sexta-feira, 22 de abril de 2011

Juízo

20 anos. Ainda lembro de quando eu dizia "faço aniversário dia 22 de Abril, Dia do Descobrimento do Brasil" e achava o máximo ter nascido em uma data importante. De quando essa idade parecia distante. De quando ter 20 anos era sinônimo de estar encaminhado na vida. Eu sempre me perguntava "como essas pessoas conseguem?", "ser grande parece ser tão chato...e difícil.".

E, agora, cá estou. Com 20 anos. Duas décadas de existência. Se isso acontecesse há alguns milhões de anos, seria uma vitória para toda espécie. Há alguns milhões de anos nós tínhamos que caçar para conseguir alimento, não existiam vacinas para doenças (e nem creio muito em ervas medicinas) ou escova de dentes. Hoje o máximo que pode acontecer é passarmos por tortura social e, eventualmente, ser atingido por uma bala ou estar no lugar errado, na hora errada, quando um acidente grave acontecer. Não é mais simples?

Ter um dia no ano em que todos vão falar com você, todos te querem bem (a hipocrisia manda) e você ganha dinheiro e presentes é maravilhoso. 

Só não gosto quando me desejam juízo.

Sei quanto custa vodka, sei quanto custa whisky e sei quanto custa conhaque. Só não me perguntei quanto custa juízo, porque sei lá, nunca tomei.

Hoje vou me jogar muito na ULC. Vai épico, vai ter tanta gente legal. Nossa, tô speechless. Queria que um certo alguém estivesse aqui...mas Bolívia é longe, né?



(roubei mesmo do DPNN)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Abril A Porta do Paraíso

Nunca gostei do meu aniversário depois dos 12. Porque até os 12 anos, as pessoas sentem uma certa obrigação de te dar presentes, e fazer coisas gostosas (exceto as meias, que nego sem noção cisma em dar para uma criança de 6 anos, lembro que uma vez joguei a meia no chão e disse "Quero brinquedo, não meia.", logo depois levei um tapa na boca que eu nunca mais esqueci) para você comer. Fora que é uma delícia ser paparicado pelos pais, né?

Depois dos 12, o pensamento muda. Quando te dão alguma coisa, é o parabéns e olhe lá. Sempre tive a Síndrome do Ninguémvaivirnomeuaniversário, então nunca gostei de comemorá-lo depois dessa idade. Minha mãe nunca deixou que isso acontecesse, porém.

Então, esse outono decidi fazer algo diferente. Resolvi fazer do meu aniversário um mega evento - bancado pelas nights cariocas. Se vocês não sabem, aniversariante é VIP em quase todas boates/festas e em algumas pode até levar acompanhante de graça também. Conclusão? Estou comemorando meu aniversário todas as semanas, lindo e dignificado em Cristo.

Isso faz evitar a deprê de estar envelhecendo e, aparentemente, continuar no mesmo lugar. Previsão de formatura? Oi, kikié isso?

Já dizia o ditado: quem não tem pica, caça com cu.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Price Tag

Não sou hipócrita, o blog é meu e eu faço com ele o que quiser. Se eu quiser só começar a postar putaria, contar apenas da minha vida ou, ainda, omití-la completamente, eu posso.

Entretanto, apesar do blog ser meu, eu não escrevo apenas para mim. Também escrevo para vocês. Também quero ser lido, de outra forma, teria um arquivo no word ou mesmo um diário pessoal. Eu gosto de ler o comentário de vocês, mesmo quando nem sempre posso retribuí-lo (mas convenhamos que desde que voltou a Internet aqui em Niterói eu tenho me feito MUITO mais presente!!).

Por isso, cá estou para pedir uma opinião e um pedido para vocês. Todos sabem que estou na pindaíba de dinheiro e minha previsão de ascensão social data para o meio do ano, apenas. E aí, durante a terapia, surgiu a ideia de monetizar o blog. Só que existem várias maneiras de fazer isso e os rendimentos variam também dessa maneira. Sendo que, óbvio, não pretendo me sustentar com o blog (ah, se isso fosse possível...), mas ganhar alguns trocados por mês ajuda.



Minha pergunta é: o que vocês acham disso? Vocês parariam de ler o blog por causa disso? Ficaria muito ruim? Vocês continuariam me amando (ah, nem sou carente, né). Enfim, up to you, agora. Se vocês não entrarem em um acordo, vou começar a cogitar a ideia de vender minha virgindade e isso não é nem ética nem moralmente legal.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Meu Algoz

Sabe, eu nunca omiti o principal da história do Eah (você pode ver as coisas em sequência 1-2-3), que foi o fato das coisas terem acontecido ao relento, sem eu saber exatamente do que estava acontecendo. O que eu omiti foi como descobri que isso era verdade, o EDIT do último post.

Na sexta, Eah não pôde sair comigo pro carnaval porque estava doente na casa de um amigo, no sábado, estava esperando a resposta de uma amiga para saber o que faria do carnaval.Fiquei esperando a resposta e quase passei o sábado de carnaval em casa. Sorte que um amigo me ligou e me encontrou na Farme mesmo. Depois encontrei ainda outros amigos. Encontrei com um amigo dele perguntando para mim porque eu não estava na festa X. Ele estava lá. Foi e não me chamou. Nesse momento, caiu a ficha. 

Mais ao longo da noite eu troquei algumas mensagens com ele (sim, estava bêbado) e uma das suas frases mais célebres foi 'as suas expectativas superou as minhas'. Qualquer um que viu como agíamos viu o quanto eu lutava contra essa ideia de relacionamento, de que eu ia namorar. Eu estava só ficando. O que não quer dizer que era uma ficada qualquer. E, houve um momento, aqui no blog, em que eu resolvi que ia deixar levar. Ia parar de matar aquele sentimento que toda vez insistia em nascer, como uma erva daninha. Momento errado, hora errada.

Não sei se ele leu esse blog e pensou que eu já estava louco (é, talvez não tenho sido claro no post? Talvez, também, aquele post não fosse para ser claro) de amor e tal. Óbvio que nesse mesmo sábado eu chorei, me senti melhor no domingo, mas ainda faltava aquilo de resolução, sabe? O 'não' eu já tinha dado, mas não tinha recebido. Nos encontramos mais uma vez, com apenas um período de climão - riam, mas foi exatamente no momento em que nossos dois peguetes deram perdidos simultâneos (eles eram amigos). 

Convidei-o para sair para conversarmos sobre isso, sem colocar tom de "PRECISAMOS CONVERSAR". Uma conversa, um suco, talvez um café. Nem isso foi necessário, percebi que ele estava na defensiva de sair comigo, então, tive que fazer do modo mais chato: msn. Conversamos e, por fim, ouvi o 'não' que queria ouvir. Ouvi o não que eu queria e precisava ouvir. Chega de comparações que jamais seriam admitidas. Chega de ausências que jamais seriam externadas. O que sobrou agora é um sentimento de carinho que pode - e quero - que evolua para uma amizade.

No fim, meu algoz não foi o blog, opiniões de terceiros ou mesmo Eah. Meu algoz foi minha incapacidade de ser sincero comigo mesmo, no momento em que eu deveria. E, também, porque não, ser sincero com ele também?

Meu algoz, eu mesmo, também se mostrou que pode ser meu maior aliado. Meu algoz foi o que me jogou no abismo, sem proteção, mas também me recebeu lá embaixo de mão estendida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Erro de Cálculo

Sexta eu doei sangue pela manhã e à noite fui beber. Eu tinha uma hipótese de que doar sangue era economicamente vantajoso. E olha, não podia estar mais certo. O problema é que o cálculo tem que ser muito bem feito, se não...

Bebi vodka, bebi 3 long necks. Após um pouco mais de 1 hora de mistura...PT. Para os que não sabem o que PT significa no mundo dos bêbados (todos já ouviram essa expressão para carros que sofreram acidentes, né?) é, basicamente, o semi-coma alcóolico. Vomitar algumas vezes não é PT, porque, geralmente, depois que você vomita e bebe água, fica tudo bem. 
Segundo relatos - não lembro nem de ter entrado na festa - aproveitei durante 5 minutos. Sentei e a maratona de vômitos começou. Ainda segundo relatos, foram mais de 2 horas vomitando direto, até o ponto de vomitar o vazio - quem já passou por isso sabe o quanto é ruim. Lembro de alguns flashes:

- Alguém levantando a minha cabeça para eu olhar um amigo que veio ver como eu estava, porque eu mesmo não conseguia fazer isso;

- Eu esboçando algumas coisas para o Júlio sobre o fato dessa merda estar acontecendo logo na primeira vez que eu saí com o Lobo e ele me tranquilizando*;

- Eu tentando dizer para um amigo que eu não conseguia segurar a garrafa de água para beber enquanto ele pedia para eu beber água pelo amor de Deus;

- O gosto maravilhoso da água gelada na minha boca.

Antes que comecem os julgamentos (que provavelmente já começaram) eu NÃO me orgulho de ter ficado assim. Não acho nem um pouco legal passar mal por causa de bebida, estraga a noite dos outros (pobre Júlio que me acudiu a noite inteira depois que eu passei do momento em que eu não conseguia ficar SENTADO sozinho) e você não curte nada. Por isso, é importante planejar que essas coisas NÃO são planejadas. Elas acontecem e são uma merda.

Óbvio que fui irresponsável de ter bebido o que eu beberia normalmente com 0,5 L de sangue a mais. Acho que já falei sobre isso aqui. Acho que nesses momentos é eu realmente vejo aqueles que se encaixam na minha definição de amigo. Amigo não é aquele que passa a mão na sua cabeça quando você faz merda, mas é o que dá esporro na hora certa. Imagina, eu lá, quase em coma alcóolico e nego me esculachando? Sorte que eu tenho desses (embora lembre dos olhares julgadores malditos do Lobo).

No dia seguinte ainda saí de novo, bebi de novo, dessa vez na medida certa, tão certa que nem fiquei bêbado, mas aproveitei lindamente a noite. E olhe que a festa foi just ok. Cheguei à conclusão de que house e derivados são músicas que servem para tocar no máximo 5 minutos. Depois disso, sem drogas ou muita bebida, não dá para aproveitar.

Ainda lembro da menina que estava em um estado um pouco melhor do que eu na festa de sábado (ela conseguia chorar e tentava falar seu nome para mim) que eu assim que vi, acudi. Perguntaram se eu estava fazendo enfermagem agora, mas não é isso. É questão de solidariedade mesmo. Não tenho a menor vocação para ficar cuidando das pessoas, mas eu sempre penso: podia ser eu, como fui eu ontem. Ajudar um bêbado, mesmo que conseguindo um copo d'água apenas, não custa nada. Campanha Ajude um Bêbado.

*Vocês lembram de quando começaram a estudar os números inteiros (+ e -)? Que nos cálculos de multiplicação e divisão você errava o sinal, mas no final acabava errando o sinal de novo e, o resultado, acabava saindo certo? Foi tipo isso. Eu lá jogado na sargeta e Lobo se atracando com um cara que conheceu porque eu estava daquele jeito e ele veio me ajudar. Júlio pegando outro que sentou perto dele para ver como eu tava.

Gui, fazendo casais mesmo com um pé na cova.

Apenas uma coisa: ESCREVO CERTO POR LINHAS TORTAS.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bloodless

Hoje rolou aqui na UFF, no Instituto Biomédico, a campanha Universitário Sangue Bom. É um projeto do Hemorio que está passando por várias faculdades com o objetivo de abastecer os bancos de sangue. Além do pessoal ser super prestativo, mega atencioso, sente a propaganda: juro que fui la só para conhecê-lo!

A entrevista é aquela coisa, né, ainda usam o conceito completamente ultrapassado de grupos de risco (como se ainda houvesse isso), então, para um gay doar, ele teria que, necessariamente, mentir. Se você teve pelo menos uma relação sexual com homens nos últimos 6 meses você já é considerado inapto. Se tiver mais que 1 parceiro, idem. Fora todas as restrições de medicamentos etc.

Se por um lado isso 'melhora' a qualidade do sangue, uma vez que acaba que muita gente que, de fato, está em situação de risco (camisinha já elimina boa parte, não usar drogas injetáveis, quase todo o resto), por outro, acaba por impedir que muita gente saudável doe sangue. Depois fica complicado colocar propaganda na televisão para doar, né?

De qualquer forma, cheguei à conclusão de que doar sangue é uma ação economicamente favorável. Por que? Simples, porque com 420 ml de sangue a menos, você gasta menos dinheiro bebendo até ficar bem. Portanto, pensem dessa maneira para superarem seu medo de agulhas: doar sangue é um investimento no seu bolso!

OFF TOPIC: Sobre a nuvem negra que tem pairado sobre mim nas últimas 3 semanas: tô vivendo. Não acho que 'a vida é assim', 'todos passam por dificuldades', 'a vida é injusta', 'a vida....'. Mas, se cheguei até aqui, não vejo nem meu horizonte. Ele está tão distante que vou passar a vida inteira procurando-o e não vou encontrá-lo nunca. Não nasci para aceitar as coisas de cabeça baixa.

Vocês viram que maravilha dois posts numa mesma semana? Há quanto tempo isso não acontecia? O nome disso é Internet, meuamô! Vou levar o Lobo para buatchy hoje, suas lindas. MORRÃO de inveja :X.

Mais Informações sobre o Programa: http://www.universitariosanguebom.com.br

quarta-feira, 30 de março de 2011

Não Peço Muito

Nunca pedi muito na vida. Sempre fui um cara bem ciente da minha realidade, talvez por ter nascido já na época das vacas magras na minha família, talvez pelo simples alinhamento do cosmos. Acho que é exatamente por ter os pés tão fixos no chão que minha cabeça fica tão perto da Lua, como numa fuga constante de uma realidade que eu não quero, mas aceito, como minha.

Lembro que houve uma época em que eu era louco por Pokémon, adorava todos os jogos e tal, e queria muito, muito um gameboy daqueles preto e branco ainda. Tinha ouvido falar de um garoto que estava vendendo por 20 reais e a fita de um dos jogos. Cheguei todo feliz pra contar pra minha mãe e ela disse que não tinha dinheiro. Mais tarde desceu pra comprar cigarro. Tinha uma revista quinzenal por R$3,90 que eu também pedi, se ela comprou 2 ao longo de um ano, foi muito. Meu irmão queria um boneco original de 50 reais e ganhava um eventualmente. Eu ganhava o falsificado e, ainda sim, ficava feliz.

Daí eu entendo porque sempre tive problema com dinheiro, com comprar as coisas mesmo quando eu podia gastar. É por isso que eu fico à seco em boates que não são open bar, mesmo tendo dinheiro pra comprar algumas bebidas. É por isso que às vezes dói comprar um salgado na rua, mesmo quando a fome é tanta que posso desmaiar antes de chegar em casa.

Houve uma outra época em que eu queria muito aprender inglês. Acho que tinha 10 ou 11 anos. Nem preciso dizer que não havia a menor possibilidade de isso ocorrer, né? Pois, então, meu pai comprava o Extra toda semana e ganhou um dicionário inglês-português (Michaelis ainda por cima...) e o pegava todos os dias pra ler. Procurava palavras aleatórias, usava o diálogo dos jogos de videogame (sim, meu irmão tinha um videogame e eu 'podia' assistir a ele jogando) pra aprender algumas coisas também. Mas aí, depois de alguns anos, veio a defasagem: eu não sabia falar.

Eu sempre quis estudar em uma boa escola. Já disse que dinheiro sempre foi um problema? Pois é, escola municipal até a 8ª série (fiz os concursos na 5ª, but...). Depois veio a redenção (?), ingressei na Fiocruz. Eu precisaria de um novo post, em um tom muito diferente, pra narrar os problemas de lá. Só queria entrar na faculdade, não tinha como pagar o pré-vestibular, estudava em período integral, com a monografia e o estágio nas costas ainda por cima. Consegui uma pública, federal. Entretanto, não era a que eu mais queria, que, porventura, nem prestei vestibular porque não poderia arcar com os custos de outro estado.

Eu sempre pedi pouco e mesmo esse pouco me foi negado. Ainda sim, eu tinha forças pra seguir em frente do jeito que dava. Agora não mais. Eu continuo pedindo pouco, fazendo tudo que está ao meu alcance e...nada. Não consigo estágio, mesmo recebendo email 'eles adoraram seu perfil! Vão te chamar pros próximos processos seletivos'. Nem preciso dizer dos vetos, porque quando uma coisa não vai bem na sua vida, você tende a sobrecarregar outras coisas.

E eu, que quase me apaixonei pela pessoa completamente errada, fico com um vazio e carência inexplicáveis. Ânimo pra faculdade? Nenhum.

Não peço muito. Peço só que alguma coisa dê realmente certo para eu ter forças suficientes para consertar as outras que estão dando errado.

PS: Ainda estou sem Internet, copiei esse texto que eu tinha escrito à mão agora rapidinho no Lab de Informática. Desculpe pela ausência no blog de vocês, viu? Espero até semana que vem já ter GVT-maravilhosa-de-10-mega-rycah-veloz-isperta aqui em Nikity. EDIT: GVT chegou. GENTE, GVT CHEGOU, CORRE GENTE, CORRE GENTE!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Desconectado

Olha, juro que não é descompromisso com o blog. Mas o fato é que estou sem Internet em casa, e tenho acessado na faculdade em períodos muito curtos, difícil fazer um post legal com 30, 40 minutos que também tem que ser usados pra checar email, facebook etc. Nenhuma empresa quer me contratar como estagiário por algum motivo que eu ainda desconheço, mas continuo na luta, contatos são bem-vindos, grato.

Ainda tem o fato de eu estar sem PC aqui em Niterói e minha mãe continuar me enrolando ad eternum para comprar um. Outra coisa é o stalker que eu peguei no sábado que não lembro nome ou rosto, que me liga todos os dias e diz que tá com saudade da minha 'boquinha gostosa'. Sério, vocês podem pensar que eu deveria beber menos, mas acho que só devo dar o número de telefone errado pra algumas pessoas, simples. De qualquer forma, pedi pra ele me adicionar no Facebook e no MSN. A vida não tá fácil pra ninguém.

Só quero que o que essa criatura dos infernos está cantando aconteça. FRIDAY!


domingo, 13 de março de 2011

Geração Sibutramina #2

A segunda parte do post é exatamente a discussão dos motivos que levam as pessoas a consumirem esse tipo de medicamento e do real objetivo deles.

A Sibutramina - e similares, não no sentido político, mas farmacólogico - foi criada com o objetivo de facilitar que pessoas com dificuldade de perder peso - e quando eu digo dificuldade, é, de forma geral, dificuldade METABÓLICA, não psicológica - a fazê-lo. Seu público-alvo, portanto, eram pessoas com distúrbios metabólicos.

A questão é que não estamos lidando com uma sociedade ideal. Estamos lidando com uma sociedade que exerce pressão no sentido da busca de um padrão não só social mas também - talvez, principalmente - físico. A ideia do corpo perfeito - magro, definido, dentes brancos e perfeitos, cabelo liso - é cuspida todos os dias na nossa cara desde...sempre? Desde que lembramos do comercial de margarina? Desde que vemos o mocinho da novela das 9?


É redundante vir com o discurso da ditadura da beleza etc. Vocês todos já sabem do que se trata. Mas, na busca pelo tal padrão, também estamos lidando com jovens de 15, 16 que talvez nem estejam acima do peso, mas que se consideram 'gordos' por não se encaixarem na foto da modelo photoshopada da revista Marie Claire. E aí, quando você tem o medicamento 'milagroso', isento (?) de riscos, por que não usá-lo para atingir uma meta 'pessoal' de beleza?

Vivemos em uma geração que está bombardeada pela 'mercantilização da saúde' (ih, será que alguém vai me chamar de marxista agora?), em que tudo pode ser depositado numa pílula. Em uma solução simples, rápida, eficaz, sem dor. Não só os medicamentos para emagrecer, como a Sibutramina, mas também os anabolizantes, os medicamentos para memória, os antidepressivos e ansiolíticos (Prozac? Rivotril? Lexotan?), é uma pressão generalizada para o CONSUMO de produtos que podem te 'ajudar' a se igualar com o padrão, a ter aquela barriguinha, aquele cabelo...

Não se enganem, porém, que isso é um fenômeno do século XXI. Já acontece há muito mais tempo que isso, a diferença é que agora existem outros meios - derivados também do grande avanço científico-tecnológico - para exercer essa influência. Essa ideia de upgrade físico foi uma das causas da proibição da Sibutramina, porque o abuso foi gerado em grande parte por pessoas que não precisavam dele, realmente

Uma questão fundamental é saber separar os distúrbios psicológicos dos físicos, metabólicos. E entender que medicamento não é uma pílula mágica, é uma substância que tem riscos e foi projetada para um público específico na maioria das vezes.

Já dizia a P!nk: Just like a pill, instead of making me better, you keep making me ill.

sábado, 5 de março de 2011

Back to Black

Nunca fui do tipo desacreditado. Nunca me julguei azarado ou pensei que existia algo que não era pra mim.

Em especial, o amor. Olha, se eu não me julgo assim, não posso dizer o mesmo dos meus amigos. Tenho muitos amigos que se consideram azarados, dizem que o amor pode existir mas não para eles e tal. Sempre fui conselheiro amoroso, eu era o que ouvia os casos falhos. Eu era o que dizia para as pessoas não ficarem com @ ex, que era o ombro amigo quando voltavam para logo depois saberem que só estavam sendo usados. Ou não, eu só ouvia um lado da história.

Essa semana eu fiquei pensando em como a gente pode mudar nossas concepções em tão pouco tempo, de modo tão brusco. Passei um ótimo fds com Eah, fiquei feliz. Fiz planos, de vê-lo o resto da semana e até de  passar o carnaval com ele. E olha, nem pensei em namoro. As pessoas riem quando eu digo isso, porque todos acham que eu estou loucamente apaixonado por ele e tal. E não. Simplesmente não. Eu estava adorando ficar com ele, foi uma pessoa especial para mim.

Por que estou usando o pretérito? Porque Eah agora é, praticamente, passado. O problema não foram as saídas desmarcadas, a aparente frieza e mesmo o chá de sumiço. Pessoas que trabalham não estão livres como pessoas de férias, eu entendo isso. Quando eu falo que sou um cara muito tranquilo, eu sei exatamente o que quero dizer. Só não posso ficar no escuro, odeio ficar no escuro. Odeio pisar em ovos. 

Quando eu não quero mais ficar com alguém (o que aconteceu todas as outras vezes), eu falo. Sou sincero, uso as palavras certas. Porque para mim, essa sensação é horrível: de não saber o que está acontecendo. Só preciso de um sinal claro, caso as palavras não estejam saindo por vontade própria.

Às vezes rola um erro de comunicação, as pessoas tem medo de envolvimento, então algumas atitudes dão ao entender que você quer namorar ontem. Que você já está amando. As pessoas realmente não sabem o que significa amar. Muitas vezes, você só quer estar perto. E isso basta.

Mas eu sou racional. Sei que 99% do que está aqui pode ser coincidência ou fantasia minha, mas o ditado popular já dizia: mente vazia, oficina do diabo. Vai ver é o carnaval. Vai ver não é. Na dúvida, vou continuar procurando minha vibe para sair porque perdi e não encontrei mais desde Eah.

Só sei que não quero me jogar de lugar nenhum. Não tão cedo.

Isso traduz tudo.

"A pior coisa do mundo é quando alguém faz você se sentir especial e, de repente, te deixa de lado. E aí você tem que agir como se não se importasse" Caio Fernando Abreu

EDIT: Eu estava certo. No fundo, a gente sempre sabe, né?