terça-feira, 10 de abril de 2012

Chasing Pavements

(Sim, sumi, não me critiquem, continuo lendo e amando vocês).

Agora estou vivendo um momento fundamentalmente de: correria.

Fiz duas entrevistas para  grandes multinacionais europeias. Mais uma vez, não rolou.

Resolvi investir em um programa do governo, Ciência Sem Fronteiras, para a Holanda. Basicamente, uma hora eu preciso, outra hora não preciso entrar em contato diretamente com a universidade holandesa de escolha (estou visando bastante a de Utrecht). Parece que a vencedora é a positiva, mas ainda vamos aguardar.

Está tudo tão difícil: tenho que fazer horas extras no atual estágio porque uma chefe foi demitida e a outra estagiária vai sair; tenho que estudar pro IELTS que é dia 28; tenho que fazer trabalhos extras para juntar dinheiro para os custos operacionais do intercâmbio; tenho que estudar para as provas e trabalhos da faculdade etc.

A grande sensação é uma falta de ar, de tempo, de disposição para fazer isso tudo. Mesmo assim ainda voltei para a academia hoje, o que vai me tomar mais tempo, mas pelo menos é um investimento em saúde.

O problema é que diante de tanta coisa indo contra ou dos pesadelos passados, eu me pego pensando se não estou lutando tanto por algo que está fadado a dar errado. Se não estou colocando energia demais em algo que não vai dar certo de novo.

Chasing Pavements...que não levam a lugar algum.


sábado, 21 de janeiro de 2012

A Metáfora dos Fogos

*23:59:59, início dos fogos na praia de Copacabana. Dois amigos estão próximos, um deles dá sinais de choro e o outro o abraça e, com os rostos colados, lado a lado, diz*

- A vida é como os fogos, sabia?
- ? *enxuga as lágrimas*
- Você percebe a beleza dos fogos? Você esperava algo bonito, porque a sempre espera algo bom, mas você esperava algo tão bonito? Você esperava que houvessem tantas possibilidades de direções dos fogos? Cada fogo é uma oportunidade que você tem. E cada oportunidade tem milhões de novas possibilidades que você quer.
*começa a chorar de novo, porém, sorrindo*
- Você vê como são de várias cores? Vê quantas formas a gente tem de ver as situações que acontecem? Vermelho, amarelo, azul...Vê quanta coisa a gente deixa escapar?
*a chuva aperta e ocorre uma breve pausa nos fogos*
- Às vezes, parece que nada anda, que nada acontece. Que a gente não consegue progredir. Que não fazemos nada certo. Nada certo nunca. Nunca está certo ou bom o suficiente.
*explodem fogos ainda maiores e mais brilhantes*
- E aí acontecem coisa que nunca imaginávamos. Só pra nos lembrar o quanto temos que investir na gente, nos outros, no mundo. Que nada está perdido, que nada está errado. Que tudo teve a sua função de abrir seus olhos hoje. Seus olhos nunca estão tão fechados quanto ontem e nem tão abertos quanto amanhã. É isso que dá esperança, que dá a força de viver. Saber que a gente progride. E as coisas melhoram. E podemos ser quem nós somos, sem medo, sem frustrações.
*últimos fogos começam a explodir até que finda a queima dos fogos de Copacabana*
- A vida é isso, imprevisível, mutável, bela e tocante. Como a gente.
*Um sorriso e um beijo. Daqueles mais sinceros que a gente pode dar. E receber*

sábado, 31 de dezembro de 2011

2011.2

(Sim, eu sumo. Mas eu juro que dessa vez a culpa é do blogger que ora não me deixa comentar, ora não me deixa abrir o blog.)

Eu não podia deixar de vir aqui comentar sobre meu ano (não que isso interesse a vocês, claro, mas existe toda uma cultura de avaliação no final do ano, né).

2011 foi um ótimo ano. Definitivamente, foi um ano com muito mais erros, fracassos, do que acertos, sucessos. Porém, foram erros fundamentais para minha construção enquanto pessoa, para a mudança de mentalidade e óptica sobre diversos problemas (e características/atitudes que eu nem percebia como problemáticas).

Foram erros, como disse, fundamentais.

Ah, e os sucessos? Os sucessos foram deliciosos, também. Foi o ano em que eu, pela primeira vez, me envolvi sentimentalmente com alguém. Foi o ano em que eu consegui meu primeiro e meu segundo estágio. Em que eu, finalmente, senti o gosto de uma pseudo independência da minha mãe, da minha família. Também foi o ano do outing para minha família (depois eu conto essa história de evento de Natal, sim, NATAL!).

Foi um ano muito desafiador no plano das amizades. Conheci pessoas maravilhosas e tão diferente dos amigos que eu tinha, reforcei a amizade com muitos dos meus já amigos, percebi sua importância e lutei por aqueles que eu achava que deveria lutar. Me decepcionei com muitos amigos e decepcionei muitos outros. Mas as coisas acontecem sempre por uma responsabilidade de ambos e, por responsabilidade de ambos, elas podem se resolver.

2011 foi um ano que teve muito a ensinar, mas que eu não estava tão disposto a aprender. 

Meu desejo para 2012 é que ele também seja um ano que tenha muito a me ensinar, mas que, dessa vez, eu estarei muito disposto a aprender.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Blogger



PS: Continuo sem entender porque não tenho permissão pra comentar no blogger. Só estou conseguindo comentar no wordpress :(.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O Primeiro de Muitos

Uma parte dos meu tormentos terminou oficialmente agora.

Esse será o primeiro, de muitos, espero, post diretamente do meu notebook! Sim, caro telespectador, quem acompanhou os dramas 1, 23 e 4, sabe. Apenas um pouco mais de 1 ano depois eu, finalmente, tenho meu notebook. O que significa privacidade em Niterói e, principalmente, paz nas férias?

O melhor é que é um notebook que realmente suporta minhas necessidades adolescentes (o que significa apenas uma coisa: punheta jogos).

E a vida voltará a sorrir para mim? Estamos no aguardo do próximo episódio.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Deixando Claro

Eu não comento mais no blog de vocês porque o blogger me proibiu. Ele diz que não tenho privilégio necessário para isso.

Só tenho uma coisa a dizer: HOMOFOBIAAAAAA!

Não aguento mais esse blogger com essa filosofia barata de miss.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ironias #2

(Hoje estou todo trabalhando nas tags genéricas).

Estava pensando esses dias sobre um fato que terminou com minha amizade com uma pessoa que eu gostava muito.

Eu cheguei a comentar bem por alto o que aconteceu. Como quero falar sobre isso, vou dar mais informações. Basicamente, eu estava no processo de negação em relação a um cara que eu gostava, estava conseguindo me livrar da minha primeira experiência amorosa (que fracassou, obviamente). Ainda estava no processo. Esse amigo, ainda com todo o conhecimento que tinha, ficou com o cara. Não bastou ficar. Namorou.

Não estou fazendo julgamentos, agora (quem sou eu para impedir as pessoas de encontrarem o amor de suas vidas?). Minha noção de traição mudou bastante. Mas, vamos aos fatos: o cara se revelou um grande filho puta. Daqueles que não conseguem nem ser criativos (o que é uma pena, tem tanto potencial para tal).

E aí, um amigo, conversando comigo sobre isso disse algo do tipo: "Agradeça a ele, olha só do que ele te livrou". Eu ri, não levei a sério. Porém, essa semana vai ser uma semana de re-pensamentos (defina hífen, beijos) por outro motivos que pretendo postar aqui. E isso me veio à mente neste momento.

Do que ele me livrou? Não foi do relacionamento. O relacionamento já estava fadado ao fracasso (aliás, que relacionamento?). Porém, ainda não havia terminado. Ainda havia o tempo de recuperação - healing. E esse tempo não foi respeitado. Ele me livrou foi de achar que o problema poderia estar comigo, que eu era o defeituoso. Ele apenas me mostrou - infelizmente, com sua dor - que eu jamais teria qualquer tipo de relação com o cara.

Não tenho mais raiva ou tristeza. O vejo como um conhecido, como uma pessoa que eu já tive muita intimidade, que eu já gostei, amei (por que não?). Não creio que seja possível que nós voltemos a ser amigos. Mas a relação pode evoluir de outra forma. Ele me mostrou que posso aprender - e, pasmem, agradecer - mesmo diante de um fracasso tão grande quanto aquele foi.

Por isso, hoje, eu o agradeço. Agradeço por me feito passar pela situação que passamos, até um determinado momento, juntos. E pelo resto da situação que passamos separados. Obrigado.

Irônico, não? 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

La Loba

Eu estou com uma dificuldade tremenda de colocar os posts que eu tenho em mente na prática. E nem tinha planejado nada para hoje.

Mas aí, li o blog do Lobo e vi que hoje faz dois anos que ele começou a escrever. Faz pouco mais de 1 ano que a gente se conhece. Ainda lembro do 1º post que comentei no blog dele, sobre latim.

Existem algumas pessoas que eu conheci via blog que hoje eu não posso descrever o quanto são importantes para mim. O Lobo é uma delas. Aliás, o Lobo, La Loba, Shakira, entre outras coisas que eu o chamo. É irônico que, a princípio, não somos pessoas muito compatíveis. Aliás, eu diria, que somos pouquíssimo compatíveis. Mas li em algum lugar que Touro e Escorpião são complementares (não entendo nada de astrologia, se alguém souber/quiser fazer meu mapa astral favor entrar em contato pelo email do blog) e vai ver tem algo nisso.


Acho que é exatamente pelo fato de sermos tão incompatíveis que a coisa dá tão certo. Que conseguimos começar uma conversa falando do quando fulano é sem noção e terminar pensando se seria possíveis sobreviver no estômago de uma baleia azul. Ou como os polvos são extremamente inteligentes. Ou como até nossos amigos em comum viram alvos para nosso veneno de cada dia.

Mas a nossa amizade vai além. Vai além da gongação mútua ou alheia. Também é aquele 'Como você está?' que realmente significa isso. Também é aquele 'Espero que você não esteja fazendo nada porque hoje meu dia foi uma merda eu vou desabafar pelo MSN mesmo'. Também é aquela surpresa de um ato de crueldade ou generosidade que não esperávamos de nós.

Também é aquele desconcertante 'você sabe que eu te acho gostosinho', 'eu não sei porque você está puto com uma pessoa tão escrota e pequena como essa...', 'nunca gostei dele mesmo, não sentia boas energias nele' etc. É também muito amor, sabe?

O Lobo foi um dos melhores espólios que esse blog trouxe. Parabéns, Uivos do Além. Obrigado, Uivos do Além.


- Denúncia: La Loba bebendo cerveja!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Castelo de Areia

Era uma vez um menino que adorava construir castelos de areia. Ele chegava cedo à praia e os construía  com muito carinho e dedicação. Porém, vinha uma onda e destruía o castelo, deixando apenas um monte de areia molhada.

No outro dia, lá estava o menino novamente. Ele chegava cedo à praia e construía o castelo de areia com muito carinho e dedicação. Porém, vinha uma onda e destruía o castelo, deixando apenas um monte de areia molhada.

No outro dia, lá estava o menino novamente. Ele chegava cedo à praia e construía o castelo de areia com muito carinho e dedicação. Porém, vinha uma onda e destruía o castelo, deixando apenas um monte de areia molhada.

No outro dia, lá estava o menino novamente. Ele chegava cedo à praia e construía o castelo de areia com muito carinho e dedicação. Porém, vinha uma onda e destruía o castelo, deixando apenas um monte de areia molhada.

No outro dia, lá estava o menino novamente. Ele chegava cedo à praia e construía o castelo de areia com muito carinho e dedicação. Porém, vinha uma onda e destruía o castelo, deixando apenas um monte de areia molhada.

No outro dia, lá estava o menino novamente. Ele chegava cedo à praia e construía o castelo de areia com muito carinho e dedicação. Porém, vinha uma onda e destruía o castelo, deixando apenas um monte de areia molhada.

Hoje, o menino está cansado. As ondas não pararam de destruir seu castelo. Tanto destruíram, que não há mais castelo.

Há apenas um monte de areia molhada.