
There’s no moving on
So I’m already gone

Beijo enorme, Visão. E você ainda me deve sua foto.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

The 5 Day Réveillon: A Partida e a Chegada

Eu tinha pensado que deveria começar 2011 falando de 2010. A retrospectiva clichê que todos fazemos, nem sempre por escrito, mas mentalmente, avaliando de forma geral como foi o ano e propondo metas e desafios para 2011.

Porém, eu penso que a virada do ano está, de alguma forma, relacionada tanto com o ano anterior quanto o futuro. Eu, sinceramente, não lembro da minha virada de 2008 (eu não estava bêbado), mas sei que teve um 'quê' de libertação. Acho que eu não passei com minha família pela primeira vez. E foi sobre isso que se tratou 2009: libertação. Libertação das rédeas da minha mãe, libertação da minha heterossexualidade que nunca existiu, libertação de diversas concepções equivocadas que eu tinha.

Enfim, foi o ano em que tudo mudou na minha vida.

A virada de 2009 foi boa, passei com alguns amigos, com direito a bebida, mas rolou estresse e o final da noite foi péssimo. 2010 foi daquele jeito. Muitos altos e baixos. Mais baixos que altos.

Eu queria um réveillon que renovasse minhas energias e motivações, que me permitisse crescer e aprender, de forma geral. Eram esses os meus anseios para 2011. Por isso, resolvi abdicar do post '2010', pelo menos por agora (quem sabe eu o faça no final de 2011). E simplesmente falar de como foi meu incrível réveillon de 5 dias.

Como eu já tinha falado por aqui, meu réveillon foi ao lado de um amigo e de Bruno. Minha ideia inicial era começar a festa já no dia 30, pra terminar 2010 daquele jeito. Mas eu mesmo me antecipei e acabei migrando para Niteroi no dia 29 mesmo. Para o desespero da minha mãe.

Aliás, isso é importante de comentar. As coisas na minha família são sempre muito hipócritas. É sempre aquela de ideia de "não precisamos de ninguém, mas precisamos ficar todos juntos", então minha mãe sempre gritando que não fazia questão da minha presença nem no Natal nem no Ano Novo, mas foi só eu dizer que iria passar fora que ela surtou. Literalmente. Com direito a briga por que eu estava 'levando muitas roupas'. Aham, Cláudia, senta lá...

Arrumei minha mala e fui, encontrei meu amigo na Lapa, compramos bebidas - aka Vodka - e partimos em direção à perdição, ou seja, Fonseca bairro que fica ao lado da Ponte Rio-Niteroi, cheio de favelas e gente estranha, com um levanta poeira a cada 5 minutos. Chegamos lá e fomos super bem recebidos pela mãe, vó e irmã de Bruno.  Ficou tarde e eu já quis começar os trabalhos de réveillon.

Começamos a ficar altos, quando de repente, o clima de pegação se instala no quarto e meu amigo e Bruno começam a se pegar loucamente. De repente chega a primA de Bruno, e pessoas me falam que ela é BV e blah blah blah.

Pausa para comentário: eu não tenho mais paciência pra desenrolar com mulher. Dá muito trabalho por muito pouco. Por isso que eu acho que nasci gay, porque se tivesse nascido lésbica...

Sei que depois de desenrolar 10 horas com a menina, ela me faz a pergunta crucial: "Qual a diferença entre princípio ativo e medicamento?". Só pensei: "-QQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQ". E comecei a explicar. Só sei que em algum momento ela cansou e me agarrou. Acho que a chave pra pegar mulher que quer te pegar é falar sobre assunto chato e que você sabe muito, porque olha. Só sei que eu estava sendo estuprado pela menina enquanto pensava "COMO ELA PODE SER BV, BRASIL?".

Ela foi embora e eu fiquei usando o PC enquanto meu amigo e Bruno se atracavam na cama. Fui ao banheiro e quando voltei a pegação já estava em um nível além, assim como o nível estratosférico de álcool no meu sangue. Só proclamei: "Gente, já que vocês perderam o pudor, - blah blah enquanto eu falava da ausência de vida sexual pra mim - eu vou ver uns vídeos pornôs por aqui, porque eu to precisado".

Próximo episódio: o que acontece comigo quando eu bebo?

sábado, 25 de dezembro de 2010

ESTO8 BEBADBDO - Editado -

GENTE, estou b~ebado. Descobri a menaiera ideal de passar Natal em fam[oloa! É s[ério, minha mãe comprou tnta cerverja que pensei "porque não passar o Natal bêbado e sem sofrer, como tenho feito nos últimos 6 anos?". A[i bebi, e deuy nbisso.!


OIlha, vou te contar umas coiasas, o visão não me mandou a foto dele. mandou uma foto , de mascara, mas n~çao nç~conta não. Porque né, não deu pra ver nada. Eu to apaxionadoa ngente, o ue veu faço?

Olha,a passar, o natal beoado é p qiue j[á, pq eu não em esytresei. Meu irmão? Meu irmão quei s me abraçar depois de ter me chaamdo de viadnbho? EU NÃO ACEITO ABRAÇO DE QUEM ME CHAMA DE VIADINHO, DE BOIOLA. Isso tudo pq eu tava vendo dois caras fudendo. quW MATAL TAME?

nENHUM NÉ? O que eu quis dizr, é que mal tem. Olha, ate difitei cewrto. o antonio dizqu eu não sei digitar vebado. Eu duicsoro. VFc s tabm?


Olha, ese vai ser o ultimo post do abn, será que vou lembrar amanhça? Me pergunto, Meu ano novo vai sr o cm o biluy do blog 'oque aconterceria comgio'? Vamos apavorarrr, pq foda-se! nego quer me fuder, ma nem quer me beijar. O piro qe´que eu nem quero ser passivo, porra!

Olha, se eu lembrar de sse posto amanahã, vou deletar vcs sabem npé!

Bwijos, amos vocês!

O ANTIONIO, O LOBO, O ARSENICO,OP JULIO, O DAMLK, O CANDY, O CARA COMUM, O AUTOR, O RICARDO AGUIREIROS )GETEN, ELE DELETOU O BLOG POR CAUSA DE MIM, AMS ABEU EU GOSDTO DEELE., SABIA?! alÉM DELES, COGOSTO DO DAN DO MUNOD EM MEU LHSOLHOS, DO DIEGO DO BLOGODONDDUEGO E DO CARMARTEA DE VIGILAMNCIA;

Gosto de mutiso poutros, que não ceba citar. É isso que as pessoas fala m conqtu  não lembra os utros outran ´pe?

AManhã vou deletar isso. pera í que vou meijar. olha, o visãomee ligou, eu adoro ele cara. ele é mut ´pescialc..

Porra, vou editar isso não, cheio de berro.

AMO VOCÊS TODOS! DE VERA\DDE!

EDIT: Olha, vergonha define. Mas, eu tinha que passar aqui só pra confirmar que esse será o último post do ano, porque né, preciso de tempo pra recuperar a dignidade. Bom réveillon a todos! Ah, claro, atualização sobre my so called life, via twitter: @tadisacanagem.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ele

Ele mora longe.
Ele estava sumido.
Ele chegou de fininho. Chegou brincando.
Ele foi apresentado e já quis logo saber de mim. E eu dele.
Ele ligou, conversamos amenidades.
Brincamos, seríamos casados, então.
Conversamos mais. Mais. E um pouquinho mais.
Ele ligou mais algumas vezes, e brincamos mais.
Fomos falando da intimidade, como grandes amigos.
Eu o lia. Ele me lia.
Eu ria dele. Eu ria com ele. Eu ria pra ele.
E, assim, foi brincando que, de repente, só brincar não tinha mais graça.
E ele disse "acho que estou levando a brincadeira a sério".
Eu retruquei "eu não sei até onde posso levar a sério, estou esperando você me dizer".
E assim, nada mais havia de brincadeira.
As ligações foram constantes, as conversas online, idem.
Os planos começaram a ser feitos.
E desfeitos.
A vida começou a mostrar que não trilha caminhos a nossos pedidos.

Ele é apenas ele. Ele é apaixonante.
Ele não pode beber skin. Ele adora beber skol.
Eu não posso beber skol.
Ele gosta de heineken. Eu também.
Ele não sabe que eu odeio falar ao telefone. Mas fico horas falando com ele.
Ele me fez pensar sobre mim.
Ele me fez pensar sobre ele.
Ele me fez pensar sobre nós.
Ele me fez querer ficar apenas com ele pra sempre.
Ele também me fez perceber que eu devo ficar ainda com outras pessoas antes de nos conhecermos.
Ele me fez perceber que conhecê-lo é uma prioridade.
Ele me fez sonhar com ele.
Ele já sentiu ciúmes.
Ele ainda é anônimo. Anônimo famoso. Para vocês.
Pra mim ele é conhecido, daqueles de infância.
Ele continua só ele, só pra mim. E mais ninguém.
Pelo menos, até amanhã.
Ironicamente, no dia 24/12.
Ironicamente, meu presente de Natal.

Aos curiosos, apenas uma coisa: pra bom enten me pala bas!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Antes Tarde Do Que Nunca

Então, faz um tempão que meu querido SG me passou um desafio que estava rolando por aí sobre explanar mais sobre quem somos sempre com 7 características etc.

Comecemos, pois.

Sete coisas para se fazer, antes de morrer:
  1. Morar um tempo na Europa;
  2. Falar 4 idiomas, pelo menos;
  3. Sexo;
  4. Morar em Ipanema;
  5. Ter um filho;
  6. Conhecer os 5 continentes;
  7. Conhecê-lo.
Sete coisas que mais digo:
  1. Gente, to chocado.
  2. Vai, desabafa.
  3. Como assim?
  4. Estou speechless!
  5. Medo...
  6. Te amo pra caralho.
  7. Quero apavorar, vamos?
Sete coisas que faço bem:
  1. Provas;
  2. Fantasiar coisas impossíveis;
  3. Elogiar;
  4. Escrever;
  5. Atuar;
  6. Mentir;
  7. Amar.
Sete defeitos meus:
  1. Sinceridade;
  2. Orgulho;
  3. Baixa Auto-estima;
  4. Frieza;
  5. Desorganização;
  6. Preguiça;
  7. Não levar desaforo nenhum pra casa.
Sete qualidades:
  1. Sinceridade;
  2. Companheirismo;
  3. Sagacidade;
  4. Caráter (será?);
  5. Imparcialidade;
  6. Demonstrações Públicas de Afeto;
  7. Loucura.
Sete coisas que eu amo:
  1. Eu;
  2. Minha faculdade;
  3. Meus amigos;
  4. Minha família - a contragosto;
  5. Carinho;
  6. Internet;
  7. Conhecer pessoas.
Sete pessoas para continuarem o desafio: Quem estiver interessado é só pegar e fazer. Comigo é assim: chegou, levou.

Outro presente que recebi foi do , o prêmio dardos número 10. Entretanto, a partir de agora, não estarei postando mais selos, embora sejam lindas manifestações de carinho, dá muito trabalho e boa parte das pessoas já o tem, enfim. Entretanto, sempre agradecerei em um post quando receber algum, ok?

De quebra, o título do próximo post: "Ele".

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Um Dia de Fiscal #2

Então, eu esqueci de dizer que, como o post já estava muito grande, eu tive que dividí-lo em dois. A segunda parte é sobre o irônico fato de eu ter sido fiscal no mesmo colégio e na mesma sala em que eu fiz prova exatamente pra UFF.

Enquanto eu subia as escadas estava com tanto sono e preocupado como seria ter que tomar conta de 30 pessoas, distribuir e receber as provas, fazer a desidentificação, apreender os celulares, relógios, lápis etc, que eu nem reparei pra onde estava indo. Quando eu abri a porta na sala e me sentei em um momento rápido de descanso, imediatamente percebi.

Foi uma sensação mega estranha. Lembrei de como eu estava mega tranquilo e completamente consciente de que eu não iria passar pra segunda fase da UFF, embora quisesse, só pra compensar o dinheiro da minha mãe. Foi o ano mais agitado da minha vida, eu estava no 3º ano, com estágio, monografia, terminando o ensino médio e ainda inventei de fazer curso de alemão na UFRJ. Eu não tinha a menor possibilidade de estudar e a base que eu tinha era ridícula comparada aos monstros do pH, Elite e afins.

Fui fazer a prova desmotivado, mas com esperança de pelo menos me divertir fazendo. Sentei lá calmamente, e fui resolvendo as questões que eu sabia, assinalando as possíveis respostas que eu não sabia e em 2 horas de prova eu já tinha feito e refeito 75 questões, incluindo língua estrangeira. Fora o ar-condiconado que estava me dando calafrios e fazendo eu tremer como uma batedeira.Cheguei em casa 12:30 tranquilo, pensando até que talvez fosse possível passar pra 2º fase.

Quando saiu o resultado eu fiquei chocado. Eu tinha feito apenas 2 questões a menos do que o corte de Medicina, o que me dava um resultado absurdamente bom. No listão que fizeram, eu estava em 25º de 800 e poucos que fizeram a 1ª fase. Foi uma surpresa que me deu algum gás para estudar pra 2ª fase, mas cadê tempo? Quando entrei de férias, tive uma semana pra estudar. Estudei todos os dias, o dia inteiro, mas, mesmo assim, não consegui cobrir a matéria toda. Fui dormir tarde, acordei cedo, cansado, nervoso.

Lembro que entrei na sala e comecei a ficar mais nervoso ainda, suando como um corno no mesmo ar-condicionado que na 1ª fase me fez tremer de frio. Era minha única chance de passar pra alguma faculdade federal, eu não podia perdê-la. Eu nem lembro dos fiscais, não lembro se riram da prova dos outros como eu ri, ou se leram. Eu só sei como é ter aquela sensação de "quem poderá me ajudar agora?".

Eu senti uma extrema compaixão quando soube que eles não poderiam usar lápis, porque isso atrapalha muito. Principalmente quem faz matemática, física e química como específicas, uma vez que envolvem cálculos e, no caso da UFF, cálculos com números nem um pouco proporcionais,  como 2,5034 dividino por 103,25. Foi, mais uma vez, uma sensação estranha.

Há dois anos, era eu que estava sentado naquela cadeira, suando e tentando conseguir uma vaga em uma universidade.

Lembrei muito de mim quando eu vi dois deles nervosos conversando e minha companheira fiscal disse: "Calma, gente, é só uma prova". Mentalmente, disse: "Não é só uma prova. É A prova que vai mudar a vida deles, independente do resultado".

Afinal, foi a prova do vestibular que mudou, completamente, a minha vida.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Um Dia de Fiscal #1

Hoje eu fui fiscal do Vestibular 2011 da UFF. O próprio processo de seleção dos fiscais já é conturbado e é na base do QI (Quem Indica), o que significa que se você nunca foi fiscal, a menos que conheça alguém lá dentro, nunca será. Aì rolou uma pré-inscrição pros alunos da UFF e eu fiquei todo animado, né? Daí rolou a primeira fase e eu não fui chamado. Fiquei puto, xinguei muito no twitter, daí desacreditei.

Até que um dia, de repente, recebo uma ligação de um número desconhecido e me convidam pra ser fiscal no dia 19, ou seja, hoje. Daí fui dormir cedo, sonhando com um pagamento de R$70,00 que só virá em Janeiro e tentando abstrair que eu teria que estar 6:30 lá. Sonhei 3x vezes que tinha perdido a hora e em uma delas o cara que está rondando - na verdade não só rondando, HABITANDO, se posso dizer - meus pensamentos me salvava (não é romântico?).

Cheguei lá e a coisa já começou mal, porque logo na minha vez a camisa do vestibular acabou e a minha parceira de sala não tinha chegado, provavelmente ia faltar. Pensei: "vou ter que fazer tudo sozinho? Logo eu que nunca fui fiscal? Cu". Daí cheguei na sala e comecei a deixar tudo preparado quando minha parceira chegou e, pra minha sorte, era uma pessoa agradabilíssima e que já tinha participado da 1ª fase. Enquanto isso estava torcendo que para fiscalizar a prova do grupo A (biomédicos e biologia, que faz prova de Química e Biologia), mas acabei pegando engenharias e arquitetura.

Mas vou dizer, viu, nem achei ruim não. O primeiro deles já era um gatinho e ficamos trocando olhares (ou meu sono me iludiu e o olhar de 'wtf' dele foi confundido com um 'oi, gatinho quer tc?') durante a prova inteira. E eu quase escrevendo numa folha meu telefone e dando pra ele! Fora que era eu que acompanhava os meninos ao banheiro né? (6) Mas era ético e não entrava junto com eles, embora de tanto ver homem mijar eu sentia vontade também o tempo inteiro #gotafeelings.

O ponto alto do dia, porém, e que me deixou mais chocado foi o nível dos candidatos. Tudo bem, eu estava aplicando prova pra calouros de engenharia, não esperava mesmo nenhum catedrático, mas 'intensão', 'podesse', 'cuidado ao usa a internet você pode se dar mal'? Olha, fiquei chocado ao ler as redações daqueles candidatos. Fora que boa parte das provas de matemática e física foram deixadas em branco.

Claro que também fui solidário ao fato de a UFF não permitir a utilização de lápis, borrachas e lapiseiras, o que é um absurdo, eles esquecem que tem gente que precisa fazer cálculos e deduzir fórmulas? E todos os candidatos fazem redação, rasurar o rascunho mais de uma vez é praxe. Resumindo, um vestibular muito cri-cri.

Se tem uma palavra que pode traduzir o que é o trabalho de um fiscal é essa: tédio. Tédio define completamente. A hora não passa, você fica olhando o relógio minuto a minuto. O tempo só passou mais rápido quando o primeiro candidato entregou, que eu li a redação e as outras questões. Você não pode ler livro, ouvir música, em suma, NADA. Como se alguém fosse colar no vestibular de forma mundana, pff.

Além disso, descobri como eles fazem para que não haja identificação do candidato pela banca examinadora. Embora todos os cadernos de questões tenham os nomes e números de inscrição dos vestibulandos, a gente cola um código criptografado desses nomes e números, de modo que apenas um programa de computador específico com uma senha específica consegue decodificar e descobrir quem é o candidato. Fantástico, não?

Cheguei a conclusão de que fiscalizar qualquer coisa é chato. Mas fazer parte de um processo de seleção para uma Universidade Federal deve ser quase como ser um mesário: chato, mas patriótico.

EDIT: Agora to saindo e nem vou editar meus 5000 erros de digitação, concordância etc. Amanhã releio e edito. Beijos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

I Refuse To Be A Victim

Meu irmão usou o PC três dias direto - manhã, tarde e noite; comendo, mijando e cagando sentado, muito parecido com o episódio de South Park relacionado a WoW - e parece que amanhã ele tem curso de inglês, então, precisa dormir cedo.

Engraçado, que nego na minha família é ótimo, minha mãe fala que eu sou 'nada' pra ela, meu irmão diz que me odeia e tal. Assim, hoje em dia eu acho engraçado, mas já fiquei muito triste por isso, mas, passou. As coisas sempre foram assim comigo: nego me destrói, caga pra mim e, depois de um tempo, eu simplesmente ignoro. Solenemente. Comigo, não há segunda chance.

Não faço questão nem de fingir. Segue diálogo:

[Depois de eu dormir fora no dia após a discussão]

Mãe: Lembrou que tem casa?
Eu: Sim.
Mãe: Já jantou?
Eu: Não.
Mãe: Porque não?
Eu: Porque eu não quis.
Mãe: E pao alimenta?
Eu: Não sei, pergunta pra ele. [Sim, quando eu estou puto eu mando uma dessas]
Mãe: Você é muito grosso, que absurdo e zzzzzzzzz...
Eu: Ok. Terminou?
Mãe: Chama seu irmão que zzzzzzzzzzz...

Fiquei quase 3 dias sem acesso à minha vida social virtual e eles acham que eu vou ficar em casa chorando e dormindo. NUNCA! Se tem uma coisa que eu não sou é acomodado com esse tipo de coisa. Ninguém me viu entrando em blog, FB, twitter nesses dias. Mas ó, fui à praia (gente, como não tinha ido em Ipanema antes? Aquele point da Farme de Amoedo é...O point!), revi amigos e fiquei bêbado com eles. Me diverti PRA CARALHO.

Além disso, fiquei mais de 50 minutos conversando com uma pessoa que tem rondado meus pensamentos. Mas é aquela coisa, né, mora longe e tal. Gastei 5 reais dos meus míseros 9 reais de crédito até Fevereiro, beijos, só em SMS. Detalhe que foram 50 minutos de conversa enquanto eu estava bêbado e às 3 da manhã. E eu to nessa vibe meio envolvida e tal, daí eu conto: nem conheço, nem vi foto, comofas? O fato é que estou pensando em como seria se essa pessoa estivesse na minha vida neste momento. Como seria poder simplesmente abraçá-la e dizer: "Minha vida é uma merda", só pra ouvir "Vai ficar tudo bem".

Como disse DPNN, nós temos que recusar assumir o papel de vítima da estória. Eu até tento - embora quem tente não consiga pra continuar tentando - mas não tenho vocação pra vítima. Pra ficar num canto lamentando 'Porque eu?', não faz o meu tipo. Todo mundo tem esses momentos, a diferença é o tempo que a gente leva pra sair deles.

Sou do tipo que se o cara que eu to pegando pega outro na minha frente, eu olho, fico puto, vou lá e dou um beijo triplo. Depois viro e pego 3 na frente dele. Se nego vem falar mal de mim, eu sorrio, odeio por alguns segundos, vou e falo 3x pior. Na frente dela. Constragimento? Sabemos como fazer. Minha fase de chorar pelos cantos já passou, na época em que eu não tinha  força física - ainda não tenho - nem intelectual pra suportar alguns problemas.

Estou de férias e quero aproveitá-las. Quero ainda pensar muito nessa pessoa. Tenho que aproveitar muito esse momento. E, ó, meta pública: perder a virgindade até o carnaval.

Farei um financiamento e logo meu Notebook chegará. Claro, que vou fazer meu irmão pesquisar os preços, escolher o melhor custo-benefício pra mim e depois voltar a ignorá-lo solenemente. Falso? Não. Depois de apanhar algumas vezes, a gente aprende a dançar conforme a música.

E vou contar a vocês, estou dançando bem pra caralho.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

BloGUIcídio

Vou cometer bloguicídio. Sinceramente, o blog é ótimo pra mim, vocês são ótimos, MAS EU QUERO MANDAR TODO MUNDO DA MINHA FAMÍLIA TOMAR NO CU, PODE?

Na verdade, não vai rolar bloguicídio porque vou deletar o blog, mas porque, mais uma vez, não vou postar com frequência - talvez nenhuma - nem comentar no blog de vocês. Porque?

Meu irmão de 5 anos 23 anos quer usar o computador todos os dias, o dia inteiro. Vida Social? Quem precisa? Dividir? Não fazemos.

Nem vou comentar o fato de que minha mãe só disse "Você tem que respeitar, não quero apurrinhação." NÃO QUER O QUE? MEU CU, PORRA! Eu estou de férias, o mínimo que eu posso ter direito é de vagabundear em casa, já que ninguém banca minha mísera vida social.

Mas é claro, que o coitadinho do meu irmão que reprova matérias seguidas, estuda que nem um corno - porque eu acho ótimo não ter ninguém pra passar minha roupa, cozinhar pra mim, colocar minha comida (porque minha mãe faz tudo isso pra ele) - e eu fico fazendo NADA em Niteroi, óbvio. Eu não faço projetos, não tenho computador lá e me viro, é assim. Ainda tenho que ouvir que ela gosta mais de mim do que dele, mereço?

Sério, esse texto foi escrito tão rápido que nem quero pensar nos erros de digitação, concordância e falta de coerência e coesão. Tempo? Não temos. Meu irmão quer usar NOW! E eu, óbvio, tenho que sair.

Essa é a minha vida, Brasil.

Quer saber? Vou comprar um notebook e parcelar no cartão de crédito. Foda-se minha mãe.

Aceito doações. Entrar em contato por email por favor.

Tchau - e agora, só Deus sabe quando eu volto.

PS: Rê, quando der passarei no seu blog, não se preocupe e, desde já, agradeço o carinho.