domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vazio

2010. Sábado. Sol. Pré-Carnaval. Banda de Ipanema. Celular perdido.

2011. Sábado. Sol. Pré-Carnaval. Banda de Ipanema. Celular perdido. De novo. 

Meu final de semana se resume a quase isso. Eu, lindo, simpático e solteiro na Banda de Ipanema perdendo o celular. 'Perdendo' parece que eu fiquei a noite toda nessa vibe, né. Pois é,  fiquei. Sabem, eu nunca quis fazer do blog um diário pessoal, mas desde o fim do ano passado tem rolado coisas que eu preciso falar pra alguém. E eu sou péssimo em desabafos. Eu reclamo, eu lamento, mas sabe, falar dos sentimentos nunca foi tranquilo pra mim. Acho que escrevo melhor. Ou não, sei lá. Vejam só como estou desconexo hoje.

Sabe quando você compra alguma coisa com o SEU dinheiro (olha, gente, não trabalho, ganho uma miséria que chamam de bolsa de auxílio à pesquisa) e fica todo feliz? Ela é exatamente o que você esperava? Era eu com meu celular. Durou 2 semanas minha alegria. Agora minha tristeza durará 6 meses, até acabarem as parcelas.

R.I.P. Nokia X2. Meu xodó.

Aí, beleza, eu sou desses que chora o mundo, xinga muito no Twitter, mas não deixa de fazer a limonada. Então, o que eu fiz? Bebi o mundo. De vez em quando até tinha acesso de raiva e socava paredes, jogava latas de cerveja no chão (enquanto gritava: PORQUE NÃO ROUBARAM MEU CARTÃO DE CRÉDITO, MEU DINHEIRO, MEU CARTÃO DE DÉBITO, IDENTIDADE, PORRA?). Outra coisa acontece quando eu fico bêbado: fico fácil. Assim, vem que to facim. Nessa vibe mesmo, então, rolou nego só de cueca, indo pro ponto de ônibus pra voltar, quando pisei no pé sem querer, enfim. Facilidade, você vê por aqui.

Só que, dessa vez, rolou uma coisa diferente. Aliás, algo que nunca tinha rolado antes

Eu posso dizer que só tive envolvimento emocional (nem dá pra dizer envolvimento, mas quase) com duas pessoas na vida. Uma delas foi o Visão, que nunca foi de carne e osso. Rolou o envolvimento com a fantasia que eu tinha dele e só. Não deixei de ficar com ninguém por causa dele, apesar de nutrir um carinho todo especial. Nunca rolou sentimento de traição, também. Assim como o carinho também não se dissipou, só foi vencido pela distância de milhares de quilômetros. 

Um beijo na boca de quem inventar o holograma sensível.

A segunda vez, bem, como eu costumava chamar o Visão de 'Ele', não posso chamá-lo assim. Então, como sou criativo, foi chamá-lo de eight ai heim, só que fica muito grande pra ficar digitando várias vezes (será que ainda vou digitar isso durante muito tempo?), então, fica Eah. Call me estranho.

Pois bem, conheci Eah em um lugar improvável, em um momento improvável e já comecei péssimo. Fato foi que combinamos de sair depois e até aí tudo bem, porque já combinei de sair 1x com várias pessoas, difícil é ter o segundo encontro, porque sou total Taio Cruz nesse aspecto. O primeiro encontro foi ótimo e aí, rolou o segundo. Gente, eu só encontrei um cara uma vez depois do primeiro encontro e foi meio que por acaso, da vibe 'a gente se esbarra lá'. Ok, Eah começou quebrando um recorde na vida do Guilherme.

O segundo encontro foi ótimo. Sabe aquela pessoa que dá a volta ao mundo só pra não te deixar ir embora sozinho? Eah comigo. Aí, Guilherme, o Taio Cruz carioca (jura que você se sente assim, querido?) começa a dar sinais de defeito. Defeito? Sim, é defeito querer sair pela terceira vez. É defeito mandar mensagens pós-encontro. Aliás, sabem porque eu nunca fiz isso antes? Porque eu cagava pra colocar crédito no celular. Sem crédito, sem mensagens. O que eu fiz antes de encontrar Eah? Coloquei crédito no celular e troquei mensagens pré-encontro.

Rolou a tal da Banda de Ipanema aka Lugar onde Guilherme sempre perde o celular. Lembra de como eu estava? Lindo, simpático e solteiro. Depois de pegar 3243242 pessoas eu percebi que todas tinham uma coisa em comum: não eram Eah. E aí rolou o vazio.

O vazio do meu bolso, que toda hora eu encostava pedindo pra encontrar o celular no fundo dele, o vazio de Eah feliz em terras paulistanas pegando o mundo (juro que nem foi ciúme, não tenho essa vibe errada) e o vazio maior de Guilherme tentando encontrar em cada nova boca um Eah que não existe. 

Marcamos um terceiro encontro, vamos ver até quando continuarei dando defeito.


Só sei que uma palavra resume meu final de semana: vazio. Vocês veem algo além do copo? Eu também não. E o copo era eu.

PS: Será que alguém descobre porque escolhi Eah?

15 comentários:

Júlio César Vanelis disse...

Eu to te falando, cara... Esse bloco tá com a maldição do furto... O jeito é ir pra lá só com a roupa do corpo e encontrar um gringo maravilhosos para bancar agente a noite inteira... hahahahahahahahahah
Mas enfim, piadinhas a parte, eu nem sei o que dizer... Sei o quanto vc ficou feliz com esse celular... :S
Agora, quanto ao defeito, isso contece... Acho que a grande maioria das pessoas dá defeito um dia... E continua dando de tempos em tempos... Se o defeito vai persistir ou não, só o Eah, ou melhor, as stitudes dele, vão te responder isso... Nem precisa dizer que eu to torcendo para a sua felicidade plena, né? Seja de uma forma ou de outra...

Um abraço, amigo... Até o próximo

DPNN disse...

Cara, eu não era nada ciumento e dizia as mesmíssimas coisas que vc diz... espera só o dia em que você ficar de quatro no bom e no mau sentido por um cara e a gente volta a falar sobre o assunto...kkk

SG disse...

Isso tem nome. Paixão.

Eu sei. Comentário brega, o meu.

Mas, fazer o quê? Todo mundo um dia a encontra.

E o seu dia, parece ter chegado.

David ®... disse...

não se cobre tanto...apenas aproveite...pra q ficar pensando tanto ...VIVA!!!!

bjo enorme pra vc :D

Antonio de Castro disse...

eu perdi meu celular no bloco em 2008.

não vou comentar nada sobre o vazio que o Eah causou pq senão vou me sentir um velho.

o que eu posso dizer é q td passa.

FOXX disse...

dá vontade de te bater
pra quê ficar fugindo de um envolvimento, pq é isso, vc não liga, não manda mensagens, pra evitar/fugir do envolvimento. e pra quê isso? de verdade, pra que?

Lobo disse...

Parabéns Gui. Você acaba de deixar o clube dos corações de pedra. O único clube que todo mundo quer sair mais do que entrar, mas só aumenta hahauahuahauahau.

Borboletas nos Olhos disse...

Querido, acho que sei como você se sentia em relação ao cel, eu sinto isso pela minha geladeira (sério)...e, olha, querer bem dói mas nos faz mais vivos. Sentir vazio é, ainda, sentir. Beijos

Autor disse...

Eu juro pra vc que os seus dramas só não me divertem mais do que os do Foxx, rs...
Eu perdi tudo que podia na Farme no carnaval do ano passado, esse ano sou uma nova pessoa, no drunk, hehehe
E, curta a vibe, bobo, quebre suas regras, seja feliz.
Se não der, não deu, mas vc viveu!
Bjos

Paulo Braccini disse...

Com certeza! se não curtir não viveu ... curta e viva ... o máximo q pode acontecer é não vingar ... ou não?

vai lá cara ... encara ...

bjux

;-)

Fred disse...

Só pra constar: inventei o holograma sensível.
Hahahahahahaha!

Bruno disse...

E me ligou bêbado, disse que me adorava, que queria que eu fosse te encontrar e estava chorando.
Próxima vez, dica: celular na cueca.

bjo

Daniel Braga disse...

NháÀ Gui... relaxa. Uma hora chove e enche teu copo! Mas eu vi algumas gotinhas remanescentes ali dentro do copo, me pareceram gostas de esperança hein..

P.S: Quando quiser ver o filme DEMÔNIO eu vou contigo, só chamar. De preferência na minha segunda casa (New York City Center).

~ O que a Srª está esperando pra comentar no meu blog hein? Deixa de ser prexeca, porra! E vá já comentar.

*DB*

Cara Comum disse...

Cara, desapegue-se dos bens materiais... rs... Já foi, perdeu playboy... Comece a encarar que vc continua vivendo mesmo sem o celular...

Sobre o vazio... olha esse vídeo e pense na letra da música:

http://www.youtube.com/watch?v=NlcwRTVRY3s

O que é que preenche o seu vazio??? A vontade de não ser vazio???

Abraços e sorte na sua autodescoberta!!

railer disse...

escuta, quando for a show ou blocos, leve suas coisas nesses 'porta-dólar', essas bolsinhas que ficam debaixo da roupa e têm zíper. boa sorte na próxima.

quanto ao vazio, a gente colhe o que planta, lembre-se disso.