Cara, desculpem minhas ausências nos comentários, mais uma vez, mas estou sempre lendo os blogs, viu?
Então, ontem fui pra parada gay do Rio e posso dizer que estava uma merda. As pessoas bonitas ou fugiram daquele lugar ou estavam acompanhadas (e eu não consegui convencer nenhuma a fugir comigo). Encontrei alguns amigos, parece que um conhecido me viu e contou, ontem mesmo, pra todas as pessoas do meu ensino médio que me viu com um homem e tal (mal sabe ele que foram 2, beijos).
Detalhe: ele é uma bee mal comida e fofoqueira, mas que tem contato com toda a escola ainda (estudei numa escola bem conhecida aqui no Rio). Não tenho problemas em nego dizer que eu sou gay, mas me incomoda um bando de gente que eu nem conheço ficar sabendo. Fora que não vivemos num mundo cor-de-rosa e se um dia eu precisar de algum homofóbico lá dentro? Será decisivo ele não saber que sou gay. Mas, ossos do ofício. Aí hoje uma pessoa vem e me pergunta que tá 'rolando uma estória' de que eu sou gay. Eu ry, né?
Sendo preconceituoso, a parada gay estava só pra bicha xoxota. Assim, nada contra, mas porque alguns viados precisam parecer mais mulher que do que as próprias mulheres (e nem to falando de sapatão), nem de travestis, que tem que parecer mulheres mesmo)? Não estou falando de ser afeminado (ou afetado, não consigo perceber muito bem a diferença, mas parece que ela existe), porque isso é uma coisa que não dá pra controlar e que não faz a menor diferença, afinal, é só o jeito que a pessoa é. Nego (ou seria nega) com a calça mega apertada, maquiado DESNECESSARIAMENTE (sério, colocar sombra pra que?) etc. E, pior, dando em cima de hetero COM FAMÍLIA, de mão dada com o filho.
Aí depois ninguém sabe porque tem gente que não gosta de viado, né? Porque as pessoas acabam achando que é sem noção por ser viado, quando uma coisa não tá relacionada com a outra. Aí dai surge aquele preconceito filho da puta que a gente não entende. Quando acontece uma coisa dessas, bate a revolta né? Pois o primeiro passo pra acabar com a homofobia é não abusar do status privilegiado que temos na parada gay (porque lá a maior parte é gay ou é friendly, ou seja, somos, por algumas horas, cidadãos). É não fazer putaria na rua (mijar na praia pode, beijos), não dar em cima de hetero assumido (soou engraçado), enfim.
Então, quando eu acho que eu sou o maior filho da puta do mundo, vejo gente (sua citação finalmente chegou) que tá no meu nível. Encontrei um carinha lá, que "era" HT até pouco tempo e tal, e rola uma paixonite entre a gente. Daí a gente ficou rapidamente e eu com minha promessa de "NA PARADA EU NÃO CASO", falei com ele, com a maior delicadeza que, eu bêbado, pude encontrar. Ele ficou visivelmente chateado e eu, né, peguei um outro e casei (é, desisto disso, perti o timbre de pegação). Aí falo com o dito cujo daí de cima pra conversar com ele e tal, pra ele não ficar sozinho e etc.
Puto? Eu? Que nada. Achei engraçado e bom que eles tenham ficado, pelo menos sozinho meu ex-HT não ficou. Detalhe que os dois que eu peguei foram na frente do cara que eu tinha pegado (e dormido na casa dele, mas como um anjo) semana passada.
Puta? Eu? Que nada.
