terça-feira, 19 de julho de 2011

Gente Grande

Preciso começar dizendo que vou me fazer mais presente por aqui. Sinceramente, nem sei se vocês sentem/sentiram tanta falta assim, mas acho que é um compromisso comigo, o de manter esse blog vivo.

Ao contrário - infelizmente - do que você pensaram, não tem homem envolvido nessa história. Eu tenho ficado com pessoas aleatórias, mas que não demonstram muito sinal de querer criar algo. E, honestamente, acho que eu também não. Talvez, quando eu realmente quiser me envolver, eu mudarei de comportamento. Talvez.

O que tem consumido meu tempo e energia é o trabalho. Desde um pouco antes das férias eu tenho trabalhado 9 horas por dia, todos os dias da semana. Esse é o custo de ainda ter matérias pé no saco até o final do período. Estou quase pagando as horas que devo, embora vou ter que ficar mais algum tempo nesse ritmo devido às férias conjuntas da chefe e da técnica, que me farão ser responsável pelo triplo de coisas que eu normalmente seria.

O trabalho não tem só me consumido pelo esforço físico de acordar mega cedo, eu estou sendo consumido mentalmente também. Não porque eu tenha que pensar muito, trabalhar no Controle de Qualidade, independente do seu nível de formação, é sempre um trabalho muito técnico, muito minucioso, muito...estático. É um conhecimento estático que eu estou adquirindo.

E eu, sinceramente, não me adapto a isso. Estou percebendo o que as pessoas sempre me disseram sobre como trabalhar com algo que você não gosta é frustrante. É o acordar já cansado, independente da hora que você dormiu. É o pensar em como não é possível a vida eterna naquele lugar. É, basicamente, a ausência da alegria em fazer o que você está fazendo.

Porém, também descobri que isso é suportável. E nem tanto pela necessidade do dinheiro. É suportável porque você tem que entender o lugar que aquilo está ocupando na sua vida. Será que só é mesmo areia movediça? Estou exatamente no processo de definição do lugar que o estágio está ocupando na minha vida. E isso está consumindo uma energia imensa.

Pela 1ª vez, acho que estou realmente agindo como um adulto. Minha cabeça está começando a analisar as coisas mais racionalmente e menos emocionalmente. Estou em um momento de separar fantasia e realidade.

Enfim, o momento de viver como gente grande: tomando decisões e lidando com as consequências.

11 comentários:

FOXX disse...

vc descreveu minha vida aqui em BH...

Thiago disse...

Gui, tento me inspirar em você pois também estou passando pela transição para a vida adulta. Espero que tire muitas lições disso tudo e compartilhe conosco.
Abraços!

Cara Comum disse...

Bem-vindo à vida adulta... Mas fica tranquilo que a gente sobrevive... Beijos!!

Candy disse...

Eu tive um choque nisso no ano passado. Passei toda minha vida querendo fazer dezoito anos, mas quando fiz quis voltar aos 15. As responsabilidades vieram de todos os cantos e acho que cresci muito com relação à trabalho. Naquela época não via o quanto isso era bom, de certa forma, mas me setia exatamente como você. Crescer não é fácil, mas pense que há outros na mesma situação. You're not alone. ;)

Bjs

DMalk disse...

Já eu estou uns dois pontos atrás do que você esta...

Quem anda sumido também e o Julio...

Vi no lobo que você gosta Valkyrie Profile tbm finalmente algo em comum...

Lobo disse...

9 horas por dia? Trabalho escravo isso? E a faculdade?

Olha que uma amiga minha vive nesse ritmo frenético de 10 horas de trabalho/dia + faculdade, e está quase morrendo.

Toma cuidado.

Um beijo!

Antonio de Castro disse...

trabalhar é uma merda, mas foi o único jeito até agora que eu achei de ganhar dinheiro, então né?

°'__ma®cø__'° . disse...

i'm back. eu acho. vamos acompanhar...

abraços do voy (que não é mais 'voy'! =D)

inconstanteblog disse...

Bem vindo à vida adulta, Gui!!! (é... não é tão legal assim hahaha)

Eu tbm já passei por fases complicadas no trabalho... trabalhar já é chato, se o lugar não for interessante, aff... Mas é um mal necessário hehehehe

E é só um estágio... em breve vc consegue algo melhor;)

Xêro!

Raphael Martins disse...

Adorei a postagem.
Gui, gostaria que vc participasse da entrevista interativa que farei com o Paulo Bratz, domingo no meu blog.
Basta me enviar duas perguntas que vc gostaria de fazer à ele.
Pode enviar em forma de comentario no meu blog, se quiser. Fecharei a postagem na sexta.
Seria uma justa homenagem à ele.
Abcs!

Marcos Campos disse...

No final, tudo é aprendizado e faz um bem danado...tudo faz parte do caminho, ai a gente escolhe...