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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

The 5 Day Réveillon: Fireworks

A ressaca moral bateu forte no dia 31. Fiquei morgando um tempo até decidir que nada deveria ou poderia estragar meu Réveillon. 2010 já não tinha sido o melhor ano e eu não podia passar pra 2011 nessa vibe. Pois bem, o dia inteiro foi só preparação para a passagem de ano. O roteiro era simples: iríamos pra Copacabana ver os fogos e depois partir pra Ipanema com destino, obviamente, à Farme de Amoedo ou ao Arpoador mesmo.

Chegamos lá e andamos séculos pra encontrar o amigo de fulano, depois mais pra siclano, e foi assim até quase meia noite, quando estavámos em uma muvuca em frente ao Copacabana Palace. Eu nem tinha me dado conta que estávamos prestes a fazer a contagem e proferi: "Passaremos o Réveillon dando um beijo triplo, pra que nossa vida seja só putaria em 2011".

Eu não lembro se falei isso mesmo, mas dei a ideia e como Bruno e meu amigo não se incomodaram, resolvemos chocar a sociedade cristã ali mesmo, EM FRENTE AO COPACABANA PALACE. Só sei que rolou um motimzin, mas nós cagamos e continuamos vendo os fogos. E olha.


Foram os 16 minutos mais tocantes da minha vida. A trilha sonora foi fantástica e a sincronia impecável. Ficamos mais algum tempo em Copa, quando eu encontrei um amigo que disse que poderia nos levar rapidamente numa social do trabalho dele por lá mesmo. Como de graça até injeção na testa, fomos. Sei que ao subirmos no elevador junto com um cara gatinho, no 3º andar ele parou. Pensamos que pudesse ser sobrepeso. Então o gatinho saiu do elevador, uma vez que éramos 5.

E o elevador não subiu. Nem desceu. Procuramos a escada e descobrimos que elas estão inseridas diretamente no apartamento. Passei boa parte do tempo xingando mentalmente o arquiteto filho da puta que projetou aquela merda.

Ligamos pro porteiro e ele falou que a culpa era nossa e para não estressá-lo. OIIIII? Não estressá-lo? Como assim, brazeel, alguém me explica? Nesse meio tempo, decidimos bater na porta de um apartamento que tava rolando uma baile funk festa e o cara que atendeu, sendo sensato, pediu para que nós entrássemos e fossemos direto pra escada. Aí uma racha maldita garota EXPULSOU a gente, como se nós quiséssemos entrar naquela festa ESCROTA. Olha, o ódio subiu e xinguei aquela vaca de todos os nomes que pensei.

Depois de algum tempo esperando e chocados com a possibilidade de passarmos o Réveillon inteiro lá, naquela microsala, o cara sensato abriu a porta e deixou nós sairmos, mas não antes de eu dar meu telefone pro gatinho. UFA! Fomos pra Ipanema, onde encontrei alguns amigos e resolvi piranhar. Daí vi um gringo, de longe era até bonito o cara, mas de perto era feio pra caralho nem tanto.

Então ele falou as palavras mágicas: sou alemão. Pronto, podia ser feio, sujo e fedorento. Porém, na hora que eu ia beijar o bendito alemão, vi um amigo e fui falar com ele. Não sei se vou o clima de Ano Novo, mas eu sei que peguei meu amigo na frente dele, depois voltei pra falar com ele e peguei ele também. Trocamos telefones e ele me mandou uma mensagem que eu não tinha como responder por falta de crédito.

Amanheceu e, aos sorrisos, comentamos nosso louco Réveillon. Pegamos o ônibus só pensando no o dia primeiro nos reservava: Cine Ideal.

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