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sábado, 31 de dezembro de 2011

2011.2

(Sim, eu sumo. Mas eu juro que dessa vez a culpa é do blogger que ora não me deixa comentar, ora não me deixa abrir o blog.)

Eu não podia deixar de vir aqui comentar sobre meu ano (não que isso interesse a vocês, claro, mas existe toda uma cultura de avaliação no final do ano, né).

2011 foi um ótimo ano. Definitivamente, foi um ano com muito mais erros, fracassos, do que acertos, sucessos. Porém, foram erros fundamentais para minha construção enquanto pessoa, para a mudança de mentalidade e óptica sobre diversos problemas (e características/atitudes que eu nem percebia como problemáticas).

Foram erros, como disse, fundamentais.

Ah, e os sucessos? Os sucessos foram deliciosos, também. Foi o ano em que eu, pela primeira vez, me envolvi sentimentalmente com alguém. Foi o ano em que eu consegui meu primeiro e meu segundo estágio. Em que eu, finalmente, senti o gosto de uma pseudo independência da minha mãe, da minha família. Também foi o ano do outing para minha família (depois eu conto essa história de evento de Natal, sim, NATAL!).

Foi um ano muito desafiador no plano das amizades. Conheci pessoas maravilhosas e tão diferente dos amigos que eu tinha, reforcei a amizade com muitos dos meus já amigos, percebi sua importância e lutei por aqueles que eu achava que deveria lutar. Me decepcionei com muitos amigos e decepcionei muitos outros. Mas as coisas acontecem sempre por uma responsabilidade de ambos e, por responsabilidade de ambos, elas podem se resolver.

2011 foi um ano que teve muito a ensinar, mas que eu não estava tão disposto a aprender. 

Meu desejo para 2012 é que ele também seja um ano que tenha muito a me ensinar, mas que, dessa vez, eu estarei muito disposto a aprender.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ironias #2

(Hoje estou todo trabalhando nas tags genéricas).

Estava pensando esses dias sobre um fato que terminou com minha amizade com uma pessoa que eu gostava muito.

Eu cheguei a comentar bem por alto o que aconteceu. Como quero falar sobre isso, vou dar mais informações. Basicamente, eu estava no processo de negação em relação a um cara que eu gostava, estava conseguindo me livrar da minha primeira experiência amorosa (que fracassou, obviamente). Ainda estava no processo. Esse amigo, ainda com todo o conhecimento que tinha, ficou com o cara. Não bastou ficar. Namorou.

Não estou fazendo julgamentos, agora (quem sou eu para impedir as pessoas de encontrarem o amor de suas vidas?). Minha noção de traição mudou bastante. Mas, vamos aos fatos: o cara se revelou um grande filho puta. Daqueles que não conseguem nem ser criativos (o que é uma pena, tem tanto potencial para tal).

E aí, um amigo, conversando comigo sobre isso disse algo do tipo: "Agradeça a ele, olha só do que ele te livrou". Eu ri, não levei a sério. Porém, essa semana vai ser uma semana de re-pensamentos (defina hífen, beijos) por outro motivos que pretendo postar aqui. E isso me veio à mente neste momento.

Do que ele me livrou? Não foi do relacionamento. O relacionamento já estava fadado ao fracasso (aliás, que relacionamento?). Porém, ainda não havia terminado. Ainda havia o tempo de recuperação - healing. E esse tempo não foi respeitado. Ele me livrou foi de achar que o problema poderia estar comigo, que eu era o defeituoso. Ele apenas me mostrou - infelizmente, com sua dor - que eu jamais teria qualquer tipo de relação com o cara.

Não tenho mais raiva ou tristeza. O vejo como um conhecido, como uma pessoa que eu já tive muita intimidade, que eu já gostei, amei (por que não?). Não creio que seja possível que nós voltemos a ser amigos. Mas a relação pode evoluir de outra forma. Ele me mostrou que posso aprender - e, pasmem, agradecer - mesmo diante de um fracasso tão grande quanto aquele foi.

Por isso, hoje, eu o agradeço. Agradeço por me feito passar pela situação que passamos, até um determinado momento, juntos. E pelo resto da situação que passamos separados. Obrigado.

Irônico, não? 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Até 26/08

Não sou desses de pedir nada para ninguém. Acho que merecimento é fundamental. Não que eu seja a favor da meritocracia (tão complicado avaliar quem merece e quem não), mas resolvi aderir, via blog, porque via vida já aderi faz tempo, do movimento gay "Leia com Qualidade".

Meu pedido? Simples: leiam. Garanto que vai levar menos de 5 minutos e que não será um gasto de tempo. Será um investimento, como toda boa leitura deve ser.


E lembrem-se, vocês podem votar todo dia até dia 26.

domingo, 24 de abril de 2011

Torn

Conto nos dedos as pessoas que eu realmente posso chamar de amigos. Amizade, para mim, é algo que transcende todo e qualquer sentimento que podemos ter, até de amor. Ou melhor, é um amor tão potente, tão único, tão sincero, tão nobre. Tão único, que seria maldade compará-lo ao amor 

Amigo não é aquele que te dá presentes caros. Amigo não é aquele que enxuga suas lágrimas. Amigo não é aquele que te dá conselhos. Amigo não é aquele que passa a mão na sua cabeça. Amigo não é aquele que sempre sai com você.

Amigo, para mim, é aquele que sabe que a sua presença pode ser o melhor presente. Amigo é aquele que sabe que chorar é fundamental e que você tem todo o direito de sentir triste em algumas situações. Amigo é aquele que sabe que, às vezes, o silêncio é a melhor forma de dizer alguma coisa. Amigo é aquele que te dá esporro, mas na hora certa. Amigo é aquele que recusa sair com você, mas te oferece uma tarde em casa para vocês passarem algum tempo juntos.

Só existe uma coisa que eu valorizo mais do que a amizade, e é a minha mãe. Quando considero alguém como amigo, considero que é parte de mim. É uma pessoa que, invariavelmente, lembro nas coisas mais singelas. Na gíria que era só nossa (Um dragão nas costas!), nas atitudes que a gente sabe que o outro vai ter. Nos olhares que para os outros precisariam de uma conversa de 1 hora para serem explicados.

É aquele que você fala no MSN mesmo só tendo 1 minuto na LAN House, só para dizer 'oi te adoro to saindo bjs' (quem precisa de vírgulas para entender?).

E quando você perde essa relação? Quando tudo, magicamente, se desmaterializa? Quando os olhares não são mais os mesmos? Quando a vontade de ficar perto se torna repulsa? Quando as conversas se tornam sufocantes?

Às vezes, a causa foi um gesto. Às vezes, a causa foi uma atitude. Às vezes, a causa é a própria incoerência inerente a todos nós. Só que, em alguns assuntos, isso machuca. Isso dói. E aí fica difícil suportar. Não é por falta de sensibilidade da pessoa. Nem excesso de sensibilidade da sua parte. Cada um tem seus motivos mais profundos para fazer o que faz. 

Mas existem momentos, e não são poucos, em que você espera uma determinada atitude de um amigo. Você não precisa pedir para aquele amigo agir daquela maneira, mas você acredita que toda a história que vocês viveram juntos já indicou para ele o caminho a ser seguido. Aí, essa pessoa, simplesmente, vai na contramão. E você fica imóvel, duro, doente, frio. E, porque não, morto? Como se tudo tivesse necrosado.

Quem é você para julgar? Quem é você para dizer 'sim' ou 'não'? 'Pode' ou 'Não pode'?

Apesar de ser uma música com todo um tom romântico, acho que Torn define bem como estou me sentindo.

Rasgado. Jogado no chão. E nenhuma alma viva para me estender a mão.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Meu Algoz

Sabe, eu nunca omiti o principal da história do Eah (você pode ver as coisas em sequência 1-2-3), que foi o fato das coisas terem acontecido ao relento, sem eu saber exatamente do que estava acontecendo. O que eu omiti foi como descobri que isso era verdade, o EDIT do último post.

Na sexta, Eah não pôde sair comigo pro carnaval porque estava doente na casa de um amigo, no sábado, estava esperando a resposta de uma amiga para saber o que faria do carnaval.Fiquei esperando a resposta e quase passei o sábado de carnaval em casa. Sorte que um amigo me ligou e me encontrou na Farme mesmo. Depois encontrei ainda outros amigos. Encontrei com um amigo dele perguntando para mim porque eu não estava na festa X. Ele estava lá. Foi e não me chamou. Nesse momento, caiu a ficha. 

Mais ao longo da noite eu troquei algumas mensagens com ele (sim, estava bêbado) e uma das suas frases mais célebres foi 'as suas expectativas superou as minhas'. Qualquer um que viu como agíamos viu o quanto eu lutava contra essa ideia de relacionamento, de que eu ia namorar. Eu estava só ficando. O que não quer dizer que era uma ficada qualquer. E, houve um momento, aqui no blog, em que eu resolvi que ia deixar levar. Ia parar de matar aquele sentimento que toda vez insistia em nascer, como uma erva daninha. Momento errado, hora errada.

Não sei se ele leu esse blog e pensou que eu já estava louco (é, talvez não tenho sido claro no post? Talvez, também, aquele post não fosse para ser claro) de amor e tal. Óbvio que nesse mesmo sábado eu chorei, me senti melhor no domingo, mas ainda faltava aquilo de resolução, sabe? O 'não' eu já tinha dado, mas não tinha recebido. Nos encontramos mais uma vez, com apenas um período de climão - riam, mas foi exatamente no momento em que nossos dois peguetes deram perdidos simultâneos (eles eram amigos). 

Convidei-o para sair para conversarmos sobre isso, sem colocar tom de "PRECISAMOS CONVERSAR". Uma conversa, um suco, talvez um café. Nem isso foi necessário, percebi que ele estava na defensiva de sair comigo, então, tive que fazer do modo mais chato: msn. Conversamos e, por fim, ouvi o 'não' que queria ouvir. Ouvi o não que eu queria e precisava ouvir. Chega de comparações que jamais seriam admitidas. Chega de ausências que jamais seriam externadas. O que sobrou agora é um sentimento de carinho que pode - e quero - que evolua para uma amizade.

No fim, meu algoz não foi o blog, opiniões de terceiros ou mesmo Eah. Meu algoz foi minha incapacidade de ser sincero comigo mesmo, no momento em que eu deveria. E, também, porque não, ser sincero com ele também?

Meu algoz, eu mesmo, também se mostrou que pode ser meu maior aliado. Meu algoz foi o que me jogou no abismo, sem proteção, mas também me recebeu lá embaixo de mão estendida.

sábado, 9 de outubro de 2010

Ex's

Existe ex-namorado, ex-marido, ex-chefe, ex-peguete, ex-presidente e até ex-puta (!).

Mas existe ex-amigo?

(Pronto, apelei para meu momento nerd-otaku (Oi?). Mas foi a única figura que eu encontrei. IGNOREM!)

Estava pensando nesses dias sobre a amizade. Sobre o que faz você se dizer amigo de alguém. Eu, particularmente, não banalizo, de modo algum, a palavra. Nem o sentimento. Amigo é muito mais que colega, conhecido, amigo de bar. É amigo, só, uma palavra. Não é composta, não começa com letra maiúscula. Mas é única e grandiosa para cada um a que se atribui seu sentido.

Não existe uma única amizade. Não existe uma única forma de se gostar como amigo. Então, eu penso cá com meus botões, é possível, simplesmente, deixar de pensar na pessoa? De considerar alguém que você considerava MUITO? Por um motivo que talvez não seja tão grave, não seja tão traiçoeiro. Talvez nem haja motivo.

Eu tenho chegado a conclusão de que, quando você realmente gosta de alguém, a menos que algo cataclismático tenha ocorrido, não dá pra deixar de gostar. Você fica magoado, ressentido. Mas passa. O sentimento passa e deixa saudade, e aí? Você se pega pensando em como poderia estar curtindo diversos momentos juntos com ele também.

Acho que não existe ex-amigo. Uma vez amigo, pra sempre amigo. Não existe ex-mãe, ex-pai, ex-irmão. Amizade é como um laço de sangue. Me recuso a acreditar que existem amigos passageiros - aqueles que tem o significado em si só pela sua existência naquele momento - e amigos permanentes. Que existem aqueles que fazem mudanças em você e vão embora e aqueles que te mudarão constantemente, numa infinita dialética do ser, ser amigo.

Eu não quero acreditar que eu perdi um amigo. Mas eu não vou procurá-lo. Nem ele. E aí? Já faz tanto tempo, mas parece que foi ontem.

Vou tentando engolir meu orgulho por aqui. Quem sabe até o fim do ano eu consigo. E aí, provo pra mim mesmo que amizade é, de fato, uma coisa eterna. Que amizade é, de fato, o sentimento mais puro que existe. Aquele capaz de superar tudo.

Eu suportaria, embora não sem dor, perder todos os meus amores.

Mas, certamente, morreria se perdesse todos os meu amigos.